ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quinta-feira, dezembro 15, 2005

Falsidade e cinismo. Escarnecido e repudiado quase de imediato por qualquer pessoa que se encontra com os conceitos, mas mais usado que qualquer mentira branca perante um cenário onde a mesma pode evitar chatice desnecessária.
Em primeira mão, o cinismo e falsidade parecem, para quem os usa, estar revestidos de uma qualquer capa de elegância estranha. É como se a pessoa soubesse que está a fazer merda, mas porque até tem uma capa de elegância e aparência normalizada, passa como algo que só uma educação superior pode conceder. E o mais engraçado é que existe uma espécie de ilusão na qual as pessoas parecem ter a noção de que esse cinismo ou falsidade nunca transparecem. Os sorrisos amarelos, os gestos afectados, os olhares semi-cerrados surgem como uma capa de invisibilidade perante a fundamentação factual e indesmentível dos actos.
A verdade é que essas atitudes, ou conceitos, desrespeitam mais ainda a pessoa que os pratica, porque são uma mentira dentro da mentira. Acabam por se lhes colar como uma segunda pele, e a tolerância exercida rouba qualquer espécie de confiança externa que lhes possa ser entregue. E julgo que não existe nada mais triste do que olharmos para alguém e percebermos que podemos esperar tudo. Que o bom e o mau poderão ser encarados como normais, como indiferentes, como uma mancha de indefinição vinda de alguém que com o passar do tempo, não deixa as marcas necessárias ou desejáveis em alguém, mas simplesmente isso... marcas. Pedaços de algo irrelevante porque absolutamente esperado.
A falsidade acaba por ter sempre as pernas curtas. E cedo ou tarde, ainda que permanecendo impune, julga-se peranto o próprio praticante. Ela, assim como o cinismo, são as muletas da adaptação solitária de um qualquer mecanismo pretensamente darwinista de eficiência social. É das piores formas de selvajaria polida que existem.
Ao contrário das deslealdades singulares, ninguém é falso uma vez. A falsidade pressupõe continuidade no tempo. E premeditação, consciência de que a atitude se repete uma, e outra, e outra vez, baseado em motivações que a espaços, até mesmo os praticantes esquecem. É algo que pode ser calculado ao pormenor, e que nem sequer tem a desculpa de um comportamento pleno daquela pathos violenta que volta e meia nos leva a cometer erros.
A falsidade é algo que parece cair bem, e denunciar até alguma inteligência. Mas o escárnio incluido nesse comportamento acaba por recair naquele que, quando descoberto, não tem nenhuma outra alternativa senão canibalizar-se com a sua própria pele podre. Os falsos acabam por acumular outra péssima caracteristica. Mais cedo ou mais tarde são os seus próprios delatores...

28 comentários:

o ser social disse...

Excelente, Stephen!!!

Peço desculpa, se ao leres o que escrevo te possa parecer com tal facto, e de facto o é, tens razão e talvez eu abuse sim de tais premissas, que não se enquadram na minha personalidade de todo, embora goste de retratar pessoas reais que vivem no dia-a-dia, daquela forma!

É um escape, quando não se pode dizer na cara delas, o que se pensa, mais vale ficar para nós!

E sobretudo, criar alguma boa disposição, porque ao falar com tais pessoas, eu próprio brinco com elas, no gozo e nem levam a mal, por isso, mas que de facto são pessoas que não interessam, para amigos/as verdadeiros/as, lá isso são, são as tais cinzentas com sorrisos e olhares amarelos, enfim, tu sabes e toda a gente sabe!

Julgo ter passado bem esta mensagem e peço desculpa mais uma vez, não faz sentido ser anónimo, nem escrever de tal forma, eu sei!

Não escrevo mais!

Um grande abraço

FM

Dinada disse...

Passo por aqui todos os dias e nunca me lembrei de te dizer que gosto muito do que escreves :)

aleijadinha disse...

