Nos dias em que identifico as minhas pequenas quesílias com o mundo, dou por mim a olhar para os detalhes.
Para aquilo que escorre pela realidade fluida e se transforma nas idiossincrasias que retenho. Apercebo-me agora que vou retendo uma parcela de mundo, e dos seus habitantes, bastante maior do que pensava.
Talvez porque ache que o mundo é também um pouco mais meu, e assim, faço da minha presença uma lógica de pertença.
Nas cores escuras do presente, estão as premissas de um tempo para amadurecer os contributos. E dou comigo a agradecer em trejeitos e palavras internas os relevos dos caminhos trazidos pelas portas que me abrem.
Aprendo a sorrir no âmbito do que sofre da falta de treino ou hábito. Entreabro porque os pormenores se elevam sem estímulo forçoso.
E deixo-me incautamente tocar pelas coisas que são belas sem o saberem, porque sinceramente, há demasiado mundo a ver para que lhes possa resistir.
Nos dias em que percebo que as minhas perdas podem ou não ser irrecuperáveis, apaixono-me pelos meus conceitos, reconheço-lhes o risco, e faço da minha vivência um equilibrio possível, afastado por demasiados anos de escuro.
Não tenho tudo. Nem grande coisa.
Mas a realidade embeleza-se, sem me dar cavaco.
Dou-lhe os bons dias e vou protegido. Por visões. :)
1 comentário:
That little final smile is beautiful... Definitely, a sun! :-)
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