Existe uma fase que julgo não me enganar quando digo que todos a terão experimentado. Usando um brocardo popular, há quem fale no toque de Midas.
Eu falo do toque de merda.
Aquele que não obstante as nossas intenções e esforços parece fazer estragos em tudo quanto toca e se direcciona. Apoia-se em pormenores mais ou menos relevantes, em coincidências que parecem saídas de um enredo inverosímil. Apesar dos esforços, alguma coisa vai sempre acontecendo em sentido contrário ao desejável, e arrastando não só o próprio como aqueles que perpassam por esses acontecimentos.
O toque de merda é ainda mais frustrante porquanto não se apoia em nenhuma malícia ou má intenção, mas antes pelo contrário, até tem por base boas intenções e o desejo de encontrar resolução para situações mais ou menos complicadas.
As coisas acontecem e olhamos para elas com uma espécie de incredulidade, imaginando o que raio se passará a seguir. E não são coisas excessivamente graves, ou pelo menos não todas, mas somadas, vão dando a imagem de uma constância de eventos complicada de gerir.
O que vale é que otoque de merda é como qualquer fenómeno sazonal. Normalmente chateia-se e vai-se embora, como um fantasma agoirento, provavelmente em busca de outra pessoa a quem chatear a molécula.
Esperemos que seja para breve, e que quem tenha sofrido com ele por tabela, encontre a bonomia suficiente para retornar depois de eu ter restaurado a centelha característica de um porvir mais fresco e luzidio.
Dizem que o toque de merda é adverso a uma atitude mental contrária, ou seja, optimista.
Veremos. O dia até está soalheiro. Mas depois lembro-me da seca que começa a assolar o país... e do vácuo de ideias existente nas forças políticas em conquista da governação do país, do segundo mandato do Bush, do surgimento disto, dos meus pais em casa com gripe...pois, não vai ser fácil, parece-me...
ESTAÇÕES DIFERENTES
"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."
Stephen King - "Different Seasons"
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