ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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segunda-feira, novembro 29, 2004

A esperança do mundo está na Serotonina...
Duvidam?
Esperem para ver...
HORRIPILANTE

É sinceramente a única palavra que me ocorre.
Mas no fundo não devera surpreender, já que é este o retrato do país. O chamado couto privado do macho latino, esta apologia de uma estruturação social apoiada na ignorância e na tradição imbecilóide da separação e atribuição de funções familiares diferenciadas pelos respectivos sexos.
O que mais espécie de me faz é que existe uma mulher no Supremo hoje em dia. E pergunto-me como terá votado? E se terá tido um voto de vencida?
Um homem que asfixia a esposa com as mãos, que a vê morrer em agonia pelas suas próprias mãos é agraciado com uma atenuação com base em argumentos que envergonhariam o Zezé Camarinha, mas que foram proferidos pela mais alta instancia judicial portuguesa.
Só uma palavra:
Horripilante...
Subtítulo?
Vergonhoso...

quinta-feira, novembro 25, 2004

"Quando as mulheres nos amam, tudo nos perdoam, até mesmo os nosso crimes; quando n~ão nos amam, não nos dão crédito por nada, nem sequer pelas nossas virtudes"

Honore De Balzac - 1799-1850

Pois, este moço não era parvo nenhum...
Seja ou não um truque de publicidade, tenho de admitir que gosto da árvore de Natal construida junto ao Centro Cultural de Belém. Para quem como eu percorre a marginal ao fim do dia, a imagem de uma estrela acesa, de luzes bruxuleantes, face a uma noite precoce e ocasionalmente polvilhada de nuvens em chamas, traz um pequeno calor de felicidade. Calor por uma imagem simples, por uma visão que dura segundos, mas que contribui para algo no fim dos meus dias.


É caso para dizer que quem fala assim....

Grande Papoila! Boa sorte para a tua aventura procriadora. E felizmente não manténs um baby blog!!!!! Felizmente!!!

quarta-feira, novembro 24, 2004

Só um instante...
Espera aí. Ouçam lá....
Mas que chinfrineira.... Ah está um senhor de óculos a ler um comunicado ao país... não se percebe o que ele diz, mas ouve-se continuidade e mais não sei o quê...
Mas o que é isto? Cordas? Carris? É um comboio?!!! Vêm aí!!!
Porra, estou mesmo acordado!!!!!!
Roubado do blog de Possidónio Cachapa

"0, 6 %é o orçamento para a Cultura, em 2005.
Vale a pena dizer mais alguma coisa?"


Só duas...
1 - Obrigaducho Sampaio!!!~
2 - Estamos mesmo f..........
Dream Song


I plucked a snow-drop in the spring,
And in my hand too closely pressed;
The warmth had hurt the tender thing,
I grieved to see it withering.

I gave my love a poppy red,
And laid it on her snow-cold breast;
But poppies need a warmer bed,
We wept to find the flower was dead.


Sara Teasdale

Tomando como exemplo parte da minha experiência, e testemunhos recolhidos nos mais variados ambientes que frequento, surge um facto recorrente e preocupante.

Porque será que as mulheres tanto batalham para conseguir a pessoa, e encostam-se tanto aos louros em matérias relativas á dinamica relacional? Será assim tão complicado entender que conseguir e posteriormente manter alguém é uma atitude faseada, feita de acontecimentos, iniciativas e a capacidade de rir? Que as intenções por si só, por melhores que sejam, talvez não resolvam a situação?

Não faço ideia...
Serão os actos e as demonstrações supervenientemente desnecessárias?
ELUCIDATIVO

Flávio, não poderia estar mais de acordo.
Quando beatos e quejandos recomendam que o monumental ensaio de porrada "gore" que é a "Paixão de Cristo" do novo-fundamentalista Gibson ( e eu que até simpatizava com o moço com o seu Braveheart) seja visto por toda a gente de todas as idades, e escandalizam-se porque uma mulher põe uma mama de fora num SuperBowl, que por acaso é visto por gajos que emborcam cerveja até cair e que após o jogo vão para os bares de strip ou alterne ver se a coisa pinga para o lado deles, está tudo dito, e é triste.
Quase tão triste como o tamanho da frase precedente...

