ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quinta-feira, outubro 28, 2004

O título do artigo do NY TIMES sobre o último romance de Phillip Roth diz o seguinte:

The Plot Against America
By PHILIP ROTHPhilip
Roth's terrific political novel is a
fable of an alternative universe in
which America has gone fascist.

E eu pergunto - fábula?
Não seria mais adequado?:

The Plot Against America
By PHILIP ROTH
Philip Roth's terrific political novel
is a depiction of an current universe
in which America is ruled by higienic fascism
(and a moron, of course)...
Paes do Amaral nega.
Rui Gomes da Silva não fala.
Deputados do PSD sacodem a água do capote.
Professor Marcelo dá uma aula na Alta Autoridade.

Entre um e outro, quem falará a verdade? Se é certo que a Marcelo poderia dar algum jeito sair desta forma, qual seria o motivo para o fazer? Descredibilizar e fragilizar o Governo ( como se ainda fosse necessário)? Não faria melhor trabalho estando na posição de comentador? Não seria muito mais lógico fazê-lo perto do fim da legislatura, para causar impacto na opinião pública a quando do sufrágio?
Sinceramente, para mim, são coincidências a mais. E onde há fumo, normalmente há um dragão que cospe fogo.(*) E há claros indícios de pressão.
Vejamos no que resulta, mas uma coisa é certa. Uma situação destas é inaudita. Não a pressão, que ocorre em todos os Governos, mas que tenha sido tão vergonhsoamente ventilada e demonstrada através da arrogância habitual desta administração que já nem com pinça tem ponta por onde se lhe pegue...


(*) Mesmo que esteja fora da taça de Portugal...


Pois é...
Os ferozes detractores dos Hobbit talvez tenham de engolir as suas palavras...

Bem, brincadeiras á parte, parece que tivemos, e até há bem pouco tempo, uns primos de um metro de altura que eram bons a trepar àrvores e datam de há 18 000 anos atrás, pelo menos.
Isto é, no mínimo, fascinante e dá indícios que multiplas espécies de humanos conviveram no solo terereno durante largos milhares de anos. Leva a uma reformulação das teorias de evolucionismo, mas demostra claramente um alargamento do espectro de aplicabilidade da teoria da evolução das espécies.
Se calhar não somos todos primos, afinal. Que pena para o Abominável César das Neves...

Hoje, no Guardian:

"Australian and Indonesian scientists have identified a new and completely unexpected species of human. It was only a metre high, had a small brain but a distinctly human face. It made delicate stone tools and it shared the planet with Homo sapiens at least 18,000 years ago.
The scientists report in Nature today that they found the skull and incomplete skeleton of creature known as LB1 in the sediments of a limestone cave at Liang Bua on the remote island of Flores in Indonesia last September.

Since then, fragments of bone from at least seven individuals have been found.

The new creature, officially titled Homo floresiensis but nicknamed "the hobbit" by some researchers, upsets the orthodox view of human evolution."


Continuem a ler " From 18,000 years ago, the one metre-tall human that challenges history of evolution"

quarta-feira, outubro 27, 2004

Não era a Aimee Man que dizia:

"Anda lá daí e salva-me!"

Quantas pessoas são mesmo capazes de dizer isto?

Pior, quantas é que sequer seriam ouvidas?
A quem vive sozinho, só os livros impedem a loucura completa.
O problema surge com os personagens que falam depois de o livro há muito estar fechado...

terça-feira, outubro 26, 2004

A estupidez não pára...

Nos EUA alguém se lembrou de deizer que o Grand Canyon foi obra de Deus há 6000 mil anos, através de uma enorme enchente para lavar a maldade do homem. Estes devem ser primos do Bush com certeza e partilham provavelmente um neurónio perdido entre eles.
Sinceramente, porque é que não há um dilúvio para levar esta gente e a consequente parvoíce para o fundo do mar? Uma das maiores formas de maldade não acaba por ser a estupidez teimosa?
Se existir, eu penso que a divindade andará muito chateada com tanta asneirada que se diz em seu nome.Caraças, eu andaria...

sexta-feira, outubro 22, 2004

No post imediatamente anterior lê-se "emprenho" em vez do correcto "empenho".

Mas vou deixar o erro, porque para mim trata-se de um lapsus linguae que de alguma forma até ajuda á ideia...

Manias...
SONDAGEM DE OPINIÃO
Embora seja um tema talvez recorrente, a questão volta a ser pertinente, em meu ver, devido a alguns acontecimentos recentes na minha vida privada e de pessoas que me estão próximas.
Sem entrar em muitos detalhes, até porque a situação já foi referida aqui e aqui, (por inerência indirecta, se posso chamar-lhe assim) a verdade é que algumas questões deixam-me perplexo, pelo que agora peço mesmo contributos e opiniões aos que por acaso aqui caírem e lerem este post.

