ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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sexta-feira, agosto 27, 2004

O REGRESSO DE J.

Disse e volto a dizê-lo.
Um dos melhores bloguistas ou blogueadores ou seja lá qual for o termo, está de volta.
J. do Cruzes Canhoto volta ás lides e no seu estilo habitual, como parte do excelente elenco deste blog.
Informadíssimo, coerente, lógico e sempre, mas sempre divertido.
J., é com genuíno gosto que te vejo de volta.
Abraços

quarta-feira, agosto 25, 2004

A lebre e a cenoura...

É certo que nada disto é novidade, e que tantas pessoas fazem tantas outras perguntas acerca do tema.
Mas analisando certos fenómenos que têm cruzado a minha pessoal ultimamente, pergunto-me realmente onde está a noção de estratégia para a fruição da vida com outros. Eu explico.
Sinceramente, o que querem as pessoas? Especificando um pouco mais, o que querem as mulheres?
Porque raios existe uma propensão para as situações complicadas, para a previsão mais do que certa que as incompatibilidades, e as consequentes e mútuas agressões, superam em muito os chamados momentos de alívio, onde tudo parece assemelhar-se a uma central eléctrica pronta a debitar energia? Será que estas pessoas só vivem bem na alternância, procurando um tal estado de frenesim agressivo e angustiante, que encarem a vida enquanto plena somente no momento em que se passa ao estado alternativo? Será que vivem o amor como uma espécie de sucessão de oásis surgidos em meioa a um deserto fervente e constante?
Até que ponto é que se conhecem as irrecuperabilidades do outro, em termos da nossa subjectividade, e ainda assim se faz o juízo arrogante de que serão capazes de o mudar. E desgraçado daquele que o fizer, pois é corrido a trote de caixa num piscar de olhos.
A verdade é que existem muitos casos nos quais a agressividade não existe, porque não tem de existir. E de alguma forma isso é confundido com falta de intensidade, ou talvez uma tangibilidade que retira o caráctr de via sacra que fundamenta o amor de tantas mulheres que conheço.
Tendo em conta a inestimável liberdade de cada um, é indiscutivel que cada um tem o direito a seguir o percurso que deseje. Mas são as queixas subsequentes, o falso desejo de um cenário alternativo e o sofrimento imputado sempre a factores alheios que me irritam profundamente. Porque revelam uma espécie de rixa com as voltas do destino, como se esse mesmo destino não fosse moldado por juízos e impulsos estéticos/afectivos pertencentes a quem se queixa. Como se quisessem fazer crer que não estão a ter exactamente aquilo que pedem. Como se de alguma forma pudessem desejar outra coisa qualquer.
Amor também é poder. Mas não julgo que todos os desiquilibrios se justifiquem.
Se alguém achas desejável viver relações de inferno, de confusão, de eterno mal estar salpicado com momentos de alivio, como nos intervalos das ressacas, está no seu direito, porque o amor vive-se como se pode.
Mas as queixas, atribuindo responsabilidade a outros ou outras coisas, quando a escolha é do próprio, soa a desonestidade, e o que é pior, a falta de legitimidade. Podemos sempre lamentar a nossa pouca sorte. Mas quando a prevemos, e lidamos com ela precisamente porque a mesma assim se forma, existe, e dificilmente mudará, então o sofrimento tem apenas um causador. Aquele que se queixa, que escolheu, e que de alguma forma, não encontrará redenção junto daqueles que que rejeita precisamente porque lhe podem dar o oposto.
Vejo amigos meus nesta situação, e aborrece-me.
Parece injusto, e pior que tudo, doentio.

A eles, um abraço de melhoras...


The Lovely Bones, de Alice Sebold, é uma agradável surpresa, e um livro pungente e ternurento. Ainda não o terminei, mas esta obra lê-se como a experiencia de uma brisa ao fim de um dia quente. Por vezes arrepia, outras vezes refresca, outras ainda embala ou entristece, mas vai tocando sempre.
Ainda para mais, escrito por uma mulher, abre um pouco a porta sobre o seu universo, sobre as imagens e conceitos que passam pela mente de uma menina de 14 anos que morre e vê o seu mundo de um céu sem qualquer referência religiosa, o que me agradou de sobremaneira.
E fala de monstros. Daqueles que por aí andam.
Especial atenção a um excerto no qual se tenta explicar a um menino de 4 anos que a irmão morreu e não volta...
Recomendo.
Talvez volte a falar dele depois de o terminar.


