Ser livre é uma forma de estar. É perceber que aquilo que nos mantinha agarrado a certas ideias pode sempre voltar, mas que decidiu ir-se embora. Passou adiante, como um predador já saciado que cheira a caça apenas como forma de reconhecimento do ambiente.
Estão lá os dentes, e o risco da ilusão de liberdade parece demasiado premente.
E no entanto está instalada uma espécie de serenidade estranha. Os acontecimentos passam à nossa frente como o resumo alargado de um filme. Estão lá os pormenores de realização, as cenas mal cortadas, as excruciantes, as desnecessárias, as belas, as que fazem valer a pena ter a noção de algo concluso.
Ser livre é entender ao máximo, no âmbito da frieza da realidade, aquilo que passamos a ser capazes de entender, onde antes apenas se combatia e criavam quezílias internas. É olhar para caminhos pedregosos e não desdenhar da suposta estupidez que leva alguns a trilhá-los.
Ser livre não é viver sem medo, mas abraçar a sua proximidade como um risco enimente. É dançar bêbedo num beiral que se torna um pouco mais largo, não sendo capaz ainda assim de deter o vento frio que denuncia o vazio mesmo ali ao lado.
Ser livre é perceber que nas amarras protectoras existem nós corroídos, elos ferrugentos que se partem perante a força de outra coisa maior que a imobilidade.
Ser livre é ter a noção de que o processo de transformação das dores pessoais nada mais é que uma teimosia, a qual só resulta quando julga que dela desistimos.
Quis ser livre durante um largo período de tempo. Porque acho que devemos isso a cada um de nós, num pressuposto claro de evidências e lógicas internas, no caminho para o potencial. Em sublimação, pelo menos sempre que possível.
Ser livre não é sonhar.
É perceber que acabamos de acordar, e nem tudo é absolutamente distinto dos alicerces dos nossos delírios.
Ser livre é não ter a certeza, e ir assim mesmo.
Porque volta a fazer sentido a viagem.
Seja ela qual for.
Estão lá os dentes, e o risco da ilusão de liberdade parece demasiado premente.
E no entanto está instalada uma espécie de serenidade estranha. Os acontecimentos passam à nossa frente como o resumo alargado de um filme. Estão lá os pormenores de realização, as cenas mal cortadas, as excruciantes, as desnecessárias, as belas, as que fazem valer a pena ter a noção de algo concluso.
Ser livre é entender ao máximo, no âmbito da frieza da realidade, aquilo que passamos a ser capazes de entender, onde antes apenas se combatia e criavam quezílias internas. É olhar para caminhos pedregosos e não desdenhar da suposta estupidez que leva alguns a trilhá-los.
Ser livre não é viver sem medo, mas abraçar a sua proximidade como um risco enimente. É dançar bêbedo num beiral que se torna um pouco mais largo, não sendo capaz ainda assim de deter o vento frio que denuncia o vazio mesmo ali ao lado.
Ser livre é perceber que nas amarras protectoras existem nós corroídos, elos ferrugentos que se partem perante a força de outra coisa maior que a imobilidade.
Ser livre é ter a noção de que o processo de transformação das dores pessoais nada mais é que uma teimosia, a qual só resulta quando julga que dela desistimos.
Quis ser livre durante um largo período de tempo. Porque acho que devemos isso a cada um de nós, num pressuposto claro de evidências e lógicas internas, no caminho para o potencial. Em sublimação, pelo menos sempre que possível.
Ser livre não é sonhar.
É perceber que acabamos de acordar, e nem tudo é absolutamente distinto dos alicerces dos nossos delírios.
Ser livre é não ter a certeza, e ir assim mesmo.
Porque volta a fazer sentido a viagem.
Seja ela qual for.
4 comentários:
É exactamente isso...
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