ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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sexta-feira, maio 28, 2004

A BOA FÉ...

Realmente não há limites para a vergonha e a palhaçada. É impressionante como se consegue verificar onde está a má e a boa fé.
O imbecil e caduco Figueiredo Lopes, que faz lembrar aqueles professores da Faculdade de Direito perdidos na sua retórica cambaleante e jurássica, vem agora dizer que os inspectores não têm qualquer crédito sobre o Estado relativamente aos 2,7 milhões de Euros de horas extraordinárias.
Ou seja, verifica-se uma posição de responsabilidade e brio para com a situação do país em ocasiões tão importantes como o Rock in Rio e o Euro, cancelando-se as greves previstas para estes eventos, o que me pareceu acertado. E depois desta prova de sentido de estado e serviço ao país, o governo, mais propriamente o Ministério do inenarrável Figueiredo Lopes vem dizer que nada devem aos inspectores do SEF.
Os profissionais ameaçam retomar as greves, e sinceramente, onde raios é que está a argumentação para retirar-lhes a razão que lhes assiste? Depois de uma prova de profissionalismo, o Governo ainda lhes tenta impingir que o melhor que têm a fazer é portarem-se bem porque não têm direito a um chavo. Será que face a esta vergonhosa actuação do MAI, ainda subsistem as críticas aos profissionais do SEF se decidirem reactivar o protesto?
Afinal de contas, quem é que mostrou a má fé?
Figueiredo Lopes não só é remodelável comó é uma espécie de campo minado político com pernas.
Uma absoluta vergonha.
Antes questionava a justeza da greve, porque parecia deixar o país numa situação complicada e insustentável devido ás solicitações. Neste momento não restam dúvidas que andam a brincar com estes profissionais, e como tal, se a greve for adiante, penso que a razão começa a assistir-lhes.
Até quando é que continuarão as asneiras initerruptas de parte significativa deste executivo. Ou também vão tapar esta com a manta do défice, que por sua vez tem excepções curiosas para o BCP e afins....

quinta-feira, maio 27, 2004

Há que dar os parabéns ao Porto.
Arrogâncias e criancices à parte, o hoem é de facto um treinador excepcional, e o Porto mostrou que a coesão de uma equipa e o incontornável senso de missão colectiva valem mais que algumas galáxias....

Parabéns Porto.
E Portugal, já agora...

terça-feira, maio 25, 2004

Deve ser uma fase pictórica...
E existem na internet mais imagens deste extraordinário animal do que da senhora que o precede...
Dá que pensar...



Um transtorno...
E ainda por cima, ao que parece, é uma boa actriz...

segunda-feira, maio 24, 2004

O dia a dia de blogs e mesmo diálogos entre as pessoas assenta numa espécie de ritual reiterado. Vejo que todos se preocupam com o que muitos, ou alguns dizem, com a situação do mundo, com aquilo que acontece perante os nosso olhos e para o qual ninguém encontra uma explicação que se assemelhe minimamente a algo racional. Basta pensar na situação do Médio Oriente, a negação da Disney em distribuir o filme de Michael Moore ( que segundo dizem é o seu melhor e acerta na mouche ainda mais que em outras ocasiões), o discurso de Durão Barroso no congresso ( no qual deve ter falado de um país que não o nosso com certeza), e por aí fora.
Mas pergunto-me o que se passa com as realidades quotidianas. O espaço pessoal, o amor, os problemas da atracção, os enigmas da amizade diária e solícita. Onde andam as coisas que realmente preocupam as pessoas no seu dia a dia quando desligam o interruptor da análise macro? As idiossincrasias de personalidade, a vida em minutos que constitui a maioria das questões que o dia desperto realmente nos coloca?
Bem sei que quem ler isto julgar-me-à ingénuo ou mesmo infantil, mas a verdade é que não é somente a codificação civico/política que domina o passo dos meus dias. Existem os outros e depois ando cá eu. E há tanto para perguntar que não tem base documental, pelo menos estricta...
Desculpem lá...
The Eternal Sunshine of the Spotless Mind.