DESPORTO NACIONAL....
QUAL DESPORTO NACIONAL???

Benfica e Leiria foram á viola.
Não vi o jogo do Leiria, mas vi o do Benfica, e ficou espelhada a realidade do desporto nacional, e dos resultados do aburdo investimento em futebol que se faz em Portugal. O Benfica levou um banho de bola de uma equipa modesta.
Somando isto á vergonha que foi a participação da selecção de putos mimados que enxovalhou o espirito olimpico e a imagem do país, a pergunta repete-se.
Porque raios é que só se investe em futebol no nosso país? Com a qualidade medíocre da nossa Superliga e as barracas nas competições internacionais. O Porto foi uma fantástica miragem, que não espelha de todo a restante realidade desportiva do país.
Além de ser uma idiotice reveladora de falta de visão estratégica, torna-nos, mais uma vez, impares nas atitudes incompreensíveis para com as realidades que podem levar o nome do país aos ouvidos do mundo.
O professor Moniz Pereira disse uma vez que a investir-se dez por cento no atletismo daquilo que se investe no futebol, tinhamos gerações de atletas de altíssimo nivel, uns atrás dos outros.
O andebol e o voleibol viram alguma luz ao fundo do túnel, mas depressa voltaram ao anonimato, suplantados por uma competição onde o sono é a nota dominante.
Do basquetebol é bom nem falar. Quando jogamos com selecções um pouco mais cotadas, como no caso do torneio realizado na Polónia, 20 pontos abaixo é a margem mínima.
Por cada escola de basquetebol que luta com dificuldades para sobreviver, existem dez escolas de futebol, com meios para tudo e mais alguma coisa.
Se querem um bom exemplo, vejam a Espanha.
Dos melhores, senão o melhor campeonato de futebol do mundo.
Uma liga de basquetebol muito competitiva, que ganhou já varios titulos europeus.
O andebol com resultados muito competitivos.
Campeões Europeus de clubes em hoquei em patins, se não me falha a memória.
E foram medalha de prata no volei de praia!!!!
E porquê?
Porque se investe na formação, na multidisciplinaridade desportiva.
A selecção espanhola tem sido, ao longo de vários anos, uma desilusão em todas as competições internacionais onde entra, sendo reiterada e prematuramente eliminada. Mas o trabalho de progressão e a visão estratégica produziram uma selecção que, a par dos EUA e a Lituania, é grande candidata à medalha de ouro.
Por isso eu pergunto.
Mas porquê este investimento no futebol?
Estaremos condenados a ser os eternos indigentes em tudo o que não seja dar chutos numa bola dentro de um relvado? É que mesmo aí os resultados são o que se sabe...


Uns são filhos da mãe, outro são....



País de tanga.
Contenção. Cinto apertado.
Santana paga 600 contos liquidos a uma mulher para lhe arranjar as patilhas e afastar as santanetes para uma distância segura.
Santana dá ordens para a contratação de mais assessores de imprensa. Um para ler a secção de política, outro a de desporto, outro a de economia, e com certeza um para ler e descodificar a Banda Desenhada.
Rio Rio paga a assessor cerca de 1700 contos mensais.
Milhares de pessoas não têm aumentos há dois anos, e tomando como exemplo o custo dos combustíveis, o poder de compra desce vertiginosamente. Somos os últimos da Europa nessa categoria, tirando os novos Membros, e no entanto as nossas contas de supermercado pouco diferem das do Luxemburgo, país com o maior poder de compra da Europa, a cerca de 200% (!!!) da média Europeia...

Não há limites para a vergonha?
Foi para isto que Sampaio reconduziu SAntana Lopes?
Foi para isto que se furtou aos eleitores a possiblidade de escolherem a sua governação?
A falta de moralidade está tão vísivel, que qualquer espécie de discurso apaziguador da opinião publica soa a gozo. A desrespeito.

