ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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terça-feira, março 29, 2005

Tempos de Ética

Como se pode ler neste interessante artigo do NY Times, parece que o positivismo jurídico dos tempos modernos está a dar que falar. Ao que se julga, as empresas em todo o mundo, mas especialmente nos EUA, estão a dar especial ênfase à ética como elemento necessário no desenvolvimento de qualquer actividade profissional, especialmente desde o escândalo Enron.
Funcionários são despedidos por brechas na ética que, há pouco tempo atrás, e graças a uma lógica quase darwinista, seriam qualificadas de instinto assassino e eficácia. Normalmente dariam direito a bónus, e não ao modelo 346.
Ora, correndo o risco de abusos, como de resto aconteceu com o moço da Boeing ao ser destituído por ter um relacionamento consensual com uma sua subordinada, será assim tão mau que se tenha uma atenção á ética? Será assim tão negativo que as regras criadas sejam mesmo para ser cumpridas?
Claro que o bom senso tem sempre de ter o seu dia de intervenção, mas a lógica da actividade empresarial sem regras ou ética é uma imagem que não deve perdurar nunca com a desculpa de ser um uso do sistema, ou um direito interno e consuetudinário das estruturas produtivas, ao qual a malta fecha os olhos porque, "é mesmo assim".
A ética é para respeitar. Sem puritanismos, sem exageros ou caças ás bruxas. Mas o respeito pelas regras de concorrência, laborais e quejandos é desejável. Mais do que isso, é exigível numa era de informação global.


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