ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quinta-feira, julho 21, 2005

Serendipity é um conceito difícil de traduzir não apenas em termos linguísticos, mas especialmente no plano da realidade.
Será que realmente podemos ter a noção de que um acaso pode fazer toda a diferença?
De que tudo pode não passar de sorte?
Podemos realmente ter a noção de que viajamos, mas não conduzimos de todo o veículo?
Por alguma razão isso soa-me a algo alarmante...

Ideia via
Charlotte

3 comentários:

L'enfant Terrible disse...

In conversas com Deus "Quando nós queremos realmente algo, todo o universo conspira a nosso favor".

A ideia do acaso é discutível. Tudo nesta vida é cíclico (ou reciclado) e as oportunidades tb. O acaso é não se saber dar um nome a todas as coordenadas irrepetíveis que originaram aquele acontecimento.

Eu não sou muito fã do acaso, porque ele acontece de acordo com as nossas escolhas até esse momento...

Anónimo disse...

"A propósito do acaso poder fazer toda a diferença"
Sou de opinião que a nossa vida é construída por nós, somos nós e apenas nós, que desenhamos o nosso historial, passado-presente e futuro - (claro, com todas as influências extrínsecas ao nosso eu, designadamente o meio onde crescemos, a educação que nos é dada, enfim todo um rol de factores que as teorias sociológicas explicam). No entanto, e não obstante o que disse, parece-me que as chamadas coincidências são acasos com muito sentido, a que devemos estar atentos e retirar sempre uma mensagem nas entrelinhas.
Se não estivesse convencida desta permissa, a vida para mim deixaria, de facto, ter qualquer sentido.Para mim não há coincidências há, sim, coisas ou situações que acontecem porque têm de acontecer e que, se calhar, nos estão a assinalar o caminho que devemos percorrer quando temos de tomar determinadas opções na nossa vida.
Lembrando uma questão paralela e que pode aqui ser enquadrada metaforicamente, é claro, quando está lua cheia fico diferente (não sei porquê) mas é um facto, tanto que já o testei por inúmeras vezes.
Questão: É uma apenas uma mera coincidência com o sentido que muitos lhe dão ou, é de facto, um acaso com sentido???

Stephen King disse...

Anónima, a questão é que as chamadas coincidências podem ser enquadradas nessa perspectiva de engrenagem maior. Como algo que faz parte de um sentido inerente que parece agregar todo o tecido da realidade,e a partir daí, fazer o tal sentido. Ou ser o tal feliz acaso.
No entanto entendo e preferiria ver realmente os tais acasos como felizes ruídos que significam o engrenar correcto da maquinaria. No entanto, e apesar de termos a capacidade para nos moldarmos, o que é um facto, e traçarmos o nosso caminho, para quem não reconhece essa influência externa, a ausência de controlo torna-se exasperante.
Claro que existem elementos da nossa vida que não se explicam. Felizmente. Mas daí a serem sempre felizes acasos... bem, a história nem sempre prova esse optimismo.
Não a minha, por exemplo.