ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


Partilhar informação @ estacoesdiferentes@gmail.com

segunda-feira, agosto 01, 2005

Alguém me falou uma certa vez acerca da Lei de Murphy

Confessando a minha ignorância, sei que se trata de uma série de máximas que se aplicam a uma possivel explicação em termos de causa e efeito para os fenómenos. Mas não é Física. Trata-se apenas de avaliações espirituosas para aquilo que designamos de "saber de experiência" feito e um certo pendor que a realidade possui para parecer estranha a espaços desconcertante.
Olhamos para certo tipo de coincidências ou sequência de eventos que parecem controlados por alguém com um senso de humor no mínimo torcido. Mas esses elementos estão lá. E aplicam-se um pouco como a mitologia politeísta. Cada evento acaba por ter um Deus, ou uma observação pretensamente lógica, neste caso.
E da experiência que tenho, a noção que mais me vem à cabeça talvez até possa ser de criação própria.
Quanto menos sentido parece fazer, menos fará.
Somos efectivamente controlados por detalhes na nossa vida quotidiana que nos deixam a um pé de qualquer solução.Trata-se apenas de pisar um risco ou dar mais um passo, mas há um conjunto de pequenos detalhes que permite que a vida se viva como é possível, quando poderia ser no pleno campo do desejável.
Medos, descobertas, curiosidades e livre arbítrio.
Os terríveis passos que nos obrigam a ir em frente só para ver mais aquela esquina.
E quando voamos, e vemos tudo cá em baixo como o mapa da nossa vida cheia de estradas secundárias inúteis e construções abandonadas, ganhamos a sensação de que tudo seria tão fácil se a construção daquele local não tivesse começado mal.
Em no entanto estamos lá. Passamos pelos nosso locais destruídos, pelas vivências, e damos a mão como podemos. Talvez não nos impeça de cair, mas permite sim demonstrar que está ali um chão, que é como quem diz, um possível fim ou intransponibilidade.
Mas mesmo quando o sentido parece ir, temos a noção do conceito.
E mesmo que o imaginemos, já lá dizia o Picasso.
Tudo o que podemos imaginar, é real.
Só esperemos que a imaginação possa ser bem distante de um conjunto de máximas que nasceram de uma pequena crueldade e se mantiveram para explicar a génese de problemas que, a mais das vezes, são criados pelo próprio.
Alterando a máxima.
Quando faz sentido, fará mais tarde de forma completa.
Espera-se...

1 comentário:

Clementine Tangerina disse...

A minha amiga joana sabe tão bem como é eficaz a lei de murphy! Volta e meia as nossas conversas são à volta da lei de murphy!