Abraços

Como disse Nelson Mandela a certa altura:

"There is nothing like returning to a place that remains unchanged to find the ways in which you yourself have altered."

Como qualquer optimista incorrigível, não aprendo, e concluo que as mudanças estrictamente endógenas (com algumas pitadas do mundo de fora) destes últimos dias mostram a alternatividade entre o melhor e o pior possível, desde que mais alguém esteja na circunscrição dos nossos espaços.

Este é o meu diário, e como tal, um hábito e uma necessidade. Nem que seja de contemplar os meus disparates.

Obrigado pelo apoio daqueles que perdem algum do seu precioso tempo para ler algumas destas linhas. A eles, um enorme abraço, cheio de uma renovada teimosia para tentar perceber o que se vai passando.

O programa segue dentro de momentos...




MAS AFINAL O QUE É QUE SE PASSA?

Bem, tendo em mente os cenários de Huxley, Orwell ou mesmo Azimov, pergunto-me se coisas destas podem efectivamente ser objecto de descodificação e construção através de linguagem binária. Sins e nãos poderão criar ficção? Quem programou este "patricida" ter-lhe-á dado uma espécie de matriz de "qualidade" para a narrativa ficcional, que o programa depois aplica na construção de histórias?
Bem, segundo o cronista, a coisa não é assim tão directa ou fácil, mas não parece ficção científica? E como diz o outro, nunca fiando...

Fortunately, flesh-and-blood writers are nowhere near having to hang up their turtlenecks. When I called Steven Pinker, the Harvard University psychologist whose research focuses on language and cognition, he pointed out that the human brain consists of 100 trillion synapses that are subjected to a lifetime of real-world experience. While it is conceivable that computers will eventually write novels, Dr. Pinker says, "I doubt they'd be very good novels by human standards."

If we don't get much good fiction out of computers, we may at least gain some wholesome new perspective on the process of creating literature. The advent of storytelling computers suggests that thinking people and thinking machines confront many of the same problems in writing fiction, even if their solutions are different. Computers have to rely on a rigorous system of logic, while human writers try to turn their disorganized natures to advantage. Our traditional emphasis on inspiration promotes a reliance on serendipity, which, in turn, helps dampen the potentially paralyzing awareness of the infinite choices available when you create a fictional world.


Se desejarem, leiam o resto do artigo no link do NY Times acima disponibilizado.

sexta-feira, novembro 12, 2004

And the Road goes on and on...

Embora sinta que estou a fazer esta comunicação a mim mesmo e a poucas almas caridosas que por cá passam, torna-se necessário dizer algumas palavritas.

Depois de mais de um ano a pregar "post-its" virtuais, chego a um momento em que tenho de reconhecer o que dizia o Pacheco Pereira há uns tempos. Tirando o J.D. Sallinger, ( e mesmo relativamente a esse tenho dúvidas) ninguém escreve para as paredes. Creio firmemente que quem verte uma palavra que seja num qualquer receptáculo, acalenta um desejo secreto que alguém a leia e retire nem que seja uma milésima parte de uma ideia, emoção, ou informação. Eu tenho-me servido desta página como um simulacro de diário, com algumas buchas de opinião pelo meio. Este blog não é exactamente o que eu quero, porque o tempo não me permite aprofundar e fornecer a informação necessária a uma reflexão mais abrangente sobre cada um dos temas de cariz informativo.
É um bloco de notas, á espera que alguém o leia e retire uma qualquer ideia. Por mais estapafurdia que seja.
Mas o impulso está algo moribundo. E digo-o numa fase em que me encontro profundamente desiludido com quase tudo o que diga respeito às pessoas, mas também porque no momento presente reconheço a profunda inutilidade destas patacoadas, e não tenho sequer a paciência para me convencer a mim do contrário.
Não sei o que vai acontecer.
Se e quando vou aparecer de novo por cá.
Pode ser já amanhã, ou só para o ano.
Por vezes a ignorância é mesmo uma benção, embora eu, de juízo perfeito, não creia por um instante que seja nesse postulado.