Aproveito para dizer que este post foi escrito a meu pedido, por isso, julgo que ele não foi dirigido a ninguém em particular.
Obrigada.

o ser social disse...

Se estás aleijadinha e foi escrito a teu pedido, logo foi precisamente dirigido a mim próprio, porque fui eu próprio que te aleijei!

Bah, tontinha!

Beijocas (onde estás aleijada)

aleijadinha disse...

Não estou aleijadinha, isso é private joke. Logo, nem te conheço.

o ser virtual disse...

Pois, agora diz que não está aleijadinha, para não levar imensas beijokas, que por si só, se auto-intitulam e se identificam, como um pedido de desculpas(diga-se perdão) por todo o mal que foi dirigido, para ela!

E eu que pensava que ela, eras tu, oh...

...e, não me conheces?

Hummm, duvido, tem graça eu sinto em tudo o que leio aqui ou ali, que conheço as pessoas que escrevem, sei dizer e acertar quem é quem afinal e nem sou bruxo...

Bruxo

(fora a ânsia que me vai no coração de extrema alegria e contentamento, quando vejo em vários blogs, novos textos, novas ideias, que só me fazem rir e pensar que, afinal a imaginação está cá dentro, só temos de puxar por ela...)

Ela

aleijadinha disse...

ela quem?

A disse...

Ser Social, Virtual, or whatever...
És um bom cliente lá para o meu blog... sorry about this, Mr S.King, but I think this gentleman may be cured by me ;)

Esta coisa de dizerem que as mulheres têm a mania de armar em vítimas tem de acabar, com o objectivo de levar umas beijocas (beijokas??).. e não é, por acaso, um bom objectivo?

Beijos a todos

hipnôse disse...

Ser A, Ser B, Ser C, seja o que fôr e sejas tu quem fores...

Penso eu, de que, serás uma óptima cliente para mim e para o meu instituto:

http://www.hipnoterapia.kit.net/

É claro que eu já estou a pensar, naquilo que posso eventualmente ganhar contigo e com toda a tua sensualidade, tendo como meta e objectivo estratégico para o meu instituto, lucros anuais acima dos 100%, uma vez que me tornei num sério capitalista do abecedário!

E é verdade, o acaso dá asas à imaginação, de que, as mulheres fazem sim de propósito que são inocentes, para serem beijadas...

Beijos (nos chakras do teu corpo acupuncturado com gotas de hipnôse)

hipnôse disse...

É claro, que és uma private joke...

E o que eu disse também é...

Beijos do joker (imagina um joker como eu, não eu...)

aleijadinha disse...

Stephen, ainda bem que te pedi para escreveres sobre este tema, há para aqui uma série de mensagens trocadas, sobre as quais ninguém percebe nada... enfim. Obrigada pelo texto mais uma vez

o ser social disse...

Já começou, hipnôse... é nestas alturas que começa a dizer que não percebe nada e faz-se de esquisita... enfim.

Obrigado pela intervenção!

Obrigado pelo texto, Stephen!

aleijadinha disse...

ser social, eu chamava-te ser... enfim... Precisas de atenção, que te respondam, esse tipo de coisas. Só mais uma coisinha, para ser esquisita, as coisas ou as pessoas têm de ser conhecidas. Ninguém é esquisito pelo nada.

A disse...

Concordo Aleijadinha... ninguém é esquisito pelo nada.

O Ser A, B ou C deverás ser tu, Ser Virtual, Social, etc...

A de Ana. Madeira, volto a dizer.
Get it?

Se há quem se faça de vítima ou coitado pra receber seja o que for, não serão apenas mulheres... na Guerra dos Sexos, uns far-se-ão de coitados, outros de coitadinhos, etc... not me, for sure.

Mas deveria começar a fazê-lo.
Ouvi dizer que resulta...

Isso dá dinheiro? Capitalista do Abecedário...

Besos

hipnôse disse...

