ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


Partilhar informação @ estacoesdiferentes@gmail.com

terça-feira, novembro 09, 2004

Acho que era o Chesterton que dizia que nenhuma boa acção ficará jamais impune.
Mas pensando em raríssimas pessoas que encontrei durante a vida, a verdade deste postulado é indiscutível, se bem que um pouco alterável. A ideia é que poucas boas acções serão alguma vez reconhecidas na sua devida importância, especialmente se forem reiteradas.
Não faltam os risos de escárnio dos chamados esclarecidos, defendendo-se com a objectividade do cinismo. A arrogância e a tendência para rebaixar é vista com tolerância nos chamados meios aculturalizados.
Será tão difícil ver que não há justificação para a soberba?
A História já não deu demasiadas lições acerca dos perigos da convicção de superioridade de uns sobre os outros?
Porque será que a positividade deixa tanta gente desconfortável? Porque será que as histórias competentemente felizes irritam tanta gente?
Quando se diz o máximo da verdade, ainda que se invente, não se cumpre a função própria da transmissão das ideias? Das emoções? seja lá do que for?
É uma coisa terrível engolir o reconhecimento perante os outros. Dar-lhes a noção de que mais não fazem que a sua obrigação. É, no fundo,uma cobardia. Um desvio de atenções para esconder a própria vergonha e inércia, desculpadas com a velocidade dos tempos.
O comodismo mata aquilo que a gratidão suficiente pode quase imortalizar.
E ainda assim, há quem não desista, em meios aos seus milagres quotidianos, pequenos, feitos de detalhes.


Sem comentários: