Em última instancia, quase todas as pessoas tendem a tomar uma decisão de auto-preservação. Seja ela justa ou não, há momentos nos quais nem sequer a nossa consciência entra. Focalizamo-nos em nós próprios e transformamos a energia que nos circunda numa espécie de carapaça omnipresente, onde tudo nos surge justificado.
Torna-se injusto, é um facto, até porque tende-se a trocar as prioridades e a esquecer o valor de certas preciosidades que são, em grande parte, irrepetíveis. Depois damos connosco a tentar experimentar a lógica de tais escolhas, e não há fórmula que as desmonte.
O silêncio mata. Mas no fundo não há grande opção a tomar ou verificar. Se a importância existir, acabamos por tentar preservá-la a todo o custo. Se não existir, reflectimos até que talvez seja tarde demais, e passamos tempos infindos a tentar recuperar aquilo que nunca deveríamos ter deixado ir.
E por mais histórias que ouçamos deste género, o enredo repete-se. E o desfecho é imprevisível, como são as mudanças de maré da pessoa interna. Aquela que poucas vezes aparece, por medo, por fragilidade, mas que constitui o real mundo pessoal.
Aquela que tende a ignorar-se até que o estrago seja demasiado grande para qualquer remédio.
2 comentários:
Que não te mate o silêncio meu amigo, pois este é sinal de falta de afecto e de saudade. Mereces muito mais do que isso, mereces a brisa dos beijos que ainda não deste a quem não faça da distância e da ausência um destino.
Adoro tua nova casa.
Beijo da Polly.
jardim de mãe????
É verdade :)
Espero que tenhas gostado! :)
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