Seja como for, a estrada continua.
É tempo de fazer uma pausa. Ou de prolongar as pausas intermédias.
Ou talvez o dia de amanhã seja realmente outro.

Abraços

A um Amigo...

Vou aproveitar para corrigir uma injustiça. Uma injustiça pequena, feita a um amigo , pelas críticas que por demasiadas vezes fiz às suas condutas. Não porque não mantenha algumas delas, mas porque de alguma forma as soluções apresentadas nem sempre conduziriam aos resultados pretendidos.
Sei que podia falar de Arafat, do congresso do PSD, da crise no médio oriente, nos dislates do Vasco Rato (ser-caricatura), etc, etc, etc.
Mas há já tanta gente a ocupar-se disso, gente que já leu pelo menos metade dos jornais do mundo sobre o assunto e documentos existentes desde a biblioteca de Alexandria á nossa do CAmpo Pequeno, que não vou repetir-me.
Vou apenas dizer a um amigo que entendo o que ele queria dizer com a ausência de alternativas. Que entendo que por vezes nem a melhor bateria de esforços consegue resolver ou combater um afogamento social espiralado. Que ás vezes parece de facto melhor aguardar pelos desenvolvimentos do acaso, já que a solidão urbana é de alguma forma desdenhada pela intelectualidade, apesar de sabermos que alguns dos melhores artistas de qualquer forma de arte foram espezinhados por essa realidade supostamente secundária.
Este é um tempo de individualismo. Alguém disse que não existiam causas, mas eu discordo. Há tanto contra o que reagir. Mas nos locais onde se juntam as multidões, onde as pessoas se agregam no intuito de fugir a uma lógica implacável de isolamento, os paradoxos multiplicam-se como ervas daninhas, e na vergonha da intimidade possível, as pessoas sussuram as queixas e confessam a sua tristeza.
Assim ele o faz. Muitas vezes em surdina. Basta-me olhar para os olhos dele e perceber até que ponto se sente encurralado, num universo social onde a individualidade e o comodismo tomam as rédeas, e se sente o impacto amargo da regressão cultural e cívica na qual caímos, e da qual todos os dias se dá conta. Consigo agora expressar uma empatia pelo que teve e tem de passar. Insto-o na mesma á acção, mas já não tenho a mesma crença na previsibilidade dos resultados.
Por isso tenho de lhe fazer justiça. Perceber até que ponto está sozinho é entender a dificuldade que terá em encontrar quem receba o que ele tem para oferecer. E é do melhor garanto-vos.
Nuno, fica lá com um abraço.
É talvez o máximo que possa fazer, mas pelo menos é sentido.



The Thousandth Man

One man in a thousand, Solomon says,
Will stick more close than a brother.
And it's worth while seeking him half your days
If you find him before the other.
Nine nundred and ninety-nine depend
On what the world sees in you,
But the Thousandth man will stand your friend
With the whole round world agin you.
'Tis neither promise nor prayer nor show
Will settle the finding for 'ee.
Nine hundred and ninety-nine of 'em go
By your looks, or your acts, or your glory.
But if he finds you and you find him.
The rest of the world don't matter;
For the Thousandth Man will sink or swim
With you in any water.
You can use his purse with no more talk
Than he uses yours for his spendings,
And laugh and meet in your daily walk
As though there had been no lendings.
Nine hundred and ninety-nine of 'em call
For silver and gold in their dealings;
But the Thousandth Man h's worth 'em all,
Because you can show him your feelings.
His wrong's your wrong, and his right's your right,
In season or out of season.
Stand up and back it in all men's sight --
With that for your only reason!
Nine hundred and ninety-nine can't bide
The shame or mocking or laughter,
But the Thousandth Man will stand by your side
To the gallows-foot -- and after!