Pobre país...

quarta-feira, agosto 18, 2004

PARA QUANDO A REVISTA "MÁRIO"?
Antes eram as revistas femininas. Cheias de conselhos para os ditos tempos modernos, encorajando a uma titude feroz e idependente, conjugada com receitas e mexericos. Era, e são publicações que não dão bom nome ás mulheres, e com as quais, felizmente, muitas se não identificam. Até porque acho que a mulher Cosmo não existe, mas enfim, a perseguição às abstracções também cria ideias.
Agora surgem as ditas revistas masculinas, onde salvo raríssimas excepções, o discurso é imbuído de um tom a roçar a boçalidade, onde todos aqueles que se querem reputar como homens á séria devem regurgitar todas as informações possíveis e imaginárias sobre futebol, nada em cerveja e exibir todas as demonstrações de machismo bacoco que sejam possíveis. Entre o leitor alvo destas revistas e o Zezé Camarinha, as distâncias parecem terrivelmente curtas.
E porquê esta linguagem ou esta simbologia?
É certo que gostamos mulheres bonitas. É certo que a monogamia é um desafio constante. É certo que a cerveja gelada é um imenso prazer. É certo que um bom jogo de futebol é algo agradável.
Mas porque raios é que surgem estas pragas editoriais, onde o discurso e o tom empresta ao leitor uma espécie de código identificativo com o universo testosterona, como se esse fosse realmente o denominador comum para aqueles que se denominam como homens? Já para não falar no tom homofóbico constante e um suposto humor á lá "levanta-te e ri" que chega a ser confrangedor.
Eu não identifico as mulheres como Cosmo Girls.
Será que elas nos identificam como homofóbicos beberricadores de cerveja, com níveis impensáveis de testosterona e uma obcessão, por isso mesmo contraditória com os nossos abdominais?
Para mim é apenas uma extensão da péssima linguagem televisiva dos dias de hoje. Mas vá lá. Ao folhear na banca, sempre dá para rir um pouco.
Comprei um exemplar de cada uma dessas publicações. Não há salvação possível, embora uma delas tenha um tom mais inteligente e elegante que as outras (Men's Health).
É assim tão complicado abordar temas inter género de forma divertida, irreverente, mas com inteligência?




segunda-feira, agosto 16, 2004

ICONOCLASTIA

Retorno ao blog depois de férias atribuladas e sem grandes espaços para o prazer do ócio, já que a saúde pregou-me algumas partidas.
Recomeço,no entanto, por falar um bocadinho da queda de ídolos, do valor da humildade, da verificação da eficácia dos velhos truques ou de algumas antigas receitas. Mesmo após algumas leituras feitas ao longo dos anos, conjugadas pela experiência num jogo que acho simplesmente apaixonante, o comportamento da selecção americana não deixou de me surpreender.
Não só foi simplesmente esmagada no seu jogo inaugural com Porto Rico, mas reduzida a uma dimensão de vulgaridade estranha. Os figurantes do unico e verdadeiro Dream Team devem ter assitido a esta exibição com um sabor bem amargo na boca. Os jogadores não correm, não saltam, não têm alegria de jogo, parece que estão ali a fazer aum frete tremendo. Chega a ser um insulto ao espirito olímpico.
Mas mais estranho, tendo em conta as circunstâncias presentes e o orgulho americano, é a falta de desejo em vingar uma imagem vergonhosa dada em Indianápolis. Como se os jogadores se estivessem a borrifar para aquela camisola ( como o lindo serviço que fizemos contra o Iraque, por exemplo), passeando numa sobranceria própria de quem não está para se chatear.
Como disse um amigo meu, esta não é a Dream Team, mas sim a Scream Team.
A seguir vem a Grécia. Se os americanos resolverem acordar, coitados dos helénicos. Se se mantiverem naquela modorra, a grécia vai simplesmente passear em casa. Continuando a iconoclastia.

segunda-feira, agosto 02, 2004






Parece um pouco idiotico, mas a verdde é que me esqueci de prevenir que iria de férias. E como o meu acesso ao computador é limitado, algumas das postas que surgiram na mente, especialmente no que diz respeito ao programa de prevenção de fogos que não foi cumprido e o afastamento do primeiro homem que fez com que a TAP desse lucro desde os anos 70, salvo erro, terão de ficar para depois.


Estou em vias de escrever um argumento, o que me leva o tempo de escrita.


Até breve