Confesso que de Alexander Pope pouco conhecia, à parte das máximas que conhecidas mas que nem sequer sabia lhe pertencerem, tais como "Fools rush in where Angels fear to tread." ou "To err is human, to forgive is divine."

Li umas poucas coisas acerca da sua vida e percebi que se tratava de um fervoroso e satírico homem de letras, carcomido pela doença e mal estar físico. As enfermidades relacionadas com a Tuberculose fizeram com que este poeta não chegasse sequer ao metro e meio, além de padecer de dores frequentes. Além de poeta era tradutor, tendo efectuado uma monumental tradução da Odisseia de Homero em seis volumes.
Mas é o seu poema "Eloisa to Abelard" que é evocado no filme referido no título que me chamou á atenção. Aliás, o filme inteiro, a temática, a personagem de Clementine e toda a abordagem ao amor, aos seus contributos para a psique e o poder imenso da memória enquanto a riqueza que permanece realmente, já que o prazer e a vivência existem em momentos curtos e electrizantes.
Michael Gondry é responsável, em meu ver, por um magnífico truque de magia, reinventando, por um lado, e mencionado por outro, uma dimensão real, dura, mas tremendamente ternurenta do amor enquanto fenómeno que, bem vistas as coisas, até inconscientemente nos condiciona.
Clementine é uma pérola de argumento, de história, de um certo imaginário masculino, o meu pelo menos. É um caos maravilhosamente controlado, temível, mas ao mesmo tempo com a dimensão terrena que não a coloca naquele patamar daqueles que constituem a nossa imaginação e nunca o toque terreno. Aliás, é ela própria que se desmistifica em jeito de aviso rodoviário. Mas, para mim, permanece uma evocação aquela qualidade de seres que nunca permite que a vida tenha a última palavra.
A realização é feita a retalho, como um puzzle que se vai construindo passo a passo, de trás para a frente. No fundo, todo o filme parece um sonho, feito das suas efemeridades e momento etéreos, mas com uma enorme vantagem. Quando acordamos vemos que o objecto fixo pelo nosso inconsciente está lá, e que a memória guarde aquilo que feliz e realmente aconteceu.
"The Eternal Sunshine of the Spotless Mind", traduzido para "Despertas da Mente" ( ok, podia ser pior, como geralmente é...) é para mim a mais magnífica história de amor que vi filmada nos ultimos tempos. É impressionante como Kauffman consegue dar uma visão pungente e tocante do amor, sem cair por um segundo que seja na tentação do sentimentalismo.
Maravilhoso. Nos ultimos tempos, só o filme "Big Fish" de Tim Burton me emocionou mais, talvez pelo facto de que a figura paterna e cheia de histórias me diz tanto.
Mas se tinha gostado de Adaptation, tiro o meu chapéu a esta história de Kauffman. Uma absoluta pérola.

Mais uma vítima dos reality shows...

Nem vou comentar os reality shows que, para mim, representam o toque no mais baixo a que a televisão alguma vez chegou. A palavra exploração é um eufemismo demasiado brando para esta espécie maldita de entretenimento.
Mas parece que deixa mais marcas.
Em suma, ou reaparecem Seinfelds, Frasiers, Macbeals, etc, etc, ou as quecas debaixo de edredons de padrões discutíveis serão o padrão pelo qual a qualidade televisiva( se é que tal conceito existe) é medida.
Ao menos sejam honestos e tirem o cobertor da frente...

