ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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terça-feira, setembro 23, 2003

Imaginar compensa?


E pergunto isto porquê? Porque o neorealismo feioso em que vivemos parece de alguma forma aceitar o contributo do cinismo como factor exclusivo para justificar qualidade.
Uma cambada de poeirentos parte do principio que a imaginação elemento de um reduto menor da expressão cultural, e o mundo inferioriza tudo aquilo que surja da simples capacidade de construir algo que não se assemelhe tanto ao que estamos fartos de ver.
Cascam em J.P.Jeunet, Larry e Andy Wachowski, Peter Jackson, Stephen King, Clive Barker, como cascaram em Poe, Tolkien, Doyle, etc, etc, etc...
Mas que complot é este contra a imaginação, contra a reorganização dos elementos da realidade para maravilhar, assutar, ou simplesmente mostrar algo diferente? Já para não falar na animação. Mas como é que a "Vaigem de Chihiro" não foi um dos melhores filmes, senão o melhor do ano passado? O que é que faltava para o neorealismo? Que Sen fizesse umas linhas de coca lá no balneário dos deuses?

É a sobranceria de sempre, que classifica os géneros ligados á imaginação e á comédia como sendo menores.
Mas têm esses senhores ideia do quão complicado é imaginar como deve de ser? Ou quão terrivelmente dificil é fazer rir?
Ou é a arrogância tão imensa que confundem as suas subjectividades com uma suposta grelha objectiva de qualidade, que pressupõem nos seus discursos mas nunca explicam?
Basta ler a maioria da crítica de cinema nacional e a conclusão é fácil.
Lamentável, mas fácil.

Abraços

P.S. ( falta apenas um mês para Matrix Revolutions!)

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