Uma amiga minha disse-me que por vezes é necessário deixarmos de olhar para dentro e ver o que anda por aí fora.
Embora entenda a mecânica e aprecie a lógica optimista, a verdade é que posso ter perdido essa capacidade. Não porque as pessoas não me fascinem ainda, mas porque certos traquejos da boa fé manquejam quando a queda prévia tenha sido consideravelmente grande.
Outra situação engraçada é o encurtar da paciência. É impressionante a falta de pachorra que se instala perante a idiotice intencional, a mesquinhez e a falta de desejo perante as coisas. As frases surgem algo irritantes como uma espécie de cartilha repetida em ladaínha num chamado destino previsto e convencional.
É normal que se queira ver. Que se guarde aquilo que não é expurgável. Que se vão dando as notícias. E que façamos da vida de cada dia uma jornada tendente ao que isso possa trazer de melhor. Talvez as armas estejam lá e baste apenas um angulo de visão diferente.
Um reposicionamento.
Deixarmo-nos inundar.
É isso.
Talvez.
1 comentário:
é mesmo olhar para fora.
Quanto mais olhares para fora mais te curas por dentro.
Quanto mais olhares para fora, mais te apercebes de tdos os pequenos milagres que andam á tua volta.
Bjuga
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