ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quarta-feira, setembro 07, 2005

A propósito de primeiros amores, desenterrei algo que tinha escrito em Janeiro de 2002...


"As definições de amor podem variar de pessoa para pessoa, e geralmente variam. São elementos da percepção de realidade de cada um, e apesar de ser o elemento de relacionamento humano mais debatido, estripado, e o maior produtor de clichés do mundo dos conceitos, creio que quem o sente nunca dá conta disso. Nem sequer admite essa perspectiva. Para essas pessoas, para todas, arrisco-me a dizer, parece sempre algo diferente e único. Algo que nunca ninguém sabe como é, que parece superior a todas as outras manifestações similares.
Naquela idade, é algo de violento, pueril, e absolutamente impregnado de um elemento ilusório de imortalidade. Parece que nunca cessará, que tem todo o mundo e tempo à sua frente, e que nenhum destes poderá alguma vez colocá-lo em causa. E quem o sente tem tanta certeza disso que normalmente não admitirá qualquer argumento em contrário. Aliás, tentarão defender a sua existência, mesmo quando este sentimento já neles estiver moribundo ou mesmo morto. A lealdade ao conceito de primeiro amor é ainda mais forte que o amor em si. Talvez porque a descoberta de algo provoque aquele sentimento de posse e imutabilidade. Uma espécie de registo de patente na alma.
Quando acaba por morrer, e quase sempre o faz, deixa no entanto este traço de identidade, e arrisco-me a dizer duas coisas, segundo a minha fraca e parcial perspectiva.
A primeira, é que guardamos mais a ideia de como nos sentimos naquela altura, uma entrega sem vícios de experiência, sem artifícios de auto protecção cínica ou pessimismos, do que talvez a pessoa em si.
A segunda, é que a ideia de que não há amor como o primeiro, está certa e errada ao mesmo tempo. Acho que de uma certa forma, pode existir um amor que fique em primeiro lugar, mas esse não é necessariamente o primeiro. Quase nunca é, digo eu..."

6 comentários:

Lisa disse...

Bom... eu acho que nunca há amor como o último! (Leia-se o presente...)
Bom dia :)

Anónimo disse...

Todos são especiais

Anónimo disse...

A propósito do primeiro amor:
Deixo uma nota
Não há primeiros nem segundos amores, há o amor que concretizo numa frase de uma canção de crianças: Amor é aquilo que me faz sentir livre e feliz lá no fundo.
Este, apesar de muito dificil de atingir, pode ser o 1º ou o 8º, não interessa. O que é preciso é senti-lo.

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...
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Natrix disse...

' não há amor como o primeiro, mas a verdade é que cada vez que me apaixono e amo, esse amor é 'maior' do que o anterior, e parece-me sempre que estou a amar pela 1ª vez!