Com a obsessão da meritocracia, do reinado dos objectivos materiais, a elasticidade limitada do tempo ( há quem diga que é inexistente) colocam-se algumas questões no campo da opção, ou da escolha.
Até que ponto é justo relegar a esfera pessoal para décimo terceiro plano, depois do trabalho, dos cursos, das obrigações, do engrossar do curriculo, etc, etc, etc...? Até que ponto não será mais honesto obedecer a uma lógica optativa, mas honesta, na qual as pessoas tem efectivamente de dizer a quem amam ou estimam que a escolha está tomada.
Reagirão alguns dizendo que as prioridades não se confundem, mas gerem-se, adiando os momentos e situações importantes para um porvir mais descansado. A porra é que esse porvir tarda em chegar, e vai-se substituindo por outros mecanismos de adiamento. E depois mais outro, e outro ainda...
Sinceramente, para que raio querem essas pessoas alguém a quem amar? Ou alguém a quem chamam de amigos ou família? É perfeitamente legitimo que escolham esse caminho de crescimento e evolução profissional/académica ( e sei lá mais o quê). Mas a legitimidade vai um pouco às urtigas quando a ideia geral é manter as pessoas que deles gostam num estado de longa animação suspensa, muitas vezes escudando-se na ideia de que estas têm mais é que se aguentar, porque isso é que significa gostar e compreender o outro.
Discordo completamente. Acho que é um despotismo, muitas vezes mascarado numa subtil chantagem emocional, deixando a pessoa que quer dar um pouco mais de dedicação com uma sensação estranha de ser um acessório, algo que tapa os hiatos entre os momentos de ocupação. No fundo, importa apenas saber que aquela pessoa está lá, como um conforto potencial e permanente, mas ao qual (quase) nunca se recorre. Esta noção, além de injusta, acaba por ser desonesta, porque no fundo quer-se ter tudo ao mesmo tempo, sabendo de antemão que a vida pessoal será feita de intenções e não concretizações. Uma no papo e outra no saco, como diziam os antigos. No fundo, é aquela velha ideia cuja premissa assenta no factor secundário e auto-sustentado da vida pessoal, emocional ou lúdica. Como já disse antes, essa vida não é um motor contínuo e necessita de movimento, ou atrofia e morre como um musculo inactivo. Torna-se uma coisa mole, inerte e sem vida, limitando-se a existir, a estar ali.
Não sei até que ponto isto pode exigir-se a uma pessoa, sob a capa do amor ou da necessidade de compreensão. Não sei até que ponto tolerar isto significa compreender o outro. Não entendo a razão pela qual existem tantos esforços e concentração para umas coisas, e uma ausência confrangedora de emprenho para outras.
E se as pessoas em causa disserem, como o dizem tantas vezes, que estão bem assim, a solução é simples.
Trata-se de levantar os olhos do umbigo e perceber que se calhar os outros não estão bem assim. Nem têm de estar. E talvez tenham direito a seguir um caminho onde tenham um pouco daquilo que querem, do que afinal torna possível qualquer espécie de relacionamento. A vida, o movimento, a pele e a presença. Já chegam os momentos necessários de saudade próprios da vida que temos.
Ninguém vive com o conceito de alguém. A interacção é a vida de qualquer impulso humano.
Este tipo de boas intenções nem o Inferno enche.
São vacuidades.
Gostaria muito de saber as vossas opiniões e sensibilidades quanto a esta questão.
Digam lá de V. Justiça
DISPARATE MONSTRUOSO E PERIGOSO

Possidónio Cachapa figura, alegadamente, nas listas do SIS como autor de um livro de referência da pedofilia em Portugal, segundo esse "grande jornal"(cof cof... desculpem engasguei-me) que é o "Crime".

Se fosse só um disparate mostruoso (que é), dava para rir, e estou certo que até ele daria umas gargalhadas. No entanto a apurar-se que o SIS efectivamente tem uma espécie de lista de livros e autores isolados, á guisa das listas de livros banidos que a Inquisição ( porra, novamente a Idade Média?) tinha, então saímos do reino da piada para algo muito mais perigoso, insidioso e vergonhoso num estado de direito.
Quando a ignorância faz a Possidónio Cachapa o que se fez a Nabokov ou Thomas Mann, então está ilustrado o calibre desta gente que supostamente nos governa ( esta sim, uma piada...)
Como ele próprio diz, é o Sântano...

Para mais exemplos desta enormidade,consultar aqui e ver em que país "livre" isto acontece ás claras. Neste país são ou foram banidos livros "perigosíssimos" como "Lord of The Flies", do William Golding, "As Vinhas da Ira do Steinbeck" e mesmo o "Cujo" do homónimo deste que vos escreve aqui.
Mas ao que parece, não fica por aqui...

