... grande, grande Clint, Hillary e Morgan...
Fui ver o fantástico Million Dollar Baby este fim de semana, e devo dizer que, embora não tenha visto alguns dos oscarizados, o prémio parece-me tremendamente bem atribuído.
Este filme, uma absoluta pérola, tem o condão de mostrar até que ponto alguém pode circundar em volta de temas complicados, como a dor extrema, a recordação, a inquetude de um passado que não se torna isso mesmo, a injustiça, o triunfo, a perseverança, o desencanto, a maldade. Embora haja quem discorde de mim, certamente, este filme é inteiramente acerca da maldade e da violência, e curiosamente, a pior de todas é precisamente aquela que se passa fora do ringue. Aquela de que todos são capazes por apenas um detalhe, se apenas um pequeno elemento se tornar uma realidade no esquema da vida de cada um.
Fala igualmente do triunfo, daquilo que nos pode levar a chegar mais adiante, da irreprimível capacidade do espírito humano em resistir. Fala igualmente do amor, da suprema capacidade que este tem em imbuir-nos de uma coragem sobre-humana, para fazer aquilo que talvez ninguém seja capaz. Fala da incondicionalidade, da dedicação para além do ditado pelas comodidades da dinâmica relacional entre as pessoas. Fala em ir mais além, em estar onde somos necessários, em amar com tudo o que temos sem os floreados da intenção elegante. Fala também da morte, da dignidade da mesma, de escolhas terríveis, da capacidade de amar para além, e através dela.
Como se vê, este filme fala de tudo, e ainda por cima, é magistralmente realizado e intepretado. Morgan Freeman, um dos meus favoritos de sempre, vê aqui recompensada uma interpretação inesquecível e apenas precedida de vários triunfos merecedores de um reconhecimento que lhe escapava há demasiado tempo.Clint, obrigado por transformares a minha ida ao cinema numa experiência...
"Mo cuishle." It means "my darling. My blood."
"I have no one but you Frankie...""Then you've got me..."
...inesquecível...
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