ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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sexta-feira, outubro 28, 2005

Para aqueles que acham que fazem pouco, ainda que em cada instante tenham a preocupação da melhoria, queria deixar uma palavra.
Deixá-los mais descansados porque há quem nada faça. Porque há quem nada crie para outros, não importando aquilo que lhes é dado. Que há quem simplesmente ignore a capacidade de fazer o fantástico das coisas mais simples. Há quem ignore que a proximidade, ou qualquer espécie de instinto gregário e afectivo não vive de subentendidos.
Para os que julgam que os esforços são parcos, queria apenas certificar que uma palavra é importante, e uma lógica de presença assenta na simplicidade frontal das pequenas dádivas. Para os que olham para os esforços ofertados com o reflexo das mãos vazias, queria apenas que percebessem que aquilo que fazem se transforma numa das barreiras ao cinismo individualista e absoluto.
Para os que a cada dia não se importam de oferecer um gesto, tendo a noção de que são necessários, queria apenas dizer que cada dia é pelo menos parcialmente salvo, e feitas as pazes por meio segundo com os dentes da humanidade.
Creio sinceramente que é assim.
Obrigado.

2 comentários:

Lisa disse...

Todos nós já estivemos, a certo ponto, de mãos vazias. Por incapacidade ou simples inércia, pouco importa, o que importa é reconhecê-lo e voltar a dar.
Um sorriso :)

rosa disse...

Obrigada pelas tuas palavras: considero-os uma dádiva.
Muito amor para ti