Quanto a Possidónio, só espero que do mal o menos, e isto sirva para que as pessoas comprem ainda mais o seu livro, e vejam a razão pela qual por (não raras) vezes as pessoas e os organismos públicos dizem divulgam ou publicam disparates. Se se preocupassem em ler as coisas e pensar, isto já não acontecia, digo eu...
Durão mantém Buttiglione.
Mantém a pasta da Justiça, Liberdade e Segurança nas mãos de um preconceituoso homofóbico, machista e possuidor de uma agenda teológica na condução das políticas da Comissão nestas matérias.
Durão Barroso continua a surpreender, e não pela positiva...
Lamentável.

OS HISTORIADORES QUE ME AJUDEM..
ENTRE QUE SÉCULOS É QUE EXISTIU A IDADE (MÉDIA) DAS TREVAS???

"Mulheres Sauditas impedidas de votar em 2005"

A ler hoje no Público, uma notícia que parece relatar factos datados da idade das trevas, da ignorância e da mais repugnante e totalitária promiscuidade entre religião e Estado.
E é este o Estado a quem os EUA apertam a mão e consideram "não terrorista".
Enfim...

Ler o resto da notícia aqui...

quarta-feira, outubro 20, 2004

Querida Ana:

O assunto Morais Sarmento-RTP é indesculpável e inqualificável, seja qual for a administração. Não é com certeza a cor política que mascara este tipo de actuações, e ao ponto a que estas são descaradas. Talvez os ultimos partidos a poder falar sejam mesmo o PCP e o PP, já que ambos são pródigos em situações de falta de coerência no que diz respeito á sua posição relativa aos direitos, liberdade e garantias dos cidadãos.
Para mim Hitler e Stalin foram personagens igualmente execráveis, produto da mais profunda e fétida capacidade para praticar o mal que o ser humano pode ter.
Os actos quando são maus, são-no independentemente de quem venha.
Quem tem a consciência pesada, não deve realmente vir dar uma imagem de inocência ou pasmo, especialmente se o curriculo já tem umas manchas.
Realmente estamos de acordo nesta questão.
Uma curiosidade:
Que diria o Portas dos tempos do Independente perante algo assim?
Não seria engraçado fazer este what if?

Beijinhos e obrigado pelas Crónicas.
Parábola de Ti...

So familiar and overwhelmingly warm
This one, this form I hold now.
Embracing you, this reality here,
This one, this form I hold now, so
Wide eyed and hopeful.
Wide eyed and hopefully wild.
We barely remember what came before this precious moment,
Choosing to be here right now.
Hold on, stay inside...This body holding me, reminding me that I am not alone in
This body makes me feel eternal.
All this pain is an illusion

Maynard James Keenan
Sei que me estou a repetir, mas o que
é que querem..
"Parabol" - dos Tool - Album - "Laterallus."
A Stranger
Cast the calming apple
Up and over satellites
To draw out the timid wild one
To convince you it's alright
And I listen for the whisper
Of your sweet insanity
while I formulate
Denials of your affect on me
You're a stranger
So what do I care
You vanish today
Not the first time I hear
All the lies
What am I to do with all this silence
Shy away, shy away phantom
Run away terrified child
Won't you move away you ??
I'm better off without
Tearing my will down
Maynard James Keenan - Perfect Circle - "A Stranger"
O que assombra o meu CD nestes dias mais cinzentos.
Fantástico. Se acompanhar a leitura de Neil Gaiman, é ainda melhor...

Ontem revi um daqueles filmes que muita gente adora detestar para manter aquela postura de ser aculturado e esclarecido, pertencente á elite que engolfa Hanneke e que julga que tudo o resto deve ser queimado em autos de fé crítica.

Como fã de Shakespeare, acho o filme uma deliciosa reinvenção, uma homenagem justa e até tocante a vários temas, entre eles o amor pela arte e sua integridade. Sim, não tem o toque cinzento e frio do realismo puro, duro e feio, mas desde quando é que isso é sinónimo de qualidade? Se assim fosse, o cinema era só documentário, porque tudo o resto é imaginação.

No entanto que me ficou daquele filme é igualmente um senso de admiração. De contemplação até um pouco rendida e que me demonstra algo indesmentível. É impressionante até que ponto a mulher é mais bonita, mais intensa e complexa. Até que ponto a forma como ri pode transformar tudo e dar-lhe uma solenidade e poder imensos.
Conforme li noutro dia numa revista, é na pele que tudo começa, pois é através dela que chegamos ao Céu ou ao Inferno. Curiosamente, isto vinha de um senhor (Paul Valery) o qual afirmou a certa altura que o cinema era um desperdício de inteligência...
Ironias á parte, há de facto fragmentos da vida que por vezes escapam ao inexorável buraco negro característico de uma importante parcela da natureza humana. São momentos belos, únicos, e sobretudo, mostram-nos até que ponto a criatividade pode ser um bálsamo que dá valor a preciosos minutos. E não é isso que vale a pena, afinal?
Elucidativo
Para curiosos e descobridores de musica nova, eis uma ajuda e um guia.
Nem sempre concordo com eles, e a linha editorial é por vezes algo snob e demasiado bota abaixo, mas está sempre por dentro do que de melhor e menos conhecido se faz por aí.
Visita obrigatória, e façam como eu. Se eles dispararem a matar sobre um album ou musico de quem gostamos, recordem-se que opiniões são como os rabos... o resto do silogismo recuso-me a reproduzir.


