ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


Partilhar informação @ estacoesdiferentes@gmail.com

sexta-feira, abril 29, 2005

Afinal não percebo nada.

É complicado chegar a uma idade em que julgamos estar a entrar pelo portal da maturidade mínima, em que tudo deveria tornar-se supostamente menos confuso. Em que se calhar olhamos para um terço das nossas palavras e convicções com alguma segurança, porque a experiência de vida assim o permitiu.Como qualquer combatente, olhamos para as cicatrizes e julgamos que cada traço na pele tem uma justificação.
Olhamos para os instantes em que o mundo desabou no interior da nossa mente, e julgamos que cada etapa dolorosa se deveu apenas a um esquema de progressão direccionado a um claro sentido para as coisas. E então percebo que não percebo nada. Que o relativismo, do qual sou defensor por ser uma forma de elasticidade da mente, vai no entanto demasiado longe. Entendo que o sentido achado para conceitos supostamente fundamentais assenta apenas e só na forma como eles podem ser adaptáveis a cada um, e isso quebra a ilusao de uma concha de humanidade que julgava inatacável. É um erro meu, claro.
A perseguição aos fantasmas próprios assenta numa percepção de alguns limites, julgava eu. Mas percebo então que não percebo nada, e que talvez seja tudo apenas um golpe de sorte.
A dormência da consciência produz o essencial do cinismo. É a anestesia necessária antes que se enlouqueça pelo relativismo, já que a crença, essa, não é opcional. Como não a jogo fora, fica no plano dos conceitos.
Viva, mas adormecida.
E tão cheia de perguntas incómodas... :)

quinta-feira, abril 28, 2005

As coisas só ganham a importância que têm, quando lha atribuímos.
Irracionalidades ou não, essa é uma verdade inquestionável.
Assim sendo, e embora possa parecer uma solução radical, a estratégia está em verificar cada aspecto luminoso da realidade, desligar o nosso foco de luz negra, e pensar que se existe um sentido inerente para as coisas, ou um plano determinista que desconhecemos, ele cedo ou tarde revelar-se-á.
O drama e a graça de ser agnóstico, é não duvidar da eficácia desse plano, mas sim da sua efectiva existência.
Quando se crê através de perguntas, o mundo é de facto muito diferente...
Well, Duh!!!!!!


"We are never so defenseless against suffering as when we love, never so forlornly unhappy as when we have lost our love object or its love."

Sigmund Freud (1856-1939)



No shit Sherlock....
POIS...

"What do women want, my God, what do they want? What does a woman want."
Sigmund Freud (1856-1939)



Como não faço ideia, e esse estado aumenta cada vez mais, prefiro outro dos aforismos de Freud acerca do mesmo conceito, que me aprece bem acertado...

"Flowers are restful to look at. They have neither emotions nor conflicts."

Só falta saber onde andam as que podem ser colhidas. E já agora quais as ferramentas de jardinagem...

terça-feira, abril 26, 2005


GIVE ME LOVE - SO THAT I CAN START AGAIN

BE THE ONE - SO THAT I CAN START AGAIN
TRAVEL THE WORLD - SO THAT I CAN RUN AGAIN
BE SOMEONE - SO I CAN BELIEVE AGAIN

TRUE LOVE COMES AROUND
TRUE LOVE COMES AROUND

GIVE ME WORDS - SO THAT I CAN GIVE YOU MINE
TEACH ME SOME - SO THAT I CAN BELIEVE YOUR LIES
TRAVEL THE WORLD - SO THAT I CAN MOVE AGAIN
BE SOMEONE - SO THAT I CAN SEE YOU AGAIN

