ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quinta-feira, maio 05, 2005

Um dos grandes problemas, e que sinceramente, obstam a que as relações entre as pessoas conheçam momentos mais risonhos, prende-se com a incapacidade de ajeitar a vingança ao crime cometido. A impunidade faz com que a infecção perdure, e a dor se torne viciada, antiga, traiçoeira. E essa impunidade vive na mente enquanto a esperança de retracção lá se mantiver. De nada adianta esquecer as falhas com que nos alvejam, se o senso de correcção não for minimamente restítuido.
É por isso que uma mão erguida no ar, em jeito de pedido de desculpas faz toda a diferença ao transformar o atrasado mental a quem somos capazes de abrir o crânio porque cruzou a faixa sem pisca, num tipo que, coitado, estava distraído e vendo a merda que fez, tenta remediá-la da única forma possível.
Parece simples, mas imaginem num segundo a quantidade de situações em que este gesto não é executado, e no que isso deriva. E depois certo tipo de raiva já não parece tão inexplicável...

1 comentário:

Incompetente disse...

Soberbo texto!
"Caberia" em qualquer campanha alusiva ao dia que recentemente se celebrou.
E tudo se resume a colocarmo-nos na pele dos cromos, quando os cromos... somos nós!

Um abraço!