sexta-feira, maio 21, 2004

Ao que parece foram as minhas alterações ao template que originaram as mensagens anteriores...
A minha ignorância em html mostrou-se ainda mais ostensiva do que seria de esperar...
Pedimos desculpa por algo a que não estamos alheios...
A emissão segue dentro de momentos...
E os posts continuam ser aparecer

quinta-feira, maio 20, 2004

quarta-feira, maio 19, 2004

Não sei o que se passa, o blogger não publica os meus ultimos posts...
Era só o que me faltava.. Um editor virtual......
Já quase não me restam argumentos para despertar a voluntariedade alheia.
A culpa e responsabilidade para isso é minha, necessariamente, assim como o desconhecimento para reencontrar uma forma de tornar essa bilateralidade real.
A lógica que implica que algo como um blog seja diário é inamovível. Mas o tempo que há é o tempo que temos, e talvez quando tiver um PC em casa a coisa se componha.
E se é verdade que nem todos os os dias teremos algo dingo de nota para dizer, existem outros onde o entusiasmo tem de sofrer uma filtragem, sob pena de atravancar a paciência de quem se arrisca a ler.
Falta falta faz mesmo uma máquina digital. Porque os meus dias são feitos de tantas imagens quanto palavras, e nada como discorrer sobre as memórias correlativas de uma imagem que se grava porque deixa marca....
Pois é... Há quem diga que a realidade supera a ficção.
E do Ny Times de hoje, é um artigo enorme, mas vale bem a pena para fãs do Sr. Conan Doyle.

The Curious Incident of the Boxes
By SARAH LYALL

Published: May 19, 2004


European Pressphoto Agency
Arthur Conan Doyle artifacts are to be auctioned by Christie’s today.

LONDON, May 18 — For 25 years the cardboard boxes, more than a dozen of them, sat in a corner of a London office, gathering dust while lawyers argued about whom they belonged to and scholars dreamed about what was inside. But the auction this Wednesday of their contents, once belonging to Arthur Conan Doyle, the creator of Sherlock Holmes, has provoked another fight and a mystery almost worthy of Holmes himself.

The Conan Doyle archive — including his unpublished first novel, a rich cache of family letters and handwritten literary notebooks full of research and musings about works in progress — is expected to bring in about £1 million to £1.5 million ($1.8 million to $2.7 million), according to Christie's, which is handling the sale. But even as that auction house has attracted a stream of Conan Doyle enthusiasts thrilled at the newly released material, it has also been sharply criticized by some scholars and members of Parliament for allowing the sale because they say crucial legal questions remain unresolved.

They also say that the material is too important to be sold off piecemeal. "This will make it impossible for one academic or team of researchers ever to access the entire collection for a definitive biography of Conan Doyle," Kevin Pringle, a spokesman for Alex Salmond, a member of Parliament from the Scottish National Party, said of the auction. "The material will be scattered to the four winds."

Adding to the sense of unease is the mysterious death of Richard Lancelyn Green, a leading Conan Doyle scholar and private collector, and a vociferous opponent of the sale. On March 27 Mr. Lancelyn Green, 50, a former chairman of the Sherlock Holmes Society of London and the author of several well-received books on Conan Doyle, was found garroted to death, strangled by a shoelace wrapped around a wooden kitchen spoon used to tighten its grip.

Mr. Lancelyn Green had become increasingly agitated and worried for his safety in the days before he died, several friends and family members told the inquest into his death. The coroner in the case said that he could not rule out murder and recorded an open verdict, meaning that he did not conclude what led to Mr. Lancelyn Green's death, although he said that he "would not wish to stress the importance of any conspiracy theories."

Owen Dudley Edwards, a reader in history at the University of Edinburgh and a Conan Doyle scholar who was a close friend of Mr. Lancelyn Green, said he did not believe Mr. Lancelyn Green committed suicide. The two had teamed up to stop the Christie's sale, he said, and Mr. Lancelyn Green had been concerned that people connected to it would seek to damage his reputation.

"I think he was bewildered by the sale, as we all were," Mr. Dudley Edwards said. "But I was speaking to him about 12 hours before his death, and I didn't have the slightest impression of him being suicidal."

