Tempos de Ética
Como se pode ler neste interessante artigo do NY Times, parece que o positivismo jurídico dos tempos modernos está a dar que falar. Ao que se julga, as empresas em todo o mundo, mas especialmente nos EUA, estão a dar especial ênfase à ética como elemento necessário no desenvolvimento de qualquer actividade profissional, especialmente desde o escândalo Enron.
Como se pode ler neste interessante artigo do NY Times, parece que o positivismo jurídico dos tempos modernos está a dar que falar. Ao que se julga, as empresas em todo o mundo, mas especialmente nos EUA, estão a dar especial ênfase à ética como elemento necessário no desenvolvimento de qualquer actividade profissional, especialmente desde o escândalo Enron.
Funcionários são despedidos por brechas na ética que, há pouco tempo atrás, e graças a uma lógica quase darwinista, seriam qualificadas de instinto assassino e eficácia. Normalmente dariam direito a bónus, e não ao modelo 346.
Ora, correndo o risco de abusos, como de resto aconteceu com o moço da Boeing ao ser destituído por ter um relacionamento consensual com uma sua subordinada, será assim tão mau que se tenha uma atenção á ética? Será assim tão negativo que as regras criadas sejam mesmo para ser cumpridas?
Claro que o bom senso tem sempre de ter o seu dia de intervenção, mas a lógica da actividade empresarial sem regras ou ética é uma imagem que não deve perdurar nunca com a desculpa de ser um uso do sistema, ou um direito interno e consuetudinário das estruturas produtivas, ao qual a malta fecha os olhos porque, "é mesmo assim".
A ética é para respeitar. Sem puritanismos, sem exageros ou caças ás bruxas. Mas o respeito pelas regras de concorrência, laborais e quejandos é desejável. Mais do que isso, é exigível numa era de informação global.
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