TRUE LOVE COMES AROUND
TRUE LOVE COMES AROUND
TRUE LOVE COMES AROUND
TRUE LOVE COMES AROUND

WE REMAIN THE SAME... AHH.. AHH..
WE REMAIN THE SAME... AHH.. AHH..
(chorus)TRUE LOVE COMES AROUNDT

RUE LOVE COMES AROUND
TRUE LOVE COMES AROUND
TRUE LOVE COMES AROUND


MUSICA/LETRA : MIGUEL FONSECA, PEDRO GALHOZ, RUI BERTON, LUIS CUSTODIO


"Around" dos Plastica

Que grande faixa, num grande álbum!
Acho que as pessoas realmente não se entendem. Consigo mesmas, com os outros, com as lógicas que encontram, com as dificuldades que as tolhem. Existem demasiados entraves a uma forma escorreita de posicionar a vida, e consequencialmente, ao que designamos de fundamentos.
Existem algumas pessoas que prezam o facto de estar sozinhas. E atenção, atente-se. Não se trata de estar sem família ou amigos. Fala-se de uma espécie de celibato divertido e supostamente libertador, no qual, pelos vistos, é suposto proceder-se a uma purificação do ser até atingir uma qualquer harmonia que depois deriva em quê?
No óbvio retomar da corrida, com os seus riscos inerentes, com os temores de vitórias e derrotas feitas de um guinar mais agudo do volante.
Sim, porque estas coisas de afectos, amores, e quejandos é em tudo semelhante a uma corrida de Stock-Cars. Anda-se a alta velocidade, numa trajectória emocionante, em direcção a triunfos vários. Mas basta uma aceleração a mais, uma má travagem, uma desatenção ao volante, e os estragos podem ser impensáveis. Estraçalha-se tudo num meio segundo, lançando muitas coisas á distância.
Posto isto, eu pergunto-me.
Claro que existe uma logica de exigência, e essa pode prender-se com algo que já se indentificou e se busca, ou com uma qualificação mais ou menos abstracta de essencialidades indispensáveis.
Mas onde raios é que está a virtude de estar sozinho? Onde é que reside esse bem supremo em partilhar a casa própria com o vazio e o silêncio? Em deixar de viver coisas aparentemente pequenas com a companhia de alguém, pelo simples prazer de estar junto a outro ser humano que nos diz algo, que resolver partilhar algo connosco?
Há alguma dignidade em estar só. Em viver bem consigo mesmo.
Ah sim?
Qual?
Segundo o que me parece, a solidão vai comendo a pessoa a pouco e pouco, tolhendo as suas espontaneidades até á irascibilidade.
Entrar numa casa dias a fio e escutar apenas o silêncio entrecortado com o barulho das chaves em cima de uma mesa, ou o ruido dos passos, ou mesmo o som da própria respiração, é o suficiente para colocar toda esta teoria dos benefícios da solidão em cheque.
E caraças, quanto mais não seja, porque gostar é daquelas coisas que faz bem. Especialmente ao darmos o melhor, porque nos tornamos, julgo eu, algo mais próximo ao que desejamos ser e sentir.
Sinceramente, não vejo qualquer benefício na solidão purificadora.
Entendo que exista, mas na minha óptica, só incrementa as dificuldades.
A não ser que se viva para outra coisa que não si próprio.
Para os pragmatismos que vencem pelo cansaço e senso de caça e progressão. E ainda assim, as coisas não são fáceis, e cedo ou tarde os triunfos dessa espécie soam precisamente a passos num imenso soalho de uma casa e vida vazias. ("rosebud"? Talvez...)
Por vezes não temos outra opção senão procurar, ou esperar, ou mudar. E há que fazê-lo numa espécie de destacamento do resto do mundo, embora sempre misturado com a sua estrutura.
Mas a manutenção de exigências não deve afastá-lo.
É perigoso, e na maior parte das vezes, inútil...
Julgo eu.
Já lá estou há muito tempo, e não me parece ser possível de nenhuma outra forma...



Ora é exactamente isto!

E até tenho umas ideias muito concretas acerca disso...
Porque é que não estou surpreso?...



sexta-feira, abril 22, 2005

Não sei o que aconteceu...
Mas os meus links desapareceram...
Talvez voltem...
Uma amiga minha disse-me, há um tempo, que as pessoas acabam por encontrar-se.
Como bom agnóstico que sou, nunca fui adepto do fatalismo, porque acho que podemos sempre dar a volta ao texto.
E além disso, até que ponto é que essa noção não nos lança numa lógica espartilhada de vida?
E como é que as encontramos, já agora?
Está para publicação, (em Portugal sabe-se lá quando), uma biografia de Robert Oppenheimer


Kalosmi lokaksaya krt pravrddho - "I am Death, the destroyer of worlds."

"Their book has such range that it connects a trauma that 14-year-old Robert experienced at summer camp with the self-destructive stoicism he would eventually demonstrate on the witness stand. "American Prometheus" is a work of voluminous scholarship and lucid insight, unifying its multifaceted portrait with a keen grasp of Oppenheimer's essential nature. What did he do upon finding himself in a Capitol Hill elevator with Senator Joseph McCarthy, the embodiment of Oppenheimer's comeuppance? "We looked at each other," the physicist told a friend, "and I winked."

"American Prometheus" sees the full implications of such a gesture: charm and bravado on the surface, Dostoyevskian darkness underneath. It traces Oppenheimer's arrogance to the kind of upbringing that would give him his own sloop at age 16 (he named it for a chemical compound) and lead one of the oral examiners of his doctoral thesis to say: "I got out of there just in time. He was beginning to ask me questions."

NY Times

Sim, esse mesmo.
A descobrir, especialmente para quem como eu, sabe pouco mais que o essencial da vox populi acerca deste homem.



Un Dia Feliz

César das Neves, Maria José Nogueira Pinto e toda a beatada (O Recém Eleito papa deve estar a passar-se dos carretos a esta altura) estará á beira da síncope cardíaca.

Espanha, esse bastião católico que já admitia a IVG, prepara-se para aprovar legislação tendente a permitir que pessoas do mesmo sexo possam viver em paz e comunhão, como é o seu direito legítimo enquanto cidadãos e seres humanos.
Aliás, ficam as palavras de uma representante do Governo Espanhol, que são elucidativas:

“É injusto ser um cidadão de segunda por causa do amor”, afirmou a deputada socialista Cármen Monton, sublinhando: “a Espanha junta-se agora à vanguarda daqueles que defendem total igualdade para os ‘gays’ e lésbicas”.