Se isto for realmente verdade, então chegamos mesmo ao fim...

Já não basta o chorrilho de disparates feito ao nível das campanhas de sensibilização para a educação sexual, dos quais Mariana Cascais é rainha e senhora (quantas bíblias já terá copiado?), agora vamos dar armas á malta jovem porque afinal de contas, é só por uma questão de segurança...
Até onde pode ir este (des)Governo Santanista?

Socorro!!!!


Morais Sarmento e Gomes da Silva constituem mais uma porção de creme desmaquilhante deste Governo que já não faz disparates no meio da governação, mas inverte essa proporção.
A ultima de Morais Sarmento é digna de figurar nos anais da história. E não digo anais dispiciendamente...

Aguarda-se a todo o momento o disparate de César das Neves

Pois é, parece que as evidências estão aí.
A normalidade é ser humano. O resto são balelas segregacionistas de malta que teima em usar palas cavalares e proferir discursos ainda piores.
Parabéns, Mr.Alan Hollinghurst!
Que a mentalidades estejam realmente a evoluir, ao contrário do que ventilam as prédicas do autista social citado em epígrafe.
O dia começou bem. :)

segunda-feira, outubro 18, 2004

MUITOS CORPOS MAS POUQUÍSSIMA GENTE?
Depois de alguma reclusão forçada, resolvi dar um giro nocturno no Sábado, para ver, como é costumeiro dizer-se, como param as modas.
Graças á gentil companhia de uma amiga de longa data e mais outros amigos, pude descobrir aquele que supostamente é o local que esta na "berra". E verdade seja dita que o termo é bem aplicado, porque eram os mais variados berros que se ouviam por toda a parte.
Entrei no local graças ao assentimento que o porteiro deu ás moças que me acompanhavam, como é de resto costumeiro. Se tentasse entrar sozinho ainda a esta altura me encontrava na porta de entrada, junto ao restante rebanho forçado. Isso caso tivesse paciência, o que não aconteceria por certo, mas enfim, adiante.
subimos umas escadas que davam para uma divisão parca em espaço e que servia de acesso ás primeiras casas de banho, onde as moças se amontoavam, e a entrada para um suposto nirvana, com a tabuleta privado escrita nuns caracteres estranhos. O tipo que estava á porta era baixo mas largo que nem uma casa, como sempre, e olhou-nos de lado quando fizemos menção de entrar. Mas mais uma vez as moças fazem milagres e lá entrámos.
Confesso, talvez devido a um período de reclusão mais ou menos longo, que a urticária começou imediatamente a surgir. Os olhares não enganavam, e davam a entender que haviamos entrado numa espécie de clube privado. As minhas pobre calças e camisa denunciavam a ausência de status, e como tal, a estranheza por frequentar aquel local supostamente reservado á nata. valeu-me a decoração do local que era bem engraçada e original.
Recordei um acontecimento engraçado que se passou com os U2 na altura em que faziam a promoção ao "Joshua Tree". Tinham ido a Las Vegas ver o Frank Sinatra, que a páginas tantas lhe lança o seguinte: "you guys don't spend a dime on your clothes". Bono Vox, anos mais tarde, em plena entrevista acerca da digressão com o fantástico "Achtung Baby", recordava esta cena, dentro de uma limousine branca, com um fato de designer de alta costura, em sorriso de paródia, e que dizia "Well Frank, as you can see, times have changed!".
Saímos do privado e entramos num local semelhante a tantos outros. Bares cheios de filas, pistas de dança e acesso pejados de pessoas. Pessoas essas que quando não dançavam, passeavam do lado para o outro, para serem vistas e verem o que se passava. Cabelos, roupas e acessórios clinicamente arranjados para aquela que parece ser a actividade preferida nos locais de diversão noturna - ver e ser visto. Há mais calor e proximidade entre pessoas numa camara frigorífica do que havia naquele local, mas parece ser um código bem aceite por todos.
Há uma espécie de diversão estranha e manter a distância. Algumas mulheres perdem horas do seu dia, arranjam-se ao pormenor, para depois ter o prazer de passear qualquer coisa que desconheço e fazer a sua quota parte de rejeições perante as tentativas de aproximação. Chegou a pensar se algumas não mantêm uma espécie de marcador destas situações. Também sejamos francos, as abordagens normalmente não são felizes, o que nos leva a reflectir acerca da outra face deste fenómeno. Há tão poucos sorrisos que até faz impressão. Parece um jogo de tensão constante. Uma espera penosa, sei lá...
A minha perplexidade prende-se com algo que sempre me acompanhou noutras ocasiões, e que me parece mais acérrima em Portugal. Porque raio é que as pessoas procuram locais cheios, e rejeitam os vazios, se a intenção dessas pessoas não é interagir? Se o intuito é dançar, não será uma pista quase vazia um local muito mais propício do que uma casa cheia que nem um odre one cada ondulação do corpo significa um choque com o vizinho do lado? Se a inevitabilidade é repúdiar contactos ( e demonstrar o enfado que isso provoca), não seria mais lógico procurar locais onde isso fosse menos propício?
Pergunto - porquê ir procurar a companhia de estranhos, se o intuito é que permaneçam estranho, e por isso mesmo, se verifique a ausência de companhia?
Depois de deambular um tanto, conversar um pouco com os meus amigos na varanda e beber um whisky absolutamente mal servido, tentei trazer este tópico para a conversa, para saber se havia uma partilha de opiniões. Aparentemente toda a gente achava isto normal. O que era giro era ir para um local onde estivesse muita gente. Interagir nem sequer estava nos planos mais mediatos. É a norma maioritariamente aceite. As pessoas estão ali ao lado, mas aparentemente não servem outro propósito que não o de observadores e observados.
Volta e meia vê-se um sorriso á distância, e alguns olhares tristes.
Engulo o resto da minha bebida, e após algum tempo de conversa vou-me embora. A saída é mais um cabo dos trabalhos, já que a fila para as caixas é infinda. Vejo mais uns olhares, mais umas toilettes bem programadas, mais um enorme distanciamento entre estranhos. O local está à cunha e ninguém interage com ninguém.
Vou para casa cansado, e sobretudo, reflectindo sobre aquilo que não muda e parece cada vez mais incrementar-se. As metrópoles, ( pelo menos Lisboa assim parece), assemelham-se mesmo aquela velha ideia do isolamento no meio da multidão. Acho que é por isso que as pessoas não se arriscam a ir a locais destes sozinhas. Talvez porque voltem mais isoladas do que foram.
Os códigos são estranhos, e eu pessoalmente não os entendo. Procuram-se os números mas não a companhia.
Mas que diabo, eu saio pouco.
Para quem faz disto um hábito, com certeza as coisas serão diferentes...
Ou não?



