ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


Partilhar informação @ estacoesdiferentes@gmail.com

segunda-feira, junho 20, 2005

O maior truque das afeições e estados emocionais verdadeiros é convencer os seus destinatários da imortalidade dos seus efeitos.
A Amizade consegue fazê-lo. Tempos infindos podem passar sob o signo da real e verdadeira troca de essencias, porque simplesmente não existe fogo a nublar as ideias ou expectativas. Mais que convencer, consegue cumprir.
O Amor, em raríssimas ( esta não era a minha primeira opção na escolha de termos) ocasiões, tem esta ultia virtude. Mas é o melhor vendedor de ideias, certezas e conceitos do universo, ainda que seja tão transparente como os unguentos mágicos dos vendedores de banha da cobra.
No entanto, a relutância em abandonar essa perspectiva tem o significado de qualquer entrega real. Nem que seja ao conceito.
A razão pela qual não creio em cinismo absoluto, é precisamente pela lógica de contradicção que lhe assiste. É uma denúncia, e essa denúncia pressupõe a perspectiva de uma solução alternativa. A falta de compromisso com o negrume está assente na incapacidade de aceitar os seus efeitos. Será que o Diabo não se queima quando está no seu próprio inferno? Eu aposto que não. Mas o maior atributo desse personagem, foi convencer toda a gente que não existia. Torna-se possivel conceber o argumento cartesiano ao contrário, julgo eu.
E digo isto porque nunca me senti tão próximo á denúncia, tão critico dos seus efeitos, e tão explorador da sua refutação.
Podemos ser melhores.
Não me lixem...

2 comentários:

Isabela Figueiredo disse...

Gosto bastante do que escreves. Por outro lado, tenho muitas dificuldades em ler. Este vermelho mata-me. Suponho que gostes, mas olha que é uma provação. Pronto, fica a reclamação.

SK disse...

Isabela, vou tentar mudar para uma cor mais simpática á leitura. O efeito de cor é bom, mas realmente custa a ler. Fica desde já registado :)