Em Espanha, além de nascerem três Linces Ibéricos, esta legislação está á beira de ser aprovada, acabando com um disparate preconceituoso que ainda grassa por grande parte da (demasiado velha a espaços) Europa fora.

Bolas, quando os dias começam assim, até temos medo que de um momento para o outro a realidade e instale.
E eis que um país mostra como pode ser grande!

E viva la España!!!!!
São coisas destas que nos reconciliam com a vida.

Talvez fosse bom que alguns energúmenos, especialmente estilistas da nossa praça com nome de santa olhassem para isto e tivessem a vergonha que lhes falta!

quarta-feira, abril 20, 2005

"Having a clear faith, based on the creed of the church, is often labeled today as fundamentalism," he said at the Mass. "Whereas relativism, which is letting oneself be tossed and 'swept along by every wind of teaching,' looks like the only attitude acceptable to today's standards."

Cardinal Ratzinger has often criticized religious relativism, the belief - mistaken, he says - that all beliefs are equally true.

"We are moving toward a dictatorship of relativism which does not recognize anything as for certain and which has as its highest goal one's own ego and one's own desires," he added. "

NY Times de hoje.

Depois desta pequena amostra de "tolerância" e "humildade" por parte do novo papa, pouco mais há a dizer. Os factos falam por si.
Pois é.
Ratzinger ou
Bento XVI, a verdade é que o conservadorismo venceu, e a Igreja ameaça tornar-se ainda mais hermética do que durante o pontificado de João Paulo II.
Se fosse católico, estaria seriamente preocupado e algo aborrecido, porque este novo papa vai continuar na senda de afastamento do Concilio Vaticano II, e consequencialmente, do mundo como ele é hoje.

A ala dura e conservadora vai ditar as regras, e quem mais vai sofrer é quem realmente professar uma fé honesta e ecléctica, sabendo diferenciar entre a experiência (que deve ser excelente) de ter uma companhia divina, e o castramento do ser humano através de dogmas, que, no mínimo, são discutíveis.
Aos meus amigos católicos, desejo boa sorte, porque este artista alemão vai persistir em muita da asneirada que o precedeu.
Justiça seja feita a quem nos acarinha e avisa.
Honestidade seja demonstrada perante um certo claudicar.
Verdade seja dita acerca dos passos que se deram adiante.
Ao abrir este estaminé hoje, reparei que me tornei o 6.666 º visitante.
Não sei porquê, mas guardo isto essencialmente para memória futura.
Adiante.

terça-feira, abril 19, 2005

Um cantor falava a certa altura, numa das suas letras, no crescimento dos pequenos crimes entre as pessoas. Como grãos de areia, soterram e matam pela quantidade, porque em si , como particulas sós, pouco sérios serão.
Mas como aparentam pouco sérios na individualidade, passam despercebidos pela parca ameaça que inspiram.
Os pequenos crimes podem também ser como moléculas, que constituem um tecido maior. Aquele que gera a irrecuperabilidade aparente, e que acaba por depender de uma lógica despojada para encontrar uma solução.
Aquela que assenta numa entrega que a espaços muito parcos, desafie a lógica.
Mas nada disto se pode pedir.
Nem se sabe de quem ou de que dependerá.


He wakes up in the morning
Does his teeth bite to eat and he's rolling
Never changes a thing
The week ends the week begins
She thinks, we look at each other
Wondering what the other is thinking
But we never say a thing
These crimes between us grow deeper

Goes to visit his mommy
She feeds him well his concerns
He forgets them
And remembers being small
Playing under the table and dreaming
Take these chances
Place them in a box until a quieter time
Lights down, you up and die
Driving in on this highway
All these cars and upon the sidewalk
People in every direction
No words exchanged
No time to exchange

And all the little ants are marching
Red and black antennas waving
They all do it the sameThey all do it the same way
Candyman tempting the thoughts of a
Sweet tooth tortured by the weight loss
Program cutting the corners
Loose end, loose end, cut, cut
On the fence, could not to offend
Cut, cut, cut, cut
Take these chances
Place them in a box until a quieter time
Lights down, you up and die