Como é que este tipo pode ser director do Público? Como é que um homem que tem tanta experiência em jornalismo pode achar que alguém como Rocco Buttiglione deixaria as suas convicções de parte na condução da pasta que lhe fora proposta?
Achar que alguém capaz de afirmações daquele calibre seja isento e objectivo na condução das suas políticas é, no mínimo, ingenuidade. Porque aqui não se trata de atacar o catolecismo ( porque é doutrina que já faz mal a si mesma que chegue) mas sim ideias que assentam em discriminações absurdas e inqualificáveis. Alguém consegue crer que um comissário que ficaria responsável , por exemplo, por assuntos relativos á não discriminação, não levaria estas ideias segregacionistas e machistas para a construção das suas políticas?
Acusar as pessoas que se insurgiram contra algo assim de anti-clericalismo é de uma pobreza de espírito primária e a todas vacuidade de argumentos.
De JMF já espero tudo, sinceramente....

sexta-feira, outubro 15, 2004



"No Amor, o Homem Deve Tomar a Iniciativa

O pudor inibe a mulher de provocar certas carícias, mas sente prazer em recebê-las quando outro as começa. Sim, um homem tem em demasiada conta as suas qualidades físicas, se espera que seja a mulher a primeira a rogar. É ao homem que compete começar, é ao homem que compete pronunciar as palavras suplicantes; a ela acolher favorávelmente as suas brandas preces. Queres possuí-la? pede. Ela deseja tanto como tu ser rogada. Explica-lhe a causa e a origem do teu amor. Júpiter dirigia-se suplicante às antigas heroínas; apesar do seu poder, nenhuma o vinha provocar. Mas se as tuas preces se quebram na distância dum orgulho desdenhoso, abandona o que começaste e recua. Como elas desejam o que lhes escapa, e detestam o que está ao seu alcance! Sendo menos insistente, não mais serás repelido. E a esperança de alcançares os teus fins nem sempre deve aparecer nos teus pedidos; que o amor penetre sob o nome da amizade. Vi mulheres esquivas serem enganadas desta maneira: o que fora seu cortesão, tornara-se seu amante."
Ovídio, in 'A Arte de Amar'
Caraças, o homem viveu entre 43 e 17 A.C.!!!
A natureza humana acaba por ser como todas as outras formas de evolução dos organismos. Leva milénios a sofrer alterações... Mas que é injusto, lá isso é...
Ainda não tenho palavras para este poema...


