ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Onde é que se vai buscar tanta energia para contrariar?
Onde é que a independência absoluta ganhou este estatuto divino na récita dos mitos urbano/sociais?
Onde é que se foi angariar fundamentação para o "umbiguismo" dos trejeitos e hábitos?
De que é que tanta gente anda atrás?
O dinheiro tem assim tanta força? Claro que sem ele pouca coisa se faz, mas o processo de substituição começa a bordejar uma lógica de busca infrutífera.
E o mundo dá sinal.
Ouvimos o ecos de sofrimentos surdos e células furiosamente desviantes no tecido social. Deambula-se entre a reacção violenta, ou a tristeza paralisante que arrasta tantas pessoas emersas no pragmático para uma necessidade absoluta do genuíno, do vivo, do presente, do sensível.
Os sinais passam incólumes e sem serem notados.
A depressão, também económica, grassa por todo o lado. Porque de alguma forma toda a gente se recusa a simplificar, criando objectivos que nem sequer estão certos de querer perseguir.
E depois esquecemos a simplicidade.
Esquecemos o que faz falta?
Não. Julgo que não.
Criamos manobras de diversão até rebentar a frágil válvula de contenção.
E depois cresce-se. Depois seca-se.
Depois encolhe-se os ombros, mata-se a vida no rio interno.
Sorri-se, quanto muito, mostrando o sol de uma manhã de puro inverno.
E lá vamos. Pé ante pé.
Prestes a revelar segredos acerca do que queremos, e que ingloriamente julgamos esquecer a cada passada pragmática.
A pertença não é bem uma escolha, julgo eu.
Sei lá... se calhar é.


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