Ants Marching - Dave Matthews



They were right about you...
DESAFIO


Conseguir reparar na cor do céu, quando se vem á tona tentar respirar.
E eis que a meio do percurso, tudo recomeça...
Ou não?
Há forma de entender outra realidade que não esta? Aquela que nos diz que apesar de tudo, há um sentido final para cada escolha parcelar? Para um agnóstico não cínico convicto, isto apresenta um desafio complicado, parece-me...
A despreocupação que permite seguir em frente sem hesitação, é o sintoma dos homens seguros e das felicidades de tal forma embrenhadas no quotidiano que chegam a ficar maravilhosamente esquecidas. Porque fazem parte da estrutura pessoal, porque assentam no que é de tal forma natural como colocar um pé à frente do outro quando se anda, ou encher o peito para respirar.
Essas felicidades não são dispiciendas, e podem transformar-se em fantasmas teimosos em eterno desassossego.
E pensamos esquecer-nos delas quando tudo volta, numa pequena vingança irónica do circulo de que são feitas todas as vidas.
A despreocupação que permite seguir em frente sem hesitação, é o sintoma dos homens seguros e das felicidades de tal forma embrenhadas no quotidiano que chegam a ficar maravilhosamente esquecidas. Porque fazem parte da estrutura pessoal, porque assentam no que é de tal forma natural como colocar um pé à frente do outro quando se anda, ou encher o peito para respirar.
Essas felicidades não são dispiciendas, e podem transformar-se em fantasmas teimosos em eterno desassossego.
E pensamos esquecer-nos delas quando tudo volta, numa pequena vingança irónica do circulo de que são feitas todas as vidas.
SOLIDÃO E MEDO


"Arguably, the oldest and strongest emotion of mankind isn't fear. The first emotional state, if you consult the Bible, appears to be loneliness. After a day naming the animals, Adam is willing to give up one of his brand-new ribs for a little companionship, and the heroes of Lovecraft stories are similarly bereft. "

Daniel Handler - Acerca de Lovecraf
MEDO

Berlusconi não se demite, e Ratzinger pode vir a ser papa.
Nada como acordar e sentir o medo...

segunda-feira, abril 18, 2005

A honestidade afasta.
Ainda que bem gerida e razoavelmente aplicada...
Pode exigir-se quando se sabe o que se pode dar, mas se desconhece a forma como esses conceitos aparecem ao observador externo?
O alento é uma intenção simples.
Está radicado na forma como enfrentamos a nossa própria capacidade de reacção.
E sendo que cada vez se torna mais complicado fazê-lo, resta-nos os instantes em que o corpo nos poupa, e nos quais somos lançados pela própria imaginação em busca do que criamos por esperança.
Nesse entretanto, encontramos sinais de coragens inauditas. Feitos carne e sangue, que nos sorriem despojados de tudo que não seja a simplicidade do que têm para dar.
É por isso que ocasionalmente danço com pés de chumbo e ancas pregadas ao solo.
Que desenho com dedos partidos.
Que corro sem respirar.
O alento é uma intenção simples.
A coragem é mais complicada...
Tonight I'm tangled in my blanket of clouds
dreaming aloud
things just won't do without you
matter of fact
I'm on your back
if you walk out on me
I'm walking after you

if you'd accept surrender
I'll give up some more
weren't you adored
I cannot be without you
matter of fact
I'm on your back
if you walk out on me
I'm walking after you
another heart cracked in two
I'm on your back

Foo Fighters - Walk After You

sexta-feira, abril 15, 2005

Quando as pessoas e os futuros não são compatíveis, quanto tempo levará a entender que o futuro nada é sem as pessoas certas?
Bem sei que não se deve transcrever artigos inteiros de jornais, mas isto só lido. Especialmente as partes sublinhadas.
O dia já havia começado triste.
A tendência é para piorar, e com coisas destas, apetece mesmo é ir viver para o Tibete, no meio das cabras...
Standing Up After Fearing Standing Out
By JULIET MACUR

