Bem, sendo esta uma preocupação em termos de saúde pública, será no entanto descabido temer o que a origina?
Estamos a falar da subida exponencial de uma classe de medicamentos para o combate às chamadas "doenças psicológicas", que derivam normalmente de traumas, sofrimento psicológico intenso, e ansiedade. Algo que, e aqui os peritos poderão desmentir-me à vontade pois falo baseado apenas em análise empírica do quotidiano circundante, dá uma mensagem clara e alarmante acerca das condições a que nos colocamos uns aos outros nas relações sociais e afectivas.
Os factores de pressão são imensos, e a ânsia de chegar a qualquer lado ou local, mesmo que não se saiba bem qual é, provoca desiquilibrios perigosos, embora a mentalidade nacional ainda considere o sofrimento psicológico como uma coisa de "malucos" e "desilquilibrados", ou pior, uma mariquice perfeitamente resolúvel com uma boa dose de dobrada e seis ou sete imperiais. Aliás, em Portugal associa-se qualquer maleita á falta de desejo e concretização pelo alarvamento alimentar. Especialmente o mental ou psíquico.
Mas as informações estão aí. E o tecido social estala, volta e meia, porque as pessoas só prestam atenção ao acumular de sofrimentos quotidianos, quando normalmente é já tarde para os remediar.
Sinais dos tempos, ou tempo para prestar atenção aos sinais?
Façam as vossas escolhas...
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