Os hábitos moldam as pessoas. Ainda que sejam emprestados de outras andanças e de ambientes que não eram os seus, a verdade é que aqueles automatismos do que parece correcto e apropriado surgem como uma letargia gosmenta junto da capacidade que as pessoas têm para diversificar. No fundo, para estar vivas de acordo com a mínima correspondência ao seu "plano".
Há quem o faça e sorria, ou quem empreste o seu sorriso como uma reacção aos pequenos desesperos de um dia a dia que pode sempre ser bem mais do que se julga.
Muitas pessoas julgam que as famílias, ou começos destas, podem substituir a vivência do ser individual enquanto parte de outro conjunto. Aquele conjunto das pessoas que nos rodeiam, que nos dão outra perspectiva, que nos mostram que o mundo não está encerrado em si mesmo ou naquela estrutura.
A verdade é que a inércia pode vencer. Vem pelo cansaço. Pela imensa fome que é aplacada de forma artificial pelas imensas máximas que supostamente fazem a elegia das transicções. Sinceramente, acho que é sempre idade para tudo, porque quem diz o contrário nunca assistiu ao espectáculo pueril que é a disputa de amor em anos mais avançados, ou a forma dos jogos mascarada pela suposta sabedoria de alguns anos.
Mas há novidades. Podemos ler mil livros, saber um milhão de coisas, dominar dez milhões de conceitos. A confusão está lá sempre, e toda, mas toda a gente tem a sua Rosebud.
O que a idade traz é um caminhar diferente e olhos mais treinados.
Mas nunca a desnecessidade dos outros ou de ter uma constante fome na vida. Não se vive sem se perseguir. Seja lá o que for.
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