Published: April 15, 2005
NY TIMES de hoje


LOOMBURG, Tex., April 14
In this rural East Texas town, where news spreads among the 375 residents through phone calls and gossip-gathering trips to the Shell Mart, Merry Stephens knew the rumors about her.
Stephens is a lesbian, the townsfolk whispered.
Though it was true, Stephens denied it for five years while she was the coach of a championship high school basketball team in Bloomburg, afraid the truth would cost her a job.
Last December, the board of the Bloomburg Independent School District, in a 4-3 vote, began proceedings to fire Stephens for what she said was homophobia veiled as unfounded allegations of insubordination. She was put on administrative leave.
Stephens contested the charges, calling in lawyers from the Texas State Teachers Association and the National Center for Lesbian Rights, and last week she agreed to a settlement with the school district on condition that she refrain from further legal action.
The district will buy out the last two years of Stephens's contract, amounting to about $100,000, one of her lawyers said.
"The school board expected me to pack up and get out of Dodge," Stephens, 39, said. "But I couldn't let them do that to me and humiliate me anymore. I couldn't let them win just because they think it's their duty to rid the world of lesbians."
The case has split the town while underscoring a growing willingness among people on both sides of the issue nationally to speak out.
Helen Carroll, the coordinator for the Homophobia in Sports Project of the National Center for Lesbian Rights, said that lesbian coaches have been quietly pushed out of their jobs for decades, but that the days of coaches slinking out of town are coming to an end.
She said that lesbian coaches are increasingly empowered by role models who have stood up for themselves.
Carroll said there also was an opposing trend. "There is a firm religious group in this country that has been supported by our government that says we think it's fundamentally wrong to be gay or lesbian," she said. "That gives some people unspoken permission to try to keep gays and lesbians out of coaching, no-holds-barred."
In 1999, Stephens, who grew up in a small town in Arkansas, started coaching at the Bloomburg Independent School District, which is only one building, kindergarten through 12th grade, and last year had 264 students.
The next year, she moved from nearby Longview into Bloomburg, about 25 miles south of Texarkana, Tex.
Most townspeople work at the paper mill a few miles away, in oil fields and in the chicken-raising and logging industries.
Downtown is a three-block strip of neglected and abandoned buildings.
The biggest happening of the year is the town's Cullen Baker County Fair, a celebration commemorating the townsfolk's murder of an infamous outlaw in the 1800's. They poisoned his whiskey, shot him in the head and dragged his body through town, one resident said with pride.
Stephens learned quickly that everyone in town was interested in everyone else's business.
"They'd test me to try to figure out if I was a lesbian or not," she said. "They'd ask if I had a boyfriend or if I wanted one. I lied because I knew it would be career suicide to admit anything."
In 2000, Stephens moved in with Sheila Dunlap, the school's bus driver and a teacher's aide. Dunlap, whose family has lived in Bloomburg for more than 100 years, had two children and was in the process of divorcing her husband of 25 years.
In the meantime, Stephens was building the high school girls basketball squad into one of the best teams in school history.
Last year, it won the area, district and regional championships, coming within one game of the state tournament, and was given a parade in town. Even then, there was talk that the school board was trying to fire Stephens.
She said she was being harassed at school and written up for inconsequential things like failing to tell the superintendent and principal that she was going to her grandmother's funeral.
"It was always our policy to tell the secretary, not anyone else, that we'd be missing school, but all of a sudden they changed the rules for Merry," said Thresha Jones, a fellow teacher. "It was bogus and very obvious that the board had a specific plan to get rid of her because she was a lesbian."
Dunlap's daughter, Heather Cloninger, said Stephens had a bad temper and had cursed in front of students.
"Never has the town been so split over an issue," said Cloninger, who does not have a relationship with her mother anymore. "It's like Peyton Place here."
Some parents of Stephens's players wanted her gone. Craig Hale, who owns an oil company, said he does not want a lesbian teaching his children and possibly influencing the way they think. His daughter, Kaitlyn Cornelius, played for Stephens last season and said she felt uncomfortable around the coach, though she said Stephens never did anything inappropriate.
"I had nothing against her as a person," Hale said, but if he stood up for "one lesbian" that would mean he was "for them adopting kids, and my morals and the Bible doesn't allow that."
Three sisters on last year's team - Amy, Amber and April Medina - said that Stephens was a great coach and that they did not mind that she was a lesbian, though they never knew she was, for sure.
After the last basketball season, Stephens resigned as coach and took a full-time teaching job at the school.
While 25 girls played basketball at Bloomburg in the 2003-4 season, only seven ended up on this season's team. Many quit because Coach Stephens was gone.
Still, the debate about her continued. Stephens said that she was blamed when one of her former players, now in college, revealed she was a lesbian. That player's parents insisted that the superintendent, Jerry Hendrick, fire Stephens because she had "converted their daughter," Stephens said. Hendrick and all but one of the six school board members did not return phone messages seeking comment on the controversy.
Three days before Stephens was placed on administrative leave in December, Dunlap, 46, was also fired, and given no reason, she said, because she is not under contract. Then Stephens's case against the district began.
Michael Shirk, Stephens's lawyer from the Texas State Teachers Association, took depositions from community members, including the school board president, Derous Byers, who was opposed to the effort to fire Stephens.
Byers said in the deposition that another board member, Ronnie Peacock, told him that Stephens "doesn't deserve to work here" because she is a lesbian. In that deposition, Byers recalled Peacock saying: "We're bonded or insured for a million dollars apiece. We ought to fire her and see what happens."
In a telephone interview, Peacock, denied making that statement although he favored Stephens's dismissal. "I liked Coach Stephens personally and I thought she was a great coach and teacher, but we had reasons to fire her that I can't tell you," he said.
Since leaving their school jobs, Stephens and Dunlap, who live in a spacious log house on nine acres, have started a concession business selling fruit drinks at fairs. They are still the talk of the town, especially because the school board election is coming up, pitting candidates who were pro-Coach Stephens against those who opposed her.
"There have been many times that I wanted to quit coaching because of the scrutiny and pressure of being what people wanted me to be," said Stephens, who said she may coach again somewhere. "So in a strange way, I'm glad this all happened. I can be who I really am now."

