ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quarta-feira, junho 09, 2004

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Só gostava de saber é como é possível que hajam pessoas que consigam efectuar uma simples sinapse neuronal e que ainda apoiem esta administração do idiota da aldeia global. Um idiota perigoso, o que é pior...
Mas até onde é que pode ir a evidência????
Como é que alguém consegue refutar uma coisa destas????




Relatório de juristas da Casa Branca
Presidente dos EUA não está vinculado às leis internacionais sobre tortura - In Público de 7-06-2004

AFP, Reuters
Juristas da Casa Branca consideram que o Presidente dos EUA não está vinculado às leis internacionais sobre a tortura quando está em causa o interesse supremo do país. Portanto, e segundo estas opiniões, os militares americanos envolvidos no escândalo dos abusos contra detidos iraquianos não podem ser acusados judicialmente se tiverem cumprido ordens do próprio George W. Bush.

Segundo o relatório confidencial, citado na edição de hoje do "Wall Street Journal", o Presidente dos EUA "dispõe de poderes virtualmente ilimitados para conduzir uma guerra como entender, sem que o Congresso, os tribunais ou as leis internacionais possam interferir". Como chefe supremo das forças armadas, o Presidente tem, de acordo com o texto, poderes para aprovar quase todas as acções físicas e psicológicas a usar durante interrogatórios.

O documento considera que os agentes do Governo de Washington que torturaram prisioneiros em obediência a ordens do Presidente não podem ser acusados nem processados. Por outro lado, esses agentes podem sempre argumentar terem tido de recorrer a métodos de tortura para obterem informações susceptíveis de impedirem atentados terroristas.

O grupo de peritos do Pentágono (juristas civis e militares) elaborou o relatório — que questiona os meios de contornar as leis americanas, bem como as convenções de Genebra sobre o tratamento de prisioneiros de guerra — em Março de 2003, a ordens do secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, que, por sua vez, tinha recebido um pedido por parte dos responsáveis pelo campo de detenção da base americana de Guantanamo (Cuba). Os responsáveis queixavam-se de não conseguirem, através dos métodos convencionais, retirar muitas informações dos prisioneiros, essencialmente combatentes afegãos e taliban, presos sem julgamento desde a guerra do Afeganistão.

As organizações de defesa dos direitos humanos têm denunciado a situação de Guantanamo, acusando as autoridades dos EUA de não facilitarem o acesso aos detidos ou destes a um advogado. Os EUA têm rebatido com o argumento de que sempre defenderam e agiram conforme às convenções de Genebra, tratando os prisioneiros de guerra humanamente.

Segundo o "Wall Street Journal", desconhece-se se Bush terá alguma vez lido ou tomado conhecimento do relatório. Uma fonte do Pentágono citada pelo jornal americano reconhece que alguns dos peritos consultados colocaram objecções a alguns dos métodos de interrogatório sugeridos, mas acabaram por assinar o documento, em Abril de 2003, pouco depois da ofensiva liderada por Washington contra o Iraque ter começado.

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