ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


Partilhar informação @ estacoesdiferentes@gmail.com

terça-feira, março 22, 2005

Em última instancia, quase todas as pessoas tendem a tomar uma decisão de auto-preservação. Seja ela justa ou não, há momentos nos quais nem sequer a nossa consciência entra. Focalizamo-nos em nós próprios e transformamos a energia que nos circunda numa espécie de carapaça omnipresente, onde tudo nos surge justificado.
Torna-se injusto, é um facto, até porque tende-se a trocar as prioridades e a esquecer o valor de certas preciosidades que são, em grande parte, irrepetíveis. Depois damos connosco a tentar experimentar a lógica de tais escolhas, e não há fórmula que as desmonte.
O silêncio mata. Mas no fundo não há grande opção a tomar ou verificar. Se a importância existir, acabamos por tentar preservá-la a todo o custo. Se não existir, reflectimos até que talvez seja tarde demais, e passamos tempos infindos a tentar recuperar aquilo que nunca deveríamos ter deixado ir.
E por mais histórias que ouçamos deste género, o enredo repete-se. E o desfecho é imprevisível, como são as mudanças de maré da pessoa interna. Aquela que poucas vezes aparece, por medo, por fragilidade, mas que constitui o real mundo pessoal.
Aquela que tende a ignorar-se até que o estrago seja demasiado grande para qualquer remédio.

2 comentários:

Polly Jean disse...

Que não te mate o silêncio meu amigo, pois este é sinal de falta de afecto e de saudade. Mereces muito mais do que isso, mereces a brisa dos beijos que ainda não deste a quem não faça da distância e da ausência um destino.

Adoro tua nova casa.
Beijo da Polly.
jardim de mãe????

SK disse...

É verdade :)
Espero que tenhas gostado! :)