ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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sexta-feira, julho 01, 2005

Cerca de dez anos depois, eu e o meu irmão voltamos às viagens.
Só os dois. Desta vez para terras catalãs, para minha cidade Europeia favorita ( das que conheço claro), a única na qual seria capaz de viver para além de Lisboa.
Claro que a temática dos circulos e ciclos na vida das pessoas já não é nova, mas as curiosidades e coincidências dão sempre que pensar. Aquilo que as vidas vão deixando para trás, o lastro doloroso de minutos transformados em anos, e que depois derivam numa nova situação. Numa nova forma de estar.
Por vezes temos de decidir a lógica que assiste em cada passo.
Capitular ou simplesmente obedecer aos ecos do que parece certo, do que tem um sentido próprio, e do que pode inclusivamente estender-se no tempo, algures entre o ponteiro dos segundos e a base do mostrador.
O meu irmão retornou de várias formas. Retornou de um outro país, de um outro estado civil, de uma outra forma de vida.
E bem vistas as coisas, há dez anos, era precisamente este tipo de caminho que nos aprestávamos a trilhar.
Porque no fundo sabemos sempre quem nunca nos falha.
E no final, é só isso mesmo que conta.
Adiante para Barcelona.

2 comentários:

Isabela disse...

Boas férias.

Anónimo disse...

«Porque no fundo sabemos sempre quem nunca nos falha.»
Tb tenho um mano...(E mais alguns que não o sendo de facto, o são de direito...) É bom saber que, passe o tempo que passar, e haja a distância que houver, essas pessoas, e a cumplicidade que com elas se cria, permanece, nao é? =) Boas férias!