Morte assistida pode de facto ser um direito. Daqueles que não têm outra solução senão enfrentar um destino lento e horrível, e decidem que não querem senão apressar aquilo que é já inevitável.
A Eutanásia está na ordem do dia. Gera discussões acaloradas. E entende-se que seja difícil tomar uma posição clara sobre o assunto.
No que me diz respeito, desde que haja lucidez para escolher, e a condição física seja de tal forma extrema que o justifique, não vejo a razão pela qual se deve prolongar um sofrimento excruciante até que o corpo expire por si.
Não menosprezando os cuidados paliativos, a verdade é que existem realidades nas quais, por exemplo, as pessoas vivem um pesadelo consciente de imobilidade, solidão e total falta de esperança, já que o corpo nunca mudará de situação.
Não haverá um direito a dispor da própria vida, quando esta se torna uma jornada de agonia constante? Os analgésicos não têm o condão de apagar a consciência. A mente presa dentro de um cofre orgânico que se vai deteriorando até ao impensável. Não sei, nem desejo saber, mas caso fosse comigo, penso que preferiria saber que poderia dispor da minha própria vida, caso o desejasse ...
Claro que é uma discussão a ter de forma profunda e ponderada, e ouvindo especialmente aqueles que alguma vez desejaram ou tiveram parentes que recorreram à morte assistida. Porque são esses que podem providenciar todos os argumentos pertinentes. É o que se chama reflectir com conhecimento de causa, creio eu...
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