ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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sexta-feira, novembro 12, 2004

And the Road goes on and on...

Embora sinta que estou a fazer esta comunicação a mim mesmo e a poucas almas caridosas que por cá passam, torna-se necessário dizer algumas palavritas.

Depois de mais de um ano a pregar "post-its" virtuais, chego a um momento em que tenho de reconhecer o que dizia o Pacheco Pereira há uns tempos. Tirando o J.D. Sallinger, ( e mesmo relativamente a esse tenho dúvidas) ninguém escreve para as paredes. Creio firmemente que quem verte uma palavra que seja num qualquer receptáculo, acalenta um desejo secreto que alguém a leia e retire nem que seja uma milésima parte de uma ideia, emoção, ou informação. Eu tenho-me servido desta página como um simulacro de diário, com algumas buchas de opinião pelo meio. Este blog não é exactamente o que eu quero, porque o tempo não me permite aprofundar e fornecer a informação necessária a uma reflexão mais abrangente sobre cada um dos temas de cariz informativo.
É um bloco de notas, á espera que alguém o leia e retire uma qualquer ideia. Por mais estapafurdia que seja.
Mas o impulso está algo moribundo. E digo-o numa fase em que me encontro profundamente desiludido com quase tudo o que diga respeito às pessoas, mas também porque no momento presente reconheço a profunda inutilidade destas patacoadas, e não tenho sequer a paciência para me convencer a mim do contrário.
Não sei o que vai acontecer.
Se e quando vou aparecer de novo por cá.
Pode ser já amanhã, ou só para o ano.
Por vezes a ignorância é mesmo uma benção, embora eu, de juízo perfeito, não creia por um instante que seja nesse postulado.

Seja como for, a estrada continua.
É tempo de fazer uma pausa. Ou de prolongar as pausas intermédias.
Ou talvez o dia de amanhã seja realmente outro.

Abraços

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