quinta-feira, abril 14, 2005


O horror é o fim.
E eis que ele afinal chega.
"Dez mil colheres quando preciso de uma faca" - Já lá dizia a moça Morrissette.
E com muita razão. A consciência de que as oportunidades não pululam como animais alegres da floresta é uma evidência por demais sintomática de tempos de individualidade. É complicado acertar linguagens, modos de ver, e sobretudo, traçar com caneta de tinta permanente os contornos de inexplicabilidade que podem detereminar todo um curso de vida. As pessoas que se aproximam do local onde tudo está assente, são perigosas por natureza, e nem sequer intencionalmente. Perdemos a noção do momento em que estas se aproximam porque conseguem, ou porque as deixamos chegar lá perto. E depois vemos a lógica de salvação no antecipar de instantes e sensações. Somos feitos delas. Da criação de pequenos sonhos que nos levam a querer e manter uma união, porque afinal de contas, ficar sozinho é mesmo a pior forma de vida possível.
Mas ao celebrarmos as hipóteses do amor, devemo-nos a nós próprios a consciência de que as devemos consumir até á inexistência, quando nem sequer dermos por isso. As dez mil colheres são afinal facas. Mas quão dolorosa é injustiça feita do tempo que levamos a afiá-las. Porque é quando finalmente cortam que as feridas provocadas nunca fecham. Escorremos por elas, e vivemos em função de estancar o derrame de nós próprios. E é aí que estamos necessariamente mais vivos.
Só espero que a clarividência chegue. Porque a oportunidade está lá. Viva, visível, insofismável. A coragem é afinal o unguento da permanência.
E como dizia Erica Jong:
"Do you want me to tell you something really subversive? Love is everything it's cracked up to be. That's why people are so cynical about it. It really is worth fighting for, being brave for, risking everything for. And the trouble is, if you don't risk anything, you risk even more."
Miss Jong, estou consigo.
Passo a vida a dizer a mesma coisa.

quarta-feira, abril 13, 2005

Sonho de uma tarde de Primavera

Cabelos escuros, longos, soltos e lisos. Um sorriso que aparece sem ordem expressa, uns sapatos de salto não excessivamente alto, uma ameaça velada de fio dental e uma barriga acolhedora do calor da primavera.
Mãos ágeis em cima de um bloco de notas, mala aberta deixando ver um exemplar de "Big Fish" do Daniel Wallace, "To Kill a MockingBird" da Harper Lee" ou um dos volumes da "Sandman Chronicles" do Neil Gaiman...
Num rádio exposto ao sol, toca Snow Patrol ou Perfect Circle e consigo ver-lhe o arrepio na pele...

Ah, a Primavera...
Desconfio sempre de quem não sorri com os olhos.
Este blog tem mais de um ano e meio, e salvo as preciosas colaborações dos poucos e corajosos leitores assíduos (meus amigos, só por vocês é que isto vale a pena) não encontro nenhuma outra justificação para debitar palavreado dia após dias.
Bem, talvez como forma de diário - o Moleskine que nunca consegui manter, muito por causa da minha caligrafia pavorosa, mas tambem outros factores.
Ou então porque a podermos contar realmente com o cuidado e a bondade de estranhos, tendemos a falar-lhes de coisas que aos mais próximos raramente referimos, porque de alguma forma, é como se já soubessem. E agissem em conformidade.
A quem ande por estas bandas a ler estas coisas, o meu obrigado.
A mulher fatal enquanto conceito é um "bluff".
A crueldade e instrumentalização assentam mais na permissão dada, do que na invasão feita.
E usar um ascendente até á dor alheia é sinal de preocupação. Talvez até de sociopatia...


"I've been a bad bad girl
I've been careless with a delicate man
And it's a sad sad world
When a girl will break a boy Just because she can"

Fiona Apple - Criminal

O Paul Thomas Anderson terá passado as passas do Algarve?
Que me recorde, nunca defendi outro papel para a mulher que não aquele que esta queira assumir. É engraçado que, no momento de trocar impressões com conservadores, femininistas, ultraliberais e doutrinadores do caos da relação intersocial, reconheço que não consigo encanixar-me em nenhuma das teorias expostas.
Porquê?
Bem, porque a diferença necessária decorre das escolhas que nada têm a ver com o papel fundamental na perspectiva da cidadania e direitos recorrentes. Tem sim a ver com sensibilidades, gostos, perspectivas, consciencias do belo, adequado e prazenteiro e, claro está, na manifestação de curiosidade pelo outro lado da barricada.
Assim sendo, aborrece-me ouvir falar do "papel" das mulheres, como me aborreceria se alguém tivesse um "papel" pronto para mim. Parece que estamos a falar de uma pré-programação sociológica que assenta numa lógica de adequação. Concretizando, cada sexo terá de ter os chamados comportamentos "adequados" - o que me parece um grande disparate e sobretudo um grande contributo para o fosso comunicacional que se instala entre géneros.
A iniciativa ou agressividade sexual das mulheres não as faz "menos qualquer coisa", mas quanto muito o contrário. A sua assumpção como ser completo em busca das mais variadas formas de realização e identidade pessoal é uma expressão da naturalidade das coisas. Talvez por isso, o movimento contrário, ou seja o paternalismo da suposta superioridade feminina, também seja artificial e a predes meias com o ridículo.
A verdade é que a curiosidade relativa ao outro lado da barricada nunca termina, e muita da vitalidade do relacionamento social nasce dessa fricção e busca mútua.
Mas não é o facto de se defender uma igualdade em termos da objectividade necessária, que abolimos a ideia da diferença desejável, porque sem ela, nada aprendemos relativamente a elas. E vice-versa, que nós também não somos feitos da simplicidade que tanto se apregoa...