Everyone seems to agree on one thing: the materials to be sold are a treasure trove. "I would say that some of it is very important," said Catherine Cooke, curator of the Sherlock Holmes collection at the Marylebone Library in London. She singled out letters from Conan Doyle's younger brother, Innes, and oldest son, Kingsley, who both served in World War I and died of illnesses contracted during or just after it.

There is also fascinating correspondence with public figures like Winston Churchill, P. G. Wodehouse, Theodore Roosevelt and Oscar Wilde. There is Conan Doyle's tan lizard-skin wallet, left as it was when he died in 1930, its contents yellowed and faded. There are little cartoons he drew, presumably for his children, and ample materials related to lesser-known aspects of his life, including his early career as a doctor; his campaign to convince the British military to issue its soldiers body armor; his involvement with cricket; and his experiences as a medic in the Boer War in South Africa.~
There is also an unpublished novel — Conan Doyle's first, written in the mid-1890's — about a certain Mr. Smith and his battles with gout, among other things. Conan Doyle thought the manuscript had been lost in the mail and once wrote that "my shock at its disappearance would be as nothing to my horror if it were suddenly to appear again — in print."


Tom Lamb, director of the book department at Christie's in London, said the papers represented a valuable "personal corpus" for Conan Doyle. While many other of his manuscripts and papers, sold off by his profligate sons years ago, are more concerned with public aspects of his life, Mr. Lamb said, "This material gives you the clues to Conan Doyle the man."

The unavailability of the material has frustrated and tantalized Conan Doyle scholars for years. A 1949 biography by the American mystery writer John Dickson Carr drew on the papers and included a list without going into detail about their contents, and a French biographer read them in the 1960's, but no researchers have been allowed to see them since. "Having access to these papers will really open things up," Miss Cooke said. But like some other Conan Doyle scholars, she is troubled by the sale, she said. There is the fear that the collection would be broken up and sold to anonymous collectors uninterested in making them available to academics. And there is a concern about the murky disposition of what remains of Conan Doyle's prodigious estate.

After the deaths of Conan Doyle and his second wife, Jean, the bulk of the estate went to one of their sons, Adrian. Portions were sold by him and his brother, Denis, although Adrian kept a core group of private papers intact. Neither Denis nor Adrian had children; nor did their sister, Jean. By the late 1980's, with the family having feuded for years over the remaining papers, the only direct relatives left were Adrian's widow, Anna Conan Doyle; and Jean, who had become Dame Jean Bromet. They agreed that they would each get a 50-percent interest in the papers. Dame Jean, who died in 1997, bequeathed hers to the British Library; Anna, who died in 1990, bequeathed hers to three distant relatives whose names have not been made public. It is Anna's portion that is for sale.

The idea seems to have been that the material would be split evenly. But curiously only 2 of a total of 15 boxes went to the British Library, the library says. That state of affairs has led scholars like Mr. Dudley Edwards, who was friendly with Dame Jean and who would like to see the whole collection in the hands of the British Library, to question the division of the materials.

"It's very difficult to see how the division could have been equal between Anna and Jean since there are only a few papers for Jean against this enormous tranche of stuff for Anna," Mr. Dudley Edwards said.

British Library officials said that they had asked Anna Conan Doyle's beneficiaries for a list of how the material was divided but were turned down.

"We have received assurances from the executors that the division represents what Dame Jean's wishes were," said Clive Field, director of scholarship and collections at the British Library. "We're not necessarily challenging the legality, but what we're saying is that their assurances should be capable of being validated by documentary material, which they're not providing to us. This is a matter of significant national and international interest, and as a public body we must exercise due diligence."

A spokeswoman for Christie's, Clare Roberts, said the auction house was satisfied that its sale was proper. "Dame Jean had those items in her possession that she owned at the time of her death, and she left them in her will to the British Library," Ms. Roberts said. "In terms of how the family's split up things between them, that's nothing to do with us."
Onde é que eu já li e ouvi isto?