" COISAS DE PARTIR

Tento empurrar-te de cima do poema
para não o estragar na emoção de ti:
olhos semi-cerrados, em precauções de tempo,
a sonhá-lo de longe, todo livre sem ti.
Dele ausento os teus olhos, sorriso, boca, olhar:

tudo coisas de ti, mas coisas de partir...
E o meu alarme nasce: e se morreste aí,
no meio de chão sem texto que é ausente de ti?
E se já não respiras? Se eu não te vejo mais

por te querer empurrar, lírica de emoção?
E o meu pânico cresce: se tu não estiveres lá?
E se tu não estiveres onde o poema está?
Faço eroticamente respiração contigo:

primeiro um advérbio, depois um adjectivo,
depois um verso todo em emoção e juras.
E termino contigo em cima do poema,
presente indicativo, artigos às escuras."

Ana Luís Amaral
NA MOUCHE...


"Há, para começar, uma necessidade física. Se a solidão fizesse sentido não seria preciso mostrá-la, à espera que alguém a reconhecesse."

Miguel Esteves Cardoso, "roubado" aqui, com as devidas desculpas.
Ontem, graças ao Canal 11 ( NTV), pude rever melhor o debate presidencial americano.
Alguém ainda tem dúvidas que Kerry ganhou em quase toda a linha? Que Bush, com aquele semi-sorriso idiota e o chorrilho de contradicções levantadas, permanece a maior inexplicabilidade da história do Estado americano? Que não passa de um idiota perigoso?
Esperemos que daquia duas semanas e meia, seja essa a convicção dos americanos, ou estamos num sarilho impossível de resolver.
O barril de petróleo chegou as 55 dólares. Isto só por si deveria ser argumento suficiente. E há tantos outros...
Miguel Esteves Cardoso, numa crónica cujo nome lamentavelmente não me recordo, falou uma vez na falta de graça das relações onde não existe um mínimo de tumultuosidade. E tendo a concordar parcialmente com ele. Não há realmente maior privilégio do que termos a sensação de que a cumplicidade com alguém vai ao ponto de podermos mandá-los passear quando as coisas azedam minimamente. E depois voltar, e conjugar ideias, e aumentar a dinâmica da relação, seja ela de amizade ou amor.
Relação onde ninguém ( ocasionalmente) discute ou se zanga indicia algo de muito mais complicado. A indiferença. E essa ninguém lhe liga....

Isto é aquilo que realmente nos deveria preocupar. É perante factos destes que os discursos idiotas de que as pessoas não querem trabalhar perdem a sua prosápia. É perante isto que quem gosta de alvitrar sentenças quando tem o cu bem sentado perde a pouca credibilidade que já tinha. Porque efectivamente existem pessoas que por mais que lutem, que se esforcem, não conseguem chegar a esse panteão do sucesso tão propalado por quem normalmente lá chega á custa de heranças ou contactos políticos e afins.
Esta é uma realidade que não esconde a sua cara feia perante as ideias tão demagógicas que saem da boca daqueles que insistem no valor do trabalho ( que eu também concordo), mas que esquecem que as pessoas muitas vezes não têm por onde subir, por mais que desejem fazê-lo.

quinta-feira, outubro 14, 2004

O Governo prepara-se para inverter o ónus da prova em casas de evasão fiscal. Embora eu seja partidário absoluto do sistema que preconiza o principio do acusatório, não me repugna nada que se use uma derivação do sistema inquisitório para acabar coma pouca vergonha do pessoal que vai levantar o cheque da segurança social de Mercedes, ou pede abono de família para os filhos que andam no colégio, ao qual os leva de helicóptero.
Agora resta saber é quem é que terá de o comprovar, e se a eficácia da inspecção geral de finanças acompanha estas boas intenções. É que a verificar-se tal situação, PSL vai ter muitos amigos à procura de papéis, ou numa azáfama para imprimir outros tantos.
Ainda na linha política, parece que Bush levou outra rabecada no ultimo debate, e neste momento as sondagens equiparam-se, com cada uma das publicações alinhadas a cada um dos lados a dar uma ligeira vantagem a cada um dos candidatos que apoia. Mas Kerry vai ganhando os debates, e parece que as coisas podem finalmente sair do pesadelo que é o jugo daquele que é provavelmente o mais estúpido e irresponsável de todos os governantes de países do dito primeiro e segundo mundos. Esperemos! Faltam 3 semanas...
Uma última nota, ainda sobre o Prof. Marcelo e as trapalhadas do Governo. O facto do comentador Marcelo poder ter aproveitado a situação para agenda pessoal e política, não está obviamente de parte. A minha ingenuidade e da grande maioria das pessoas não vai a esse ponto, julgo eu. Mas isso não põe de lado nem mascara minimamente a postura inaceitável dos responsáveis envolvidos, especialmente se existe pressão relativa ao conteúdo de uma crónica ou expressão de opinião. A verdade é que o executivo e seus representantes tomaram uma postura perigosa e inaceitável num Estado de Direito, mostrando a prepotência de quem se julga acima da crítica. A comprovarem-se as pressões, é realmente muito grave e retira a ultima réstia de legitimidade que este executivo poderia alguma vez ter tido..
Certo dia, no meio de uma consulta a um site internacional em busca de novidades no universo LMC (Livros, Música e Cinema), descobri que alguém teve o bom senso de colocar á venda, ( finalmente!) os DVD da série Millenium, do Chris Carter, em meu ver, até melhor que o clássico X-Files. É uma oportunidade para rever a postura física irreal e a voz triste de Lance Henriksen numa série cheia de ambiente e originalidade.
Para fãs do género, como eu, é uma oportunidade de ouro.
E o Natal aproxima-se...
Embora possa parecer um cliché terrível, a verdade é que existem poucas coisas que se comparem ao prazer de vermos rir com gosto alguém de quem realmente gostamos. É vê-los em liberdade absoluta em meio a uma torrente de prazer involuntário. É uma das mais significativas formas de partilha entre duas pessoas, porque ao recolher a alegria para si, quem ri acaba por dispensá-la sem saber.
Excelente.
DELICIOSO

