ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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sexta-feira, fevereiro 20, 2004

Um homem de extrema direita sem pejo de dizer alarvidades xenófobas e segregacionistas sobre a imigração, e outro que sendo responsável pela comissão nacional de adopção, prefere ver as crianças em orfanatos e famílias de acolhimento ao invés de entregues a uma família ou pai homossexual, mesmo que essa pessoa tenha todas as capacidades de lhe dar um bom lar e todo o afecto necessário a um crescimento saudável.

Foi neste tipos que a maioria de Portugal votou.
Sinceramente, acho que vou apanhar o próximo barco para o Ártico.
De volta ás lides.
Numa semana em que a França reconheceu o casamento de uma mulher com um defunto, onde os conservadores do Irão irão ( cacofonias e repetições à parte ) ganhar as eleições por falta de opsição, lançando o país nas profundezas da idade média, onde a promissora e talentosa Scarlet Johansson mostrou histeria dispensável na entrega de um prémio, na qual começa o Fantasporto que eu, débil económico crónico, vou ter de deixar para o ano que vem novamente, e está um frio inimaginável que vai transformar o CArnaval nacional no espectáculo confrangedor do costume.

Enfim, parafraseando Dave Mathews, é uma situação típica nestes tempos típicos.

Abraço a todos

quinta-feira, fevereiro 12, 2004

Sim, vem aí o dia dos namorados, uma espécie de oásis para o comércio no meio de uma época dificil com pagamento de cartões de crédito, prendas atrassadas do Natal e a ausência de aumentos no vencimento.
Sim pode ser que seja uma patranha comercialóide.
Mas para mim, existir mais uma desculpa para fazer uma surpresa ou ir a qualquer lado com a cara metade não me parece má de todo. Há coisas piores.
E de resto a consciência só pesa se as prendas e gestos só aparecem por meio destes (falsos) gatilhos. Caso contrário, é mais um evento que pode realmente ser agradável.
Agora cada um saberá de si, verdade?
Aos tímidos, talvez seja uma espécie de trégua desculpabilizante. A desculpa para escrever aquela carta temível. Fazer uma figura ridícula, e esperar que a coragem sirva como alavanca do intento do amor.
Nem sempre resulta. Mas os riscos foram feitos para serem corridos. Alguns, pelo menos.
Boa sorte, e bom dia de São VAlentim, que perdeu a cabeça por causa de uma mulher - literalmente....

Uma pergunta pertinente...

Onde anda o Pipi?
Como sempre, tiro o chapéu a este senhor. Quando entrei em contacto com ele, e mais tarde, depois de um estudo interessado mais que rigoroso, chego á conclusão de que é o que tenho de mais próximo com uma religião ou código ético. De forma eclética, claro, mas ainda assim...
Kant achava que só eramos livres quando perseguiamos o Bem. Embora possa ser discutível, eu creio nele. Era alguém que tinha fé no facto de que os homens algum dia criassem juízo e dessem passos em direcção á harmonia, num crescimento constante imparável.
Sou ingénuo e acho que é possível.
Sou maioritariamente kantiano. Sempre fui. Que fazer?



Bicentenário da morte comemora-se hoje
Immanuel Kant: o filósofo dos Direitos Humanos

Helena Ferro de Gouveia, Frankfurt
PÚBLICO
Immanuel Kant (1724-1804), nascido no seio de uma família humilde, foi enterrado como um monarca. No dia do seu funeral, a vida em Königsberg, na Prússia oriental, actual Kalininegrado, parou. O caixão foi acompanhado por milhares de pessoas e ecoaram os sinos de todas as igrejas da cidade.

Hoje, decorridos 200 anos sobre a morte do grande filósofo dos direitos humanos, da igualdade perante a lei, da cidadania mundial, da paz universal e acima de tudo do "Sapere Aude", a emancipação da razão, a Alemanha assinala a data com uma série de colóquios universitários, com a exibição na televisão pública do filme "Kant Reloaded" e com uma visita do ministro dos Negócios Estrangeiros, Joschka Fischer, a Kalininegrado. A Universidade de Bona disponibilizou na Internet, em acesso gratuito, o maior banco de dados mundial sobre o filósofo assim como as suas obras completas e cartas pessoais (www.ikp.uni-bonn.de/kant).

Rir é bom para a digestão
Mesmo a tempo do bicentenário surgiram numerosas publicações dedicadas ao autor da "Crítica da Razão Pura" (1781). Três delas, publicadas em Novembro de 2003, são biografias - "Kant" de Manfred Kuehn, "Immanuel Kant" de Steffan Dietzsch e "Kants Welt" de Manfred Geier - que questionam o retrato estereotipado de Kant traçado por Henrich Heine e que se inscreveu nos manuais de filosofia: um homem que obedecia às virtudes prussianas, cuja vida era absolutamente disciplinada, modesta e puritana. "Viveu uma vida de solteirão, mecanicamente ordenada, quase abstracta", escreveu Heine.