Ah... já sei...
Deve ser no Verão do ano que vem... Qualquer coisa pré-eleitoral...

segunda-feira, maio 17, 2004

Mudei de face....
Veremos até quando...
Mudei de face...
A colocação dos textos anteriores tem uma sequência intencional, e não se devem exclusivamente á minha completa falta de criatividade e impulso epistolar de hoje....
Doutra forma não seria desculpável.
Schism

I know the pieces fit cuz I watched them fall away
mildewed and smoldering
fundamental differing

pure intention juxtaposed will set two lovers souls in motion
disintegrating as it goes testing our communication
the light that fueled our fire then has burned a hole between us so
we cannot see to reach an end crippling our communication.

I know the pieces fit cuz I watched them tumble down
no fault
none to blame it doesn't mean I don't desire to
point the finger
blame the other
watch the temple topple over.
To bring the pieces back together
rediscover communication.

The poetry that comes from the squaring off between

And the circling is worth it.
Finding beauty in the dissonance.


There was a time that the pieces fit
but I watched them fall away.
Mildewed and smoldering
strangled by our coveting
I've done the the math enough to know the dangers of a second guessing
Doomed to crumble unless we grow
and strengthen our communication

cold silence has a tendency to atrophy any sense of compassion

between supposed lovers
between supposed brothers.

And I know the pieces fit.


Tool ( Maynard James Keenan )
The Grudge

Wear your grudge like a crown of negativity.
Calculate what we will or will not tolerate.
Desperate to control all and everything.
Unable to forgive your scarlet lettermen.

Clutch it like a cornerstone. Otherwise it all comes down.
Justify denials and grip it to the lonesome end.
Clutch it like a cornerstone. Otherwise it all comes down.
Terrified of being wrong. Ultimatum prison cell.

Saturn ascends, choose one or ten. Hang on or be humbled again.

Clutch it like a cornerstone. Otherwise it all comes down.
Justify denials and grip it to the lonesome end.
Saturn ascends, comes round again.
Saturn ascends, the one, the ten. Ignorant to the damage done.

Wear your grudge like a crown of negativity.
Calculate what you will or will not tolerate.
Desperate to control all and everything.
Unable to forgive your scarlet lettermen.

Wear the grudge like a crown. Desperate to control.
Unable to forgive. And we're sinking deeper.

Defining, confining, sinking deeper. Controlling, defining, and we're sinking
deeper.

Saturn comes back around to show you everything
Let's you choose what you will not see and then
Drags you down like a stone or lifts you up again
Spits you out like a child, light and innocent.

Saturn comes back around. Lifts you up like a child or
Drags you down like a stone to
Consume you till you choose to let this go.
Choose to let this go.

Give away the stone. Let the oceans take and transmutate this cold and fated
anchor.
Give away the stone. Let the waters kiss and transmutate these leaden grudges
into gold.

Let go.


Tool ( Maynard James Keenan )
Nothingman

Once divided...nothing left to subtract...
Some words when spoken...can't be taken back...
Walks on his own...with thoughts he can't help thinking...
Future's above...but in the past he's slow and sinking...
Caught a bolt 'a lightnin'...cursed the day he let it go...

Nothingman...
Isn't it something?
Nothingman...

She once believed...in every story he had to tell...
One day she stiffened...took the other side...
Empty stares...from each corner of a shared prison cell...
One just escapes...one's left inside the well...
And he who forgets...will be destined to remember...oh...oh...oh...

Nothingman...
Isn't it something?
Nothingman...

Oh, she don't want him...
Oh, she won't feed him...after he's flown away...
Oh, into the sun...ah, into the sun...

Burn...burn...
Nothingman...
Isn't it something?
Nothingman...
Nothingman...
Coulda' been something...
Nothingman...
Oh...ohh...ohh...