Rudyard Kipling – 1865-1936



People Ain't No Good

People just ain't no good
I think that's welll understood
You can see it everywhere you look
People just ain't no good
We were married under cherry trees
Under blossom we made pour vows
All the blossoms come sailing down
Through the streets and through the playgrounds
The sun would stream on the sheets
Awoken by the morning bird
We'd buy the Sunday newspapers
And never read a single word

People they ain't no good
People they ain't no good
People they ain't no good

Seasons came, Seasons went
The winter stripped the blossoms bare
A different tree now lines the streets
Shaking its fists in the air
The winter slammed us like a fist
The windows rattling in the gales
To which she drew the curtains
Made out of her wedding veils

People they ain't no good
People they ain't no good
People they ain't no good at all

To our love send a dozen white lilies
To our love send a coffin of wood
To our love let aal the pink-eyed pigeons coo
That people they just ain't no good
To our love send back all the letters
To our love a valentine of blood
To our love let all the jilted lovers cry
That people they just ain't no good
It ain't that in their hearts they're bad
They can comfort you, some even try
They nurse you when you're ill of health
They bury you when you go and die
It ain't that in their hearts they're bad
They'd stick by you if they could
But that's just bullshit

People just ain't no good
People they ain't no good
People they ain't no good
People they ain't no good
People they ain't no good at all

Nick Cave and The Bad Seeds

Ter um dia ou um ano ou uma vivência honesta, é estar claramente entre estas magnificas ideias destes dois senhores.
Mas ultimamente o Nick Cave tem ganho aos pontos, por muito que eu torça pelo outro tipo...
Estes não são os melhores dos dias.
But who gives a fuck, right?

terça-feira, novembro 09, 2004

Acho que era o Chesterton que dizia que nenhuma boa acção ficará jamais impune.
Mas pensando em raríssimas pessoas que encontrei durante a vida, a verdade deste postulado é indiscutível, se bem que um pouco alterável. A ideia é que poucas boas acções serão alguma vez reconhecidas na sua devida importância, especialmente se forem reiteradas.
Não faltam os risos de escárnio dos chamados esclarecidos, defendendo-se com a objectividade do cinismo. A arrogância e a tendência para rebaixar é vista com tolerância nos chamados meios aculturalizados.
Será tão difícil ver que não há justificação para a soberba?
A História já não deu demasiadas lições acerca dos perigos da convicção de superioridade de uns sobre os outros?
Porque será que a positividade deixa tanta gente desconfortável? Porque será que as histórias competentemente felizes irritam tanta gente?
Quando se diz o máximo da verdade, ainda que se invente, não se cumpre a função própria da transmissão das ideias? Das emoções? seja lá do que for?
É uma coisa terrível engolir o reconhecimento perante os outros. Dar-lhes a noção de que mais não fazem que a sua obrigação. É, no fundo,uma cobardia. Um desvio de atenções para esconder a própria vergonha e inércia, desculpadas com a velocidade dos tempos.
O comodismo mata aquilo que a gratidão suficiente pode quase imortalizar.
E ainda assim, há quem não desista, em meios aos seus milagres quotidianos, pequenos, feitos de detalhes.




Que grande album é este dos Snow Patrol.
Palpita-me que estes amigos vão surgir aí na ribalta para breve, o que me provoca sentimentos mistos. Por um lado é óptimo que se massifique o que é bom, precisamente porque estes dois conceitos raramente se complementam. Por outro, é um pouco como um amigo intimo que passa a ter uma agenda demasiado carregada e perdemos aquela noção de ter desenterrado um tesouro perdido, num local remoto, para onde podíamos fugir.
Mas sinceramente, isso não me incomoda. Nunca tive nada contra a publicitação da qualidade, ao contrário de um vasto preconceito que por aí há que consideram o sucesso do bom material como a sua automática perda de virtude.
Ouçam este album. O resto é só conversa minha...
Excelente...
ESPERANÇA

Sim, bem sei que é o ataque a Fallujah que está na ordem do dia, mas depois da reeleição do imbecil, passo pelo jornal e procuro saber aquilo que realmente pode contribuir para o futuro da humanidade. A capacidade médica para a reconstrução da espinal medula pode estar para breve.

