ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quarta-feira, julho 27, 2005






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No museu erótico de Barcelona, (duas salitas com alguns quadros e artefactos interessantes que constituiram uma decepçãonão em termos da qualidade dos mesmos, mas da dimensão do dito museu), vi e retratei este abraço africano.
A estatueta é fantástica, e fazia parte de uma série de objectos que elucidavam uma preocupação com o retrato do quotidiano sexual como elemento imprescindível da vida de qualquer civilização em qualquer tempo ou espaço.
Em religiões ou cultos antigos,
a sexualidade chega a ter mais história que qualquer forma de organização politico social.
Por isso qualquer menção ao chamado "controlo" ou "decência" que não parta do livre arbítrio da pessoa é uma perfeita aberração, própria dos mecanismos de castração e exercício de poder por parte de certos sectores da sociedade.
A apologia que se possa fazer ao sexo deriva da impensável miríade de ideias, sugestões e fantasias que provocam na psique humana. É um dos maiores impulsionadores de criação artística (que o diga Balzac), e estende-se muito para além da sua dimensão física.
O sexo, ou sexualidade, é uma forma de estar na qual se trinca muitos segundos da vida para se descobrir o interior de um fruto sumarento e viciante. Significa que o milagre do corpo e a fonte sensorial que acabamos por ser, se torna possível numa expressão viva e dinâmica.
Diz o lugar comum que é comunicação na sua forma mais pura.
Eu cá arrisco a dizer que é a comunicação possível quando todas as outras falham na procura da intensidade de um conceito nascido e criado nas mais variadas formas de desejo. E está num centímetro de pele, numa palavra, numa imagem criada no escuro.
Não se "faz sexo".
É-se sexual.
E isso faz toda a diferença

3 comentários:

Flávio disse...

E hoje, em Berlim, estava um velhote em frente à "Rathaus" com um cartaz que alertava, em várias línguas, contra os perigos da homossexualidade masculina.lol

ametista disse...

Somos seres sexuais (a maioria de nós, pelo menos) mas, por diferentes razões vamos (ou tendemos a) amordaçando essa verdade em nós.
O mundo seria bem sereno se cada um de nós vivesse as suas verdades fundamentais sem pruridos por se ser o que se é.

Um beijo

Anónimo disse...

A propósito de sexo, deixo uma nota.
É comunicação na sua forma mais pura quando é envolvido em sentimentos. Se assim não fôr, é apenas o instinto animal, intrinseco a todos nós, a funcionar.Sexo, por sexo, será que vale a pena a dois??
Não tenho certezas de nada mas a experiência diz-me que não.