P. Jam
Some Devil

One last kiss one only
Then I'll let you go
Hard for you I've fallen
But you can't break my fall
I'm broken don't break me
When I hit the ground

Some devil some angel
Has got me to the bones
You said always and forever
Now I believe you baby
You said always and forever
Is such a long and lonely time

Too drunk and still drinking
It's just the way I feel
It's alright
Is what you told me
Cause what we had was so beautiful
Feel heavy like floating
At the bottom of the sea

You said always and forever
Now I believe you baby
You said always and forever
Is such a long and lonely time

Some devil is stuck inside of me
I cannot set it free
I wish, I wish I was dead and you were grieving
Just so that you could know
Some angel is stuck inside of me
But I cannot set you free

You said always and forever
Now I believe you baby
You said always and forever
Such a long and lonely time

Stuck inside of me



Dave Matthews
Sou Sportinguista, mas dou os parabéns ao Benfica pelo banho de humildade que deu ao Porto, por mostrar que a soberba não ganha jogos, mas sim uma dose certa de crença e pés no chão.
Tivesse jogado assim contra o Sporting e aquela derrota não teria sabido tão mal...

sexta-feira, maio 14, 2004

Depois de tantas tentativas, acho que vou optar por enviar contos. Histórias pequenas, fragmentos. Talvez as cartas de rejeição sejam mais criativas.
A verdade é que escrever não é uma escolha, a mais das vezes, mas sim uma compulsão. O único problema é não existirem tantas histórias quantas as palavras que estão dispostas a contá-las.

Eternal Sunshine of the Spotless Mind

Filme a estrear brevemente, e cuja premissa parece prometer imensamente. A investigar aqui...
Um escritor, uma influência sui generis

Donald Goines foi uma figura estranha, improvável e que influenciou um meio cultural que embora me diga pouco, deixa marcas nas gerações logo a seguir á minha e mesmo mais recentes. Falo do universo do RAP, mais propriamente, do "gangsta" rap. Gangs de subúrbios, droga e quejandos.
Um escritor que era igualmente um criminoso de carreira e que foi morto a tiro juntamente com a mulher.
Uma biografia feita de denúncia e queda numa espiral de dor e dependência que acabou por nunca se mostrar resolúvel.
A explorar pelos interessados.

quinta-feira, maio 13, 2004

A FEira do Livro deve estar aí à porta. Finalmente vou poder comprar e ler a tradução de "To Kill a Mocking Bird", de Harper Lee.
No entanto, se o conteúdo desta obra tiver pérolas de tradução como o título "Por Favor não matem a cotovia", acho que vou obrigar os gajos a devolver o dinheiro...
Rumsfeld fala em mau comportamento.
Deve ser um dialecto novo e deveras estranho, porque o congresso em peso falou de tortura.
Agora alguém decapita um soldado americano em consequência do que se passou.
Depois virá a retaliação.
Depois a retaliação á retaliação.
Faz lembrar alguma coisa, não é?

