Bem, pelo teor deste blog, não é surpresa nenhuma que são conceito que raramente abandona a minha esfera de cogitação. E bem sei que algumas pessoas julgam este dia como uma espécie de benesse condescendente, o que não me parece de forma alguma o caso.
Existe efectivamente desigualdade no mundo presente, e alguma dela até mesmo mantida pelas próprias mulheres relativamente às suas congéneres. E essa desigualdade tem de terminar, não significando obviamente a renúncia do direito á diferença que caracteriza ambos os universos de género.
As mulheres são uma unidade conceptual complexa, cheia de caminhos intrincados e fenómenos de sensibilidade. São uma unidade feita de silhueta que nos melhores casos se mistura com a essência interna até que uma coisa não seja passível de distinguir da outra. São a expressão máxima da sensualidade, porque a natureza assim as criou, e muitas vezes não têm a noção da forma como podem ser enaltecidas na imaginação da "parte contrária".
Sim, são a expressao máxima do sexo, ou não tivessem mais vinte e tal zonas erógenas que os homens, e fossem dotadas de um órgão cuja unica finalidade (que sorte!) é precisamente a estimulação e criação de prazer. Além disso, são multiorgásmicas e possuem um contorno de harmonia que, quando existe, é insuperável. São o contraponto de mistério necessário, por vezes enredado em demasiada complexidade auto infligida. São afinal de contas, a outra metade da sociedade, do mundo, e a fundamentação para uma série de comportamentos e criação artística.
O dia da mulher não significa condescendência, mas o reconhecimento da necessidade de tratar de forma igual o que é igual (direitos e deveres sociais, jurídicos e políticos) e de forma diferente o que é diferente (o direito e a necessidade da diferença para que sejamos todos mais completos). Mães, namoradas, amigas, amantes, eudcadoras, seja lá quem forem, no dia em que a igualdade perante o Estado de Direito for efectiva, então justifica-se o fim deste dia. Até lá, recorda-se a metade do mundo que tem direito a isso mesmo. A ser metade. Nem mais nem menos. Igual.
Sem comentários:
Publicar um comentário