[Sedução]

"Não há mais sublime sedução do que saber esperar alguém.
Compor o corpo, os objectos em sua função, sejam eles
A boca, os olhos, ou os lábios. Treinar-se a respirar
Florescentemente. Sorrir pelo ângulo da malícia.
Aspergir de solução libidinal os corredores e a porta.
Velar as janelas com um suspiro próprio. Conceder
Às cortinas o dom de sombrear. Pegar então num
Objecto contundente e amaciá-lo com a cor. Rasgar
Num livro uma página estrategicamente aberta.
Entregar-se a espaços vacilantes. Ficar na dureza
Firme. Conter. Arrancar ao meu sexo de ler a palavra
Que te quer. Soprá-la para dentro de ti
até que a dor alegre recomece."

[Maria Gabriela LLansol, "roubado" aqui com as minhas desculpas.
Não deve ser novidade, mas este continua a ser um dos melhores locais da blogoesfera. Do saber enciclopédico, ao esclarecimento e ponderação fundamentada da opinião, passando pela ironia mordaz e bem semeada, há lá de tudo. E com qualidade. Concorde-se ou não.
Visita obrigatória.


terça-feira, outubro 12, 2004

ALARME GERAL

O dia começou bem...

O NY Times fala da intenção da Igreja Católica entrar na campanha eleitoral norte americana, em prol de Bush ( claro), o que demonstra o incremento do autismo de uma instituição cada vez mais desfasada da realidade e das pessoas a quem supostamente se dirige. Como é que é possível tanta intolerância e incogruência numa doutrina social que se denomina como "de amor ao próximo"... enfim..
Ah, o argumento principal para sustentar a simpatia da igreja católica é a posição oposicionista da casa branca relativamente ao aborto e ás uniões homossexuais. Ou seja, a palhaçada do costume...

Alberto João Jardim faz queixa ao governo por causa da intervenção da PJ no seu reinado. Mais uma vergonha para o nosso país, com a qual a bancada parlamentar do PSD compactua, como se pode ler no Público de hoje.

Santana Lopes desmentiu o Ministro das Finanças, numa clara acção de propaganda que só agora começa. Que se preparem os portugueses pois vai começar a época das falsas vacas gordas. Há eleições para ganhar, afinal de contas...

O nosso Duralho escolheu um reaccionário misógino e homofóbico, com um discurso absolutamente imbecil, para comissário da Justiça, Liberdade e Segurança, ideia "brilhante" essa que foi imediatamente vetada por quem ainda tem dois dedos de testa nas nossas instituições comunitárias. Rocco Buttiglione representa do pior que o mundo e as instituições democráticas poder conter, na manutenção da sua tacanhez e formas dissimuladas de preconceito e tirania social. Um escarro que nem sequer deveria ser presidente de junta de freguesia, quanto mais comissário para uma pasta como a que está em análise.


Enfim, uma tristeza... A Europa tem de facto memópria fraca, e a Itália está no top da produção de personagens inqualificáveis. Pelos vistos Berlusconi tem uma legião de sequazes... Isto não faz lembrar nada?





segunda-feira, outubro 11, 2004

Um sinal dos tempos?
Pensem lá bem desde quando é que não ouvem o "Parabéns a você" cantado pausada e completamente?
Desde quando é que as pessoas aceleram as ultimas estrofes até que o final seja qualquer coisa como:

"dklfsldkjfhsfj festa fgdlksdlkgsdkalmas skfdjhgfjghsdlghsdl menina/o tal uma salva de palmas!!!!"