Um pensador genial com um quotidiano monótono? As novas obras biográficas mostram um outro filósofo que jogava com gosto às cartas, que apreciava uma boa refeição ou um espectáculo de teatro, que gostava de anedotas - claro que por motivo racional: o riso estimula a digestão - que se interessava pela política mundial. Naturalmente que não foram apenas os aspectos privados de Kant que mereceram a atenção dos autores (todos reconhecidos especialistas no obra do filósofo da Aufklaerung), mas a sua vida intelectual, as suas ideias e como estas foram influenciadas pelo clima da época.

Filósofo da Revolução Francesa
Kant viveu numa época conturbada, marcada por grandes mutações sociais, políticas e religiosas. A "orientação teológica" da Filosofia é posta em causa - Deus vai sendo progressivamente substituído pela ciência, tendência contra a qual Kant vigorosamente lutará - e a soberania intelectual do homem passa, com o Iluminismo, a repousar na ciência, que adquiriu, depois de Isaac Newton, um estatuto de dignidade e credibilidade recusado a outras formas de pensamento.

Na perspectiva política, o fenómeno mais relevante é a configuração do Estado moderno e de novas formas de organização do poder. Os escritos políticos de Kant datam já da maturidade e são fortemente influenciados por dois acontecimentos históricos da altura: a Revolução Francesa (1789) e a Revolução Americana (1776).

Não é em vão que foi classificado por Heine, Marx e Hengels como o filósofo da Revolução Francesa. Há de facto alguma analogia entre ambas as revoluções e o pensamento kantiano: a emancipação do homem face à autoridade e a afirmação da liberdade. De tal forma que o eco de Kant é tão importante na França como na Alemanha.

Para o investigador francês Etienne François, "se Kant é considerado na França como uma referência incontornável, na Alemanha é visto como uma etapa da pensamento filosófico" uma vez que não existem entre os filósofos que verdadeiramente são significativos nenhum que se tenha subtraído a um posicionamento relativamente a Kant.

A filiação de Kant até Juergen Habermas "é assumida e reivindicada". O próprio artigo primeiro da Lei Fundamental alemã - "A dignidade do homem é intocável" - é, ainda de acordo com Etienne François, claramente de inspiração kantiana. O pensamento kantiano surge como um elemento fundador no processo de construção europeia que coloca a dignidade humana, a reflexão e a ética no cerne dos seus objectivos. O projecto de Tratado Constitucional europeu reivindica também no seu preâmbulo o legado do Iluminismo.

Fischer em Kalininegrado
O bicentenário é ocasião para o chefe da diplomacia germânica inaugurar um consulado alemão em Kalininegrado, um enclave russo entre a Lituânia e a Polónia, onde o filósofo do Aufklaerung nasceu, ensinou e morreu. A ex-Königsberg, no mar Báltico, foi a capital dos reis da Prússia, tendo sido conquistada pelo Exército Vermelho durante a II Guerra mundial, e rebaptizada, em 1946, como Kalininegrado, em homenagem ao dirigente soviético Mikhail Kalinine. Nesta cidade não se encontra hoje nem a casa natal do filósofo nem aquela onde ele morreu, mas existe um museu Kant, assim como uma estátua do pensador em frente à Universidade - oferecida pela condessa alemã e grande dama do jornalismo Marion von Doenhoff.

O seu túmulo situa-se numa das extremidades da catedral, parcialmente arrasada pelos bombardeamentos de 1944-45, e nele está inscrito: "Duas coisas preenchem o espírito de uma admiração e de uma veneração crescentes e renovadas, à medida que a reflexão nelas incide: o céu estrelado sobre mim e a lei moral em mim."