terça-feira, maio 11, 2004

Vi o Kill Bill I ontem á noite.
E sinceramente, não consegui interiorizar toda o hype que girou em torno desta obra.
É indiscutivelmente bem filmada, incrementando de forma visível a vénia ás referências que povoam todo o filme. Se todos os filmes de artes maricais fossem filmados desta forma, eu teria com certeza uns filmes do Van DAmme, Bruce Lee, Jackie Chan ou Jet Li lá em casa. Além disso, é o filme que Tarantino quis fazer, borrifando-se nas convenções e estreitamento convencional da chamada "inteligentzia" cultural.
Mas a questão do argumento deixa-me um pouco perplexo, porque me achei perdido no meio de uma hora e quarenta feita de porrada de criar bicho e com a motivação dramática e esquema narrativo de um qualquer filme de artes marciais/vingança do estilo " mataste o meu irmão agora vou limpar o sarampo a ti e a todos os teus amigos".
Nem os diálogos, exceptuando alguma da troca de ideias entre Bill e os personagens que entram em contacto com ele, e a conversa entre o artesão construtor de espadas e a "Noiva", ficam na memória. Além disso, uma das coisas que sempre me aconteceu em todos os outros filmes do Tarantino foi rir-me ás bandeiras despregadas com os seus diálogos e criação de situações bizarras mas construidas com inteligência e originalidade singular. Aqui não me consegui rir, e esforcei-me. A conversa entre os personagens não flui com a graça e mestria de obras anteriores, julgo eu.
Tentei muito sentir algo daquilo que me ocorreu com toda a outra filmografia, mas talvez o problema seja meu, ou então será resolvido com o visionamento do segundo volume. A verdade é que este primeiro "installment" não me encheu as medidas, e dei comigo simplesmente a apreciar a forma como a câmara toma conta das acção, esquecendo um argumento que não se deixa memorizar.
Que pena.
Adorava que este Kill Bill me marcasse, ficasse lá na memória. Mas por agora fica apenas uma recordação fugaz e simpática, que espero fervorosamente se transforme numa marca positiva após KIll Bill Volume II.
How to Catch Fish in Vermont: No Bait, No Tackle, Just Bullets
By PAM BELLUCK
Every spring in Vermont, hunters break out their artillery and head to the marshes to exercise their right to bear arms against fish.

NY Times de hoje

´
Mais uma vez digo...
Os americanos não ajudam muito a sua imagem além fronteiras...
Por muito boa vontade que se tenha.

sexta-feira, maio 07, 2004

Eis a correcção ou esclarecimento ao post anterior.

Viva a Internet!!!!
Dracula Vampíria - Maravilha da Natureza

Não sei se Bram Stoker viu esta flor.
É provável que não a tenha visto, até porque julgo que a designação dada a esta flor é posterior á obra de Stoker.
Mas quer ele se tenha inspirado nesta flor, ou alguém se tenha inspirado na obra para lhe dar um nome, em qualquer dos casos, a adequação é óbvia.
Uma flor inquietante, um rasgo de loucura fantasmagórica no design da Natureza.

quinta-feira, maio 06, 2004

Uma coisa que estes tempos me ensinaram, e os que viriam a seguir, é que a nossa pretensa capacidade para aturar merdas daqueles que amamos só se compara à obrigação que julgamos que esses mesmos têm de aturar as nossas. Há uma espécie de injustiça diária, como se os nossos actos negativos fossem sempre neutros e, em proporção inversa, os positivos tivessem a relevância de uma montanha descarregada numa qualquer savana de África. Claro que existem pessoas mais generosas que outras. Umas que comentem menos erros que as suas contrapartes. Mas como qualquer conflito inflamado, aqueles que se apoiam em coisas voláteis como o amor rapidamente perdem a identificação da sua génese. É um pouco como justificar o início de uma guerra. O que fica sempre é o conflito, os efeitos, as imagens das agressões. Ténis de mesa. Só isso
Segundo Margarida Rebelo Pinto, o homem ideal é um metrossexual instintivamente monogâmico, rico e que não gosta de futebol.
Eu não sou grande fã de futebol.
Sou responsavelmente monogâmico, porque classificar esse conceito enquanto instinto, é uma quimera ingénua.
Quanto ao resto, não sei de que se trata...
O amor é uma forma decrença que desqualifica qualquer religião em termos de capacidade para aceitar o absurdo, o inexplicável e mesmo a espaços, dogmático.
Mas que raio de outro conceito é que nos leva a encontrar tão eficazes explicações para eventos que, a acontecerem na plenitude da racionalidade, levariam a um repúdio imediato, á ausência de paciência, de tolerância e sobretudo, a uma perplexidade absoluta?
O mais próximo só mesmo a religião.
Mas eu cá prefiro este outro conceito.
Ainda que as desculpas esfarrapadas que invento para mim mesmo sejam mais complicadas.
Ao menos estas sou eu que escolho e tenho a perfeita noção da figura parva que possa fazer. E mesmo o Bem último é superior neste caso.
Para já não há abstinência. De espécie alguma, diga-se...