Pois é...
Os hábitos moldam as pessoas. Ainda que sejam emprestados de outras andanças e de ambientes que não eram os seus, a verdade é que aqueles automatismos do que parece correcto e apropriado surgem como uma letargia gosmenta junto da capacidade que as pessoas têm para diversificar. No fundo, para estar vivas de acordo com a mínima correspondência ao seu "plano".
Há quem o faça e sorria, ou quem empreste o seu sorriso como uma reacção aos pequenos desesperos de um dia a dia que pode sempre ser bem mais do que se julga.
Muitas pessoas julgam que as famílias, ou começos destas, podem substituir a vivência do ser individual enquanto parte de outro conjunto. Aquele conjunto das pessoas que nos rodeiam, que nos dão outra perspectiva, que nos mostram que o mundo não está encerrado em si mesmo ou naquela estrutura.
A verdade é que a inércia pode vencer. Vem pelo cansaço. Pela imensa fome que é aplacada de forma artificial pelas imensas máximas que supostamente fazem a elegia das transicções. Sinceramente, acho que é sempre idade para tudo, porque quem diz o contrário nunca assistiu ao espectáculo pueril que é a disputa de amor em anos mais avançados, ou a forma dos jogos mascarada pela suposta sabedoria de alguns anos.
Mas há novidades. Podemos ler mil livros, saber um milhão de coisas, dominar dez milhões de conceitos. A confusão está lá sempre, e toda, mas toda a gente tem a sua Rosebud.
O que a idade traz é um caminhar diferente e olhos mais treinados.
Mas nunca a desnecessidade dos outros ou de ter uma constante fome na vida. Não se vive sem se perseguir. Seja lá o que for.

Qual é mesmo o segredo para a saúde dos relacionamentos?
Embora muitas apostas se possam fazer, eu ponho o meu dinheiro na reinvenção. Mas a reinvenção que também nasce do esforço, da vontade.
A troca de amor pressupõe um elemento volitivo intencional, por muito que isso horrorize algumas pessoas. Sinceramente, acho que a maior injustiça feita ao amor entre as pessoas foi pensar-se que ele vive sozinho, como um motor contínuo que compensa a eventual falta de generosidade, empenho e procura das mais variadas formas de prazer.
A morte do amor é o comodismo.
Não tenho a mínima dúvida....

quinta-feira, outubro 07, 2004

REPUGNÂNCIA ......


Quinta das Celebridades...
Censura á liberdade de imprensa e ao comentário, tentanto impor contraditório onde nunca existiu, especialmente quando o mesmo Professor "martelava" forte e feio em Guterres e quejandos.
A TVI mostrou o esgoto fedorento em que se tornou, e eu, assustado e triste, verifico que as pessoas a consomem cada vez mais, assim como o fazem com o jornal 24 Horas. A TVI tornou-se o ícone do pior telelixo de que há memória, demonstrando que a ideia de cultura é algo absolutamente arredio da sua forma de estar e fazer comunicação social. Uma vergonha á qual só os próprios parecem alheios e que espero que o país reaja. Mas tenho poucas esperanças.

... E PERPLEXIDADE...

Embora como um apartidário mais identificado com a esquerda, não reconheço este PSD, demasiado parecido com o PP e constituido por uma cambada de idiotas que só demonstram que não fazem mesmo ideia daquilo que fazem. O PSD que eu conhecia era discutível nas suas opções, mas era constitudo por algumas pessoas que sabiam o que faziam, que demonstravam alguma competência política e seriedade. Recordo Angelo Correia, Laborinho Lúcio, e claro, o próprio Cavaco Silva.
Mas este PSD, boçal como só A. João Jardim sabe ser, feito de gente que nada faz nem sabe fazer, que a cada dia que passa aumenta o curriculo da asneira para niveis impensáveis, traz a vergonha a quem com ele se identifica ou nele milita. Mostra o pior do aparelho político partidário, e é absolutamente transparente quanto á sua forma de estar. Rui Gomes da Silva mostrou mais uma vez a face de um governo feito de incompetentes, de gente sem tino nem senso, de pessoas que julgam que o país e as pessoas se governam como uma multinacional implantada na Malásia.

Adaptando Almeida Garret
"País, quem és tu?.."
"Ninguém... eu não sou nada nem ninguém..."

sexta-feira, outubro 01, 2004

ADVERTÊNCIA...

Amigos, devido á minha total inépcia em HTML, o local dos comentários está deslocado, parecendo colado ao post anterior, e não ao que realmente pertence. Portanto, se desejarem fazer algum comentário, façam sempre no local para o efeito abaixo do post, ainda que aquele pareça colado à parte superior do post anterior.
E já agora, aos que o façam e por aqui passam, novamente um muito obrigado.