ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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segunda-feira, março 07, 2005

Tendo andado este Sábado na noite lisboeta, e depois do encarceramento forçado anteriormente referido, é engraçado verificar como não é possível estabelecer um padrão de coisa alguma.
Em Lisboa, raras são as pessoas e os locais onde a malta se junta para interagir. Amontoam-se para se observarem, para dardejar olhares curiosos ou simplesmente cheios de intenção qualificativa, mas fica-se por aí.
Talvez porque se identifique a interacção com uma espécie de rótulo de contacto necessariamente sexuado. Se for consensual, porque não? As pessoas devem sempre ter a satisfação inerente á sua liberdade pessoal, e consigo imaginar coisas bem piores que encontrar alguém que até nos provoca alguma coisa e nos leva seja a que experiencias for.
Mas caraças, é possível interagir. Trocar algumas palavras, ou quem sabe, iniciar seja lá o que for. Não é?
Seremos sempre mandatários do estigma social que identifica a noite como uma antecâmara de espécies complicadas de entrega? Algumas até confundidas com desespero?
Noutros países onde estive, especialmente Espanha, a coisa não se passa assim. Há de tudo, e as pessoas interagem nessa perspectiva. Aquela que simplesmente diz, "vamos ver que pasa..."
Acho que o termo é este:
Em Portugal falta descontracção e sobeja pré-intenção.

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