sexta-feira, fevereiro 06, 2004

CARTAS A SÓNIA IV


Não há qualquer dúvida de que são as pessoas das quais mais gostamos que têm a maior capacidade para nos magoar. E não se pense que isto é uma qualquer manobra de injustiça maquiavélica por parte dessas pessoas. Não. Bem vistas as coisas, a culpa é essencialmente nossa, originada no nascimento e progressão dos nossos afectos. Somos nós que damos as coordenadas para o local onde está enterrado, como dizia King, o nosso coração secreto. Somos nós que colocamos guardas sonolentos e medrosos à porta, e deixamo-nos invadir.
A genealogia do amor tem uma morfologia muito própria. Assenta nas tentativas de explicação da irracionalidade, e cozinha num caldeirão fervente sentimentos paradoxalmente próximos e afastados. O significado por vezes deixa uma pessoa perplexa quanto à possibilidade da sua coexistência, mas a verdade é que arrisco a dizer que a pessoa que amamos é precisamente aquela que mais vontade dá de lhe apertarmos o pescoço.
Podemos efectivamente reparar nos detalhes, criar uma linha média das expectativas, e dançar por cima de brasas alternadas que são afinal o cumprimento ou frustração daquelas. Criamos acusações, damos connosco a tomar atitudes que dez segundos depois não fazem qualquer sentido e nos deixam de costas nuas perante a vergastada da consciência racional. Mas tomamo-las. há algo de irresistível, quase ao nível do pormenor verificado com um espírito ébrio, que torna a dinâmica do amor uma contenda onde, à semelhança de tantos combates, metade das baixas não tem explicação. Ou a bem dizer, quase todas.
Há algo que esperamos ver sempre nos olhos da pessoa que amamos. É uma espécie de acompanhamento, uma diferença lógica entre a sua capacidade de dar e a auto-preservação que mantém. Como se guardasse alguns segredos e mantivesse aquela individualidade que nos leva à loucura suave da descoberta. O enamoramento feito das saudades reiteradas pela ausência e as descobertas segundo Lavoisier. Amamos aqueles que são capazes de transformar, mas que no fundo se mantêm construídos pelos seus compostos. É a progressão na mente e corpo do outro que faz do amor uma espécie de ritual de ciclos, onde a simples capacidade de ver o outro sem tempo ou espaço se torna a delicia maior. Sinceramente, e apesar de existirem milhares de justificativas para tal situação, julgo que o fundamento do amor, seja em busca ou manutenção, ou simplesmente na vivência, reside num detalhe simples. A irracionalidade em que nos coloca, as dores que traz em alternância, aquele estado de aperto onde respirar é uma luta, mas sem o qual a vida parece um saco vazio, onde a paz desejada soa sempre a recompensa oca e insossa. No amor nunca se quer realmente paz. Entendimento sim, mas paz real? O próprio sexo é uma ausência de paz, e as dores de perseguição, que parecem maiores que cordilheiras de granito, são um paradoxo que a tranquilidade pode anular, sob pena de cansar como um caminho sem curvas.
Discordo que o amor seja, em alguns instantes, sempre obsessivo. Há quem diga que o é sempre quando é real, mas eu não tenho essa ideia. O amor pode criar pensamentos estranhos, não condizentes com a noção de vida que as pessoas originariamente tinham, mas nunca o consegui despir de uma fundamentação mínima. Como quase tudo aquilo que é completo e maravilhoso, o amor é uma entidade composta, e o grande temor que causa justifica-se na sua capacidade de transmutação, passando de ícone de perfeição a monstro sádico. O amor não é equilibrado constantemente, porque a sua sobrevivência depende disso. Há alguma lógica fervente nos seus desequilíbrios, naquele sofrimento que parece injustificado. Repudia o excesso, mas não há forma de dar a volta ao texto. Disseque-se o amor e teremos uma iguaria parcialmente venenosa. Como o Fugu ( prato de peixe japonês venenoso mas servido como sashimi ou sushi em restaurantes) , é preciso ter cuidado para não morrer pela ingestão desse veneno, mas é a intensidade das emoções, tactos e acontecimentos, aquela sensação de ter metade do pé no vazio que torna tudo tão urgente, misterioso e parcialmente incompreensível. E tão necessário. O amor é uma aventura em que a perspectiva de que os heróis se safem porque são bons rapazes não existe sempre. Pode muito bem ser uma história sem redenção ou exposição de catarse. Um conto negro. Mas sendo um conceito paradoxal, também há justiça no amor. A mente humana não é tão autista que não consiga justificar determinadas genealogias no seu objecto de desejo, e é efectivamente comum gostar-se daqueles de quem amamos, ao contrário do que dizem alguns. Eu creio firmemente nisso.
A verdade é que nem sempre é fácil ajustarmo-nos ao que consideramos ser as vivências do amor. Tal como podemos achar piada a uma cicatriz antiga, a dor que a causou é sempre de má memória, pelo menos no curto prazo. E pior que a dor, é a dor associada ao medo, e o medo é condimento natural do amor. Acontece pelo simples facto de gerarmos um sentimento inexplicavelmente forte, feito de sensualidade, posse e entrega relativamente a alguém que pela sua naturalidade se torna o baluarte de diferença onde parece que tudo é semelhante.
Existem milhares de teorias. Sinceramente, eu julgo que cada pessoa terá a sua, mesmo aqueles que julgam o amor como uma espécie de ferramenta manobrável. As culatras costumam ser bem traiçoeiras para essas pessoas, mas isso são outras histórias.
O amor é uma caldeirada. Uma confusão. Uma abstracção feita das noções próprias do que são as ditas verdades, e apoiadas em convicções inabaláveis. É estúpido, muitas vezes ridículo, ao ponto de muitos se escudarem numa elegância asséptica, porque a linguagem de carne, sangue é lágrimas do amor não é fácil, confortável ou mesmo imaginativa a mais das vezes. As palavras no calor da refrega não são musicais, e só no afastamento do amor, na pausa em que a memória ou antecipação nos permite visualizá-lo é que nasce algo que não arrepia a espinha ou constrange. Mas as mãos em cima da grelha ardente produzem sempre reacções e palavras que o descontrolo torna vulneráveis e trapalhonas. Pessoa dizia que as cartas de amor eram ridículas. Eu digo sinceramente que todo o discurso do amor em chamas é ridículo, e normalmente é um veiculo incompleto para o oceano de intenção que é querer viver o amor num determinado momento.
Mas o gozo que provoca a especulação acerca dele, faz com que tantos o tenham tentado, e que cada miúdo cheio de feromonas tente ainda e sempre escrever as piores cartas imagináveis, cheias de termos que dão a volta ao estômago do observador imparcial. O problema com muitos dos discursos sentimentaloides e lamechas, é que tentam simular e publicitar aquilo que só faz sentido quando o mundo lá fora parou, e não resta senão o inferno da exteriorização de algo que come o interior com dentes incandescentes. A contenção dessa fúria do amor produz textos, frases, gestos, música belíssima, porque é a glorificação um pouco distante de um milagre de intenção. Quem a produz continua a ser devorado por si mesmo, mas num misto de recordação e antecipação, como a diástole, o momento em que a gota de chuva viaja no ar, o encandeamento após o relâmpago, a pausa entre inspiração e expiração, o último segundo da peça antes dos aplausos.
Por isso, todo este discurso surge na óptica de quem se esforça por entender a totalidade do amor. Aquilo que traz, leva, produz ou destrói. Tentado desesperadamente não fugir para aquela linguagem de dentro da fogueira, mascarando a minha ridicularia o mais possível. Não é fácil levar o embrulho todo para casa, mas na resistência do amor está igualmente a fundamentação do outro.
E na minha mente, tu és como um singular e perfeito truque de magia feito por um ilusionista inexperiente. A única deixa imponente e arrasadora de um uma actuação mediana. Aquele acorde inexplicável no meio de um arranjo musical comum. A pincelada de génio no meio de um quadro de elevador.
Por qualquer razão, partida em milhares de argumentos objectivos, e milhões de ausências de argumentação, tu surges como a singularidade no meio do já conhecido, debatido e analisado. És a redescoberta de ti mesma que me vais emprestando. E por saber tanto de ti quanto há ainda por saber, torna o amor agitado, mas orgulhosamente vivo, como uma criança irrequieta, mas que no fundo sabe onde as suas fundações permanecem.
Em suma, é nessa soma de tudo, de dores e prazeres alternantes, que volto a descobrir-te neste segundo e naquele já mais à frente.
E só me fica uma conclusão…
O amor é isto.
Uma amiga minha está embrenhada no mundo mágico da prole, de ser a dadora de vida, de ver e testemunhar aquilo que o clichê identifica como milagre da vida, mas que não há outra forma de designar.
Não havendo forma de expressar o seu contentamento e rendição a tal estado afectivo, fica aqui a nota á mensagem de "Instinto" que me enviou.
E merece cada segundo.