Sim, claro, mas a maior parte delas têm o mesmo tipo de atitude, algumas não se percebe bem porque tomam determinada atitude, outras mereciam bem melhor, do que aquilo que têm!

Contudo, gostei destas últimas respostas delas e tens que dar um bocado o braço a torcer, faz de conta, que também és inocente e vitima, salta-te logo uma toda giraça para cima!

Comigo, resulta!

Sempre que uso os sentidos nelas, elas caiem sempre na cena do relógio pendura, que anda de um lado para o outro e adormecem logo!

Outras vezes, sou eu que fico hipnotizado, é o feitiço que se vira contra o feiticeiro!

anel disse...

hipnôse... o faz de conta não dura para sempre e enganar é muito feio. Só é vítima quem quer. Depende da perspectiva que dás às coisas. Acho que não custa muito ser inocente. A verdade é também inocência. custa muito ser verdadeiro?
P.S. deixei de ser aleijadinha, agora assino como ane

euphoria disse...

Lena?

Tu és a Helena que andou comigo na faculdade? Tu não me digas...

Que saudades!

O mais engraçado disto tudo, é que eu estou a ceder completamente, a alguém que me está a hipnotizar com uma verdade e um jeito de escrever que eu gosto muito, que me mata, porque agora sim eu quero ser verdadeiro e dizer quem sou afinal!

O Stephen deve-se estar a rir disto tudo, porque somos uns tontos ou então já está farto de ler o que escrevemos, porque só dizemos lixo!

Mas como é que te chamas afinal?

Sim, não custa nada, minha querida, vamos acabar com estes joguinhos, por mim já tinha acabado faz tempo...

Mas quem é quem afinal?

anel disse...

Oh euphoria, mas quem te está a hipnotizar? Eu chamo-me Helena, de facto, mas duvido que tenha andado contigo na faculdade. Aliás, duvido que conheça alguma das pessoas que aqui escreve (até tenho a certeza, mas pronto...). Minha querida? Mas quem? Fazem cada filme... Mais alguma dúvida? Que não me parece que devam ser tiradas em blog alheio...

euphoria disse...

tu tu tu tu, oh hipnotizadora que me está a oferecer um anel, para eu pôr no dedo e depois andar com dois!

Não és a Helena loira, em que o aniversário é a 17 de Fevereiro e que quis fazer sexo comigo, no carro?

É que não tenho jeito para inventar...

E porque é que não tiramos as dúvidas pessoalmente, em vez de ser noutro blog alheio, que pode ser o teu...?

É que eu não tenho blog, fofinha...

(faz de conta que já te comi, oh anel)

anel disse...

De facto, até sou loira, estou quase a fazer anos, mas não é em Fevereiro, não tenho blog e nunca estiveste para me comer, nem no carro, nem em outro lado qualquer. Mais alguma questão?

euphoria disse...

Sim, tenho uma questão :

Posso oferecer-te uma prenda?

anel disse...

sim, dia 3 de Janeiro, podes oferecer. Agora vê lá, se pensas que me conheces e envias para outra pessoa. Por isso, vai se difícil dares um presente. Afinal, nem sabes quem eu sou... lol

euphoria disse...

Pois, talvez tenhas razão, vai ser difícil e eu nem sei quem tu és...

Queres jantar fora, cá dentro, comigo?

anel disse...

fora cá dentro onde? assim por aqui é difícil falar alguma coisa

euphoria disse...

qual é a tua sugestão?

anel disse...

estou pouco sugestiva. Chega-te à frente com ela, leia-se sugestão (isto não fica com o endereço de e-mail?)

euphoria disse...

(o entre-parênteses mexeu comigo)

se eu me chegar à frente com ela, posso mexer contigo...

tens a certeza?

sugestão nº1 (suave arrepio na pele)

anel disse...

Já mexi contigo, só com um entre-parênteses?) E quem te garante que vais mexer mesmo comigo?
resposta à sugestão nº 1 (não me arrepio facilmente)