terça-feira, abril 12, 2005

Os nossos erros perduram.
Imensamente.
Por mais que sejam minoritários na nossa forma de estar, ser e agir, eles ficam lá, e identificam-nos.
Há pouca elasticidade na avaliação dos nossos equilíbrios. E os mais rígidos acabam por ser os que supostamente mais nos amam.
Não é estranho?
Tem toda a razão

Mas mesmo toda...

segunda-feira, abril 11, 2005

Bernard Law...
Parece que a Igreja tem uns critérios algo elásticos quanto á redenção por pecados e coisas que tais... Confirmem
aqui...
MAIO

Longo é o tempo de chegada da serenidade.
Por milhares de razões, ela estende-se perdida no seio de tudo o que nos é dado sentir num espaço incandescente.
O espaço que é feito de nós, numa progressão de tempo, nos segundos deitados no tabuleiro, como pintas num dado feito dos nossos passos.
Mas ela aparece. E a espaços aprendemos a defender-nos. A ver a criança na lua, de olhos tristes, nadadora no trapo tecido em simplicidade cortante.
Quando ela vem, o mundo de paz invejada transforma-se num planeta de flores inéditas, que, traiçoeiras, mascaram as cicatrizes. O sangue nunca pode ser a cor das pétalas, mas assim surge, tingido por um infindável baú de vontades, aberto e inconsequente.
A justiça fica de fora a espaços. E é a vontade que não lhes dá essa oportunidade.
É como me identifico nas estrelas por onde passaste. Por onde talvez não reste senão a opção de lá ficares.
Mas a serenidade chega. Obriga-nos á alternatividade feita de Maio, vitoriosa sobre um Inverno demasiado longo. É a ilusão feita dos milhares de palavras que ardem no teu conceito.

domingo, abril 10, 2005

"Se eu não gostar de mim, quem gostará?"
Caraças se isso não é mesmo uma boa pergunta?
Como é que se consegue agir de forma a aceitar o que julgamos merecer, das melhores formas possíveis, e ainda assim lidar com aquela espécie de dúvida acerca desse mesmo valor?
Ainda que seja cada vez menor.
Está na hora de escrever alguma coisa sobre isso.
Não vale apena olhar para o final com um olhar mais estreito ou mesmo torto. Ele aproxima-se, avoluma-se como uma espécie de tapete vivo e imenso. É uma tempestade. Não de areia ou insectos, mas de pedaços de uma realidade que era feita de cada instante em que tudo parece valer a pena. Cacos da suprema ilusão de infinidade.
Dizem que certas coisas, perante os pressupostos correctos, não se desvanecem, precisamente porque fazem parte da realidade. Existem porque nada mais é concebível relativamente a elas. Estão lá porque o sol tem de aparecer e às rochas não lhes é dada outra alternativa senão estar lá quando tudo o resto desapareça.
Mas talvez ao selarmos o nosso próprio curso de acção, estejamos a depender de uma lógica externa. De uma visão comparativa que se clarifique na noção mais básica de esperança... E talvez assim acabemos por esperar demasiado.
Mas é inevitável.
A esta altura, pouco mais resta senão isso mesmo.
Aceitar a alternatividade de Maio sobre um inverno demasiado longo.

quinta-feira, abril 07, 2005

Ontem à noite tive mais uma revelação, e novamente pelas parcas mas significativas palavras do meu irmão.
Falamos de uma pessoa que experimentou toda a espécie de sucesso pessoal que se possa imaginar, e com todas as possibilidades de voltar a esse patamar. Mas é engraçado verificar como uma pessoa que a espaços se afogou tanto na meritocracia, mostra agora a prevalência das suas prioridades, a rendição à necessidade dos afectos e ao poder da felicidade possivel e quotidiana. Comp pude ler das suas palavras mais ou menos tristes e cansadas, mas tão sinceras, como andamos todos a bater a portas em endereços que desconhecemos. Como normalmente, e em nome da perseguição de um qualquer ideal exteriorizável, abdicamos da dimensão pessoal e da simplicidade dos prazeres que fundamentam o facto de andarmos cá. De nos levantarmos de manhã. De procurarmos nas exteriorizações de outros, os reflexos dos nossos estados de alma, e como o transformamos em prazer.
No New York Times de há uns dias atrás, na secção do Sunday Book Review, Charles McGrath dizia que Ian Mcewan era "A Literary Star Who Finds Art in Happiness, Not Pain", como é o aparente apanágio deste neorealismo confuso em que vivemos emergidos. Eu julgo que este tipo de ideias é precisamente o conceito que está em deficit.
A malta anda a esquecer-se de rir, de procurar o prazer das pequenas e grande coisas, substitui a estruturação do amor por planos de vida (coisa tenebrosa que normalmente envolve mais contas que a arte de contar a dois, ou três ou seja lá como ou com quem for).
Mas sobretudo questiona-se a cada passo, na tentativa desesperada de afastar um tédio sem causas ou paixões, acerca da sua ansiedade, da procura de algo cujo contorno é desconhecido, ou estão simplesmente oculto em meio a tantas coisas práticas.
No fundo, andamos a esquecer-nos uns dos outros, enquanto procuramos meios que nos permitam, segundo a crença reinante, retornar devidamente preparados para junto da congregação á qual queremos pertencer. Criamos uma estrutura para que depois nos seja possível amar, confraternizar, descobrir, viver, saborear. O problema é que a mais das vezes, acaba por ser tarde.
E sinceramente, a ideia do sacrificio imediato e quase aboluto, para que a caminho da meia idade se possa estar descansado, é a falácia dos tempos modernos, e a receita da infelicidade mais verificada.
Há que simplificar, mas sem deixar de absorver o mundo. Sem deixar de verificar que cada momento da experiência do belo, do bom, do prazenteiro e humano, é afinal a justificação para optarmos pela consciência. E optando, pensarmos no onírico apenas como uma transformação surreal daquilo que colhemos cá fora.
Do que vivemos.
Cada vez menos...

