Vi o Kill Bill I ontem á noite.
E sinceramente, não consegui interiorizar toda o hype que girou em torno desta obra.
É indiscutivelmente bem filmada, incrementando de forma visível a vénia ás referências que povoam todo o filme. Se todos os filmes de artes maricais fossem filmados desta forma, eu teria com certeza uns filmes do Van DAmme, Bruce Lee, Jackie Chan ou Jet Li lá em casa. Além disso, é o filme que Tarantino quis fazer, borrifando-se nas convenções e estreitamento convencional da chamada "inteligentzia" cultural.
Mas a questão do argumento deixa-me um pouco perplexo, porque me achei perdido no meio de uma hora e quarenta feita de porrada de criar bicho e com a motivação dramática e esquema narrativo de um qualquer filme de artes marciais/vingança do estilo " mataste o meu irmão agora vou limpar o sarampo a ti e a todos os teus amigos".
Nem os diálogos, exceptuando alguma da troca de ideias entre Bill e os personagens que entram em contacto com ele, e a conversa entre o artesão construtor de espadas e a "Noiva", ficam na memória. Além disso, uma das coisas que sempre me aconteceu em todos os outros filmes do Tarantino foi rir-me ás bandeiras despregadas com os seus diálogos e criação de situações bizarras mas construidas com inteligência e originalidade singular. Aqui não me consegui rir, e esforcei-me. A conversa entre os personagens não flui com a graça e mestria de obras anteriores, julgo eu.
Tentei muito sentir algo daquilo que me ocorreu com toda a outra filmografia, mas talvez o problema seja meu, ou então será resolvido com o visionamento do segundo volume. A verdade é que este primeiro "installment" não me encheu as medidas, e dei comigo simplesmente a apreciar a forma como a câmara toma conta das acção, esquecendo um argumento que não se deixa memorizar.
Que pena.
Adorava que este Kill Bill me marcasse, ficasse lá na memória. Mas por agora fica apenas uma recordação fugaz e simpática, que espero fervorosamente se transforme numa marca positiva após KIll Bill Volume II.
ESTAÇÕES DIFERENTES
"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."
Stephen King - "Different Seasons"
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