ESTAÇÕES DIFERENTES
"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."
Stephen King - "Different Seasons"
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quinta-feira, julho 22, 2004
Condicionado por aquilo que é a vida quotidiana, as responsabilidades e a necessidade de sobreviver em substância, não tenho acesso a toda a informação que desejava.
Não me posso dar ao luxo de ler obras completas, saltito entre livros de vários autores e de variados assuntos, de Stephen King, a Eça, passando por Henry James e acabando recentemente em Coetzee ou DBC Pierre.
E sei que é de uma ingenuidade tremenda, mas julgo que as ideias e tormentos de quem deseja expressar algo são muito mais simples e tocantes do que as discursos entrelaçados herméticos dos supostos analistas querem fazer crer.
Nunca tinha lido Coetzee, lá está, e fiquei maravilhado com "Disgrace" . É daqueles livros, como outros há, que nos enchem de desespero quando temos de enfrentar a página em branco. Magistral na sua simplicidade, no destilamento da dor, na originalidade da redenção possível, na universalidade. Mas sobretudo na honestidade. Na pungência de uma história sem alçapões que acaba por ser estranhamente tocante.
É a honestidade que faz uma boa história. A técnica demonstrada de coração fechado é uma impostura cínica, apenas defensável no campo científico.
Por isso vou continuar a arriscar. Tenho histórias para contar. Talvez interessem, talvez não. A segunda hipótese é a mais provável. No entanto é a honestidade, ou o desejo desta que as faz emergir. Tenho de expirar. Nada posso fazer quanto a isso.
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