Cerca de dez anos depois, eu e o meu irmão voltamos às viagens.
Só os dois. Desta vez para terras catalãs, para minha cidade Europeia favorita ( das que conheço claro), a única na qual seria capaz de viver para além de Lisboa.
Claro que a temática dos circulos e ciclos na vida das pessoas já não é nova, mas as curiosidades e coincidências dão sempre que pensar. Aquilo que as vidas vão deixando para trás, o lastro doloroso de minutos transformados em anos, e que depois derivam numa nova situação. Numa nova forma de estar.
Por vezes temos de decidir a lógica que assiste em cada passo.
Capitular ou simplesmente obedecer aos ecos do que parece certo, do que tem um sentido próprio, e do que pode inclusivamente estender-se no tempo, algures entre o ponteiro dos segundos e a base do mostrador.
O meu irmão retornou de várias formas. Retornou de um outro país, de um outro estado civil, de uma outra forma de vida.
E bem vistas as coisas, há dez anos, era precisamente este tipo de caminho que nos aprestávamos a trilhar.
Porque no fundo sabemos sempre quem nunca nos falha.
E no final, é só isso mesmo que conta.
Adiante para Barcelona.
2 comentários:
Boas férias.
«Porque no fundo sabemos sempre quem nunca nos falha.»
Tb tenho um mano...(E mais alguns que não o sendo de facto, o são de direito...) É bom saber que, passe o tempo que passar, e haja a distância que houver, essas pessoas, e a cumplicidade que com elas se cria, permanece, nao é? =) Boas férias!
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