ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quarta-feira, maio 11, 2005

Dizem que uma vez divididos, não há nada a subtrair.
É um pouco como restabelecer a nossa identidade a partir das coisas que nos reconhecemos. Como prática onanista, padece precisamente do mesmo problema. A auto-suficiência, a longo prazo, é uma falácia.
Bem sei que existe uma espécie de louvor omnipresente à identidade e ao isolamento como formas de reforço da auto-confiança ou do valor próprio. Mas a verdade parece-me clara.
A outra face da auto-suficiencia é um corredor de fundo que cedo ou tarde apanha toda a gente. E ao fazê-lo, as conclusões, minadas pelo cansaço e silêncio, são toldadas até se tornarem um murmúrio inaudível.
E precisamente por isso que o protesto não é então ouvido, e tudo se precipita para um fim.
Feliz ou não, depende da reserva que não dividimos. Depende da ulterior massagem do futuro.
Depende de cada um, acho eu.

1 comentário:

Lisa disse...

A auto-sufuciência é uma mentira, ninguém é feliz no isolamento e na solidão. Quando muito, habitua-se, mal ou bem.
Mas é na partilha e na dádiva que crescemos e nos multiplicamos, as relações humanas não obedecem a princípios matemáticos imutáveis.
E é bom precisar de alguém, partilhar, não fechar ou sufocar afectos. :)