E agora que o céu está cinzento, e o ano aperta com outras cores as memórias, eventos e balanços, a poeira assenta e olhamos para aquilo que muitos tipos de fogos consumiram.
E aproxima-se a passos largos o fecho de contas, as lógicas dos momentos e eventos, os olhares que guardámos e os que não nos guardaram.
Afagamos os conceitos, e perdemo-nos a meio da lógica perniciosa da actividade que nos vai sangrando pedaço a pedaço, tentando nunca submergir a originalidade nem a lógica dela derivada.
Agora que o mundo caminha mais frio, a escuridão aproxima a essência das coisas, molda-a e coloca-a numa taça rude e riscada.
Ao sorvê-la, tanta coisa continua a escapar-nos, mesmo os sorrisos teimosos emprestados ás coisas que nao entendemos totalmente. Ou os que demos à noção de justiça que não pode escapar-nos, sob pena de mergulhar na modorra confortável e comodista.
Está a chover.
É caso para dizer que alguém o diz por nós.
1 comentário:
There must be some mistake
I didn't mean to let them take away my soul
Am I too old
Is it too late?
[The Show must go on]
What shall we use to fill the empty
spaces where we used to talk
How shall I fill the places
How shall I complete the wall
[Empty Spaces]
Pink Floyd
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