quarta-feira, abril 06, 2005

Há dias em que nem apetece sair da cama...
É já "vox populi" o conteúdo do vídeo que anda a circular por aí protagonizada pela avantesma chamada Fátima Lopes e o seu assentimento e colaboração com o tratamento dado aos animais para lhes retirar a pele.
Ao vê-lo, (parcialmente porque não consegui chegar ao fim do show de horror gratuito que significava), recordei o que me tinha sucedido ao ver o excelente filme de Iñarritu - Amores Perros, ou seja, fiquei duas semanas a remoer as lutas de cães na cabeça, genuinamente espantado com o desejo e rigozijo que algumas pessoas têm em ver sangue e violência a níveis que eu considero insuportáveis. O júbilo em ver sofrimento absolutamente revoltante.
A mim o que me espanta é como alguém é capaz de defender o uso de peles. Estamos a falar em submeter animais em vias de extinção, ou mesmo que não o sejam, a um sofrimento excruciante apenas com o intuito de passear com as suas peles em cima do nosso lombo. Haverá móbil mais imbecil e injustificável do que este? Haverá fundamento mais ausente de explicação para a depredação da natureza ( como o caso Vicaima), que a vaidade? Para ter um casaco ou um móvel praticam-se actos no mínimo inenarráveis?
É um triste mundo quando alguém consegue exibir um sorriso enquanto fala de métodos de morte tão bárbara que desafiam quaisquer rituais medievos para justificar o uso de peles no corpo. Quando alguém acha que a moda é justificação para uma violação atroz do mundo natural, e da simples decência.
O comércio de peles e espécies protegidas é algo que existe apenas porque alguém quer o produto final desta cadeia infernal de trocas. E enquanto assim for, enquanto "pessoas" como Fátima Lopes mantiverem o autismo relativo ao que é já uma realidade premente, a crueldade é olhada com inexplicável complacência, e o destino da natureza será facilmente conhecido.
Só espero já estar a fazer tijolo nessa altura, porque em momentos como este, perco toda a esperança na capacidade colectiva do Homem para fazer alguma coisa com jeito.
Morpheus, dá-me mas é o comprimido azul...
Ainda a propósito do direito á qualidade de vida,
eis o que eu gostaria de ter dito...
Uma curiosidade relativamente á eleição do novo papa. Será que a Igreja tem a coragem de eleger o Cardeal Francis Arinze, da Nigéria? Garanto que muito boa gente, especialmente organizações xenófobas que se dizem tementes a Deus, iam ter uma palavrita a dizer.
Será que deste conclave emerge mais um apoiante do anacronismo e da ala conservadora da Igreja, fazendo esquecer completamente o que pareceu uma luz ao fundo do túnel com o Concílio do Vaticano II? Será que vai continuar a misoginia, a repressão do conceito de sexualidade enquanto prática ou orientação?
Esperemos que com a visão do fumo branco não ardam as esperanças de muitos católicos que conheço que anseiam por uma Igreja que esteja mais de acordo com a natureza daqueles a quem se dirige, ou seja, seres humanos.
Que bom seria um novo João XXIII . . .
So glad to see you well
Overcome and completely silent now
With heaven's help
You cast your demons out
And not to pull your halo down
Around your neck and tug you off your cloud
But I'm more than just a little curious
How you're planning to go about
Making your amends to the dead
To the dead

Recall the deeds as if
They're all someone else's
Atrocious stories
Now you stand reborn before us all
So glad to see you well

And not to pull your halo down
Around your neck and tug you to the ground
But I'm more than just a little curious
How you're planning to go about
Making your amends to the dead
To the dead

With your halo slipping down
Your halo slipping
Your halo slipping down
Your halo slipping down
Your halo slipping down [repeated]

Your halo slipping down to choke you now

Maynard James Keenan - Perfect Circle - "The Noose"

Porque algumas pessoas precisam de ler...