E então o céu começou a desfazer-se em farrapos brancos. Parecia que mãos enormes se ocupavam de picotar as nuvens com milhões de alfinetes gelados, povoando a terra de um frio belo.
As pessoas sorriam, e o cenário transformou-se, porque nada nos seus devidos lugares estava habituado a esta mudança de cenário. As árvores, as estradas, os carros, os animais de rua, todos se posicionavam numa estranheza simpática pela novidade que o dia havia trazido.
Havia um brilho diferente, uma espécie de carícia gelada do dia para aqueles que agradeciam de forma simples algo de comum na natureza, mas tão aparentemente deslocado