ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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terça-feira, março 08, 2005

Mulheres


Bem, pelo teor deste blog, não é surpresa nenhuma que são conceito que raramente abandona a minha esfera de cogitação. E bem sei que algumas pessoas julgam este dia como uma espécie de benesse condescendente, o que não me parece de forma alguma o caso.

Existe efectivamente desigualdade no mundo presente, e alguma dela até mesmo mantida pelas próprias mulheres relativamente às suas congéneres. E essa desigualdade tem de terminar, não significando obviamente a renúncia do direito á diferença que caracteriza ambos os universos de género.

As mulheres são uma unidade conceptual complexa, cheia de caminhos intrincados e fenómenos de sensibilidade. São uma unidade feita de silhueta que nos melhores casos se mistura com a essência interna até que uma coisa não seja passível de distinguir da outra. São a expressão máxima da sensualidade, porque a natureza assim as criou, e muitas vezes não têm a noção da forma como podem ser enaltecidas na imaginação da "parte contrária".

Sim, são a expressao máxima do sexo, ou não tivessem mais vinte e tal zonas erógenas que os homens, e fossem dotadas de um órgão cuja unica finalidade (que sorte!) é precisamente a estimulação e criação de prazer. Além disso, são multiorgásmicas e possuem um contorno de harmonia que, quando existe, é insuperável. São o contraponto de mistério necessário, por vezes enredado em demasiada complexidade auto infligida. São afinal de contas, a outra metade da sociedade, do mundo, e a fundamentação para uma série de comportamentos e criação artística.

O dia da mulher não significa condescendência, mas o reconhecimento da necessidade de tratar de forma igual o que é igual (direitos e deveres sociais, jurídicos e políticos) e de forma diferente o que é diferente (o direito e a necessidade da diferença para que sejamos todos mais completos). Mães, namoradas, amigas, amantes, eudcadoras, seja lá quem forem, no dia em que a igualdade perante o Estado de Direito for efectiva, então justifica-se o fim deste dia. Até lá, recorda-se a metade do mundo que tem direito a isso mesmo. A ser metade. Nem mais nem menos. Igual.

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