Já quanto aos Bushistas, que andam com um sorriso na cara, provam claramente que a cegueira ideológica e o atropelo a tudo o que é preocupação pelo próximo não são apanágio das posições mais á esquerda. Quem consegue apoiar Bush e manter uma cara séria, é capaz de dizer e defender tudo, por mais absurdo que seja...
Estamos tramados.
Em 4 anos, ele pode simplesmente dar cabo do pouco que resta...

quarta-feira, novembro 03, 2004

Algumas pessoas desafiam o mundo sem pudores. E digo o seu mundo, não o globo. Não a esfera.
Algumas pessoas não aceitam os ditames de certas lógicas. E é por isso que o mundo parece passar-lhes uma mão imensa pelo contorno, dando-lhes luz.
Mesmo escurecidas, brilham porque não têm outra alternativa.
Chama-se a isso talento. Não para uma arte, mas para ser. Ser pessoa.
Eu gosto da América.
A sério que sim.
Gosto do basquetebol, dos seus escritores, da música, do cinema, do humor, de Nova Iorque, das pessoas que gentilmente me perguntavam pela origem e vida cada vez que ia ao supermercado. De um povo que realmente tende a unir-se quando as coisas correm mal.
Claro que há muita coisa que não gosto na América. Como eu, muitas pessoas.
O que não entendo é como se torna possível que depois destes quatro anos de caos e disparate governativo, a América se apreste a reeleger o perigoso pateta alegre da aldeia.
Como é que nos podemos arriscar a mais cruzadas no Irão, à contínua escalada do petróleo, à depredação do meio ambiente, às constantes mortes televisionadas num farrapo que alguns ainda designam de país (Iraque), a escândalos Enron, etc, etc, etc...? Aliás, como é que eles se podem arriscar, porque é claríssimo que os principais sacrificados serão os cidadãos americanos, já que a política interna está a deixar o deficit federal bem para além do vermelho, fazendo disparar o desemprego e asfixiando qualquer medida de cariz social no meio do completo salve-se quem puder...
Eu gosto da América, pelo menos de algumas coisas que julgo importantes. Gosto de algumas coisas dos americanos.
Mas pelo que vejo, eles nem gostam de si mesmos, nem do resto do mundo.
Bush vai á frente...
O absurdo apresta-se a acontecer...
Quem nos valerá?
Estamos desgraçados...
Esperemos que o Ohio seja uma surpresa...
Até ao fim, amigos.. até ao fim...

Bush - 254

Kerry - 242

Fonte: CNN

terça-feira, novembro 02, 2004

Este fim de semana tive uma conversa muitíssimo interessante com uma pessoa que por si era igualmente muito interessante.
E no meio de tantos assuntos e coisas boas que formaram a conversa, ouço esta frase, que nos dias de hoje, ou talvez desde sempre, é terrível porque recorrente:

"As mulheres são fascinantes. Os homens não. São descomplicados.Simples."

Alguém me quer explicar exactamente o que isto quer dizer?
Pareceu-me haver aqui um insulto, mas não encontro a aplicabilidade do mesmo.
Quando se tenta gerir um grupo, o pior que pode acontecer é o descrédito. Quando as ordens têm de começar a substituir o esclarecimento e o favorecimento do espírito crítico. Precisamente porque este não quer entrar em cena, e aparece a substituta teimosia cega.
Quando se desiste antes de sequer se tentar, então é tempo de mudar as regras do jogo.
Vamos a isso.
Até que ponto pode ir a teimosia e desonestidade intelectual das pessoas?
Até quando Vasco Rato vai continuar com aquela pose afectada e arrogante, exibindo o seu "magnífico" sotaque de Massassuchets numas palavrinhas de inglês, tentando defender o indefensável?

Se até já a "The Economist" deu apoio a Kerry porque a incompetência e desrazoabilidade de Bush se tornou transversal e apolítica, como é que este tipo consegue dizer as asneiras que diz e manter uma face séria?
É hoje.
Pode ser hoje o fim do pesadelo, da monumental asneira cometida por um povo e um supremo tribunal de um país.
Pode ser hoje o final da incompreensível estupidez que colocou aquela administração que é hoje alvo de chacota e descrédito, ou medo (consoante se tenha ou não petróleo) por parte de todo o mundo.
Pode ser hoje que o pigmeu imbecil desapareça.
A esperança está viva.
Go Kerry!
Por muita merda que possas vir a fazer, nada se compara ao oligofrénico eleito por um colectivo de juízes...