E depois dizem que as mulheres não têm todas as prerrogativas...
As pessoas, em meu ver, com uma dose excessiva de paranóia, culpam os meios de informação pela crescente onda de violência e a transposição etária, digamos assim, da capacidade para cometer crimes atrozes.
Mas quando no início do século passado se cantava a seguinte rima nos recreios...

Lizzie Borden took an axe
And gave her mother forty whacks.
And when she saw what she had done,
She gave her father forty-one.


... eu pergunto-me se haverá alguma sustentabilidade nos protestos de alguns sectores da sociedade civil. Não são as crianças por natureza seres de imaginação fértil? Não existirá a necessidade de olhar para elas como seres complexos? Não terá existido sempre violência na juventude imberbe? As chamadas "nursery rimes" são em grande parte plenas de violência.

Eu só consigo recordar vezes sem conta o livro de William Golding, e perceber um paralelo quase imediato.
Os jovens que na ilha se corrompem e rendem á selvageria inimaginável, são seres deixados á sua própria sorte, seguindo uma determinada propensão. Não acontece o mesmo hoje em dia, onde as pressões do mundo designado como produtivo obriga a que as pessoas deixem os seus filhos um pouco à sua sorte? Não são os homens que propalam a importância da estrutura familiar os mesmos que tentam a todo o custo abolir leis laborais que protegem as pessoas que vivem para além do seu trabalho? Que tentam cercear a liberdade de acesso aos meios culturais menos fáceis ou evidentes?
Não parece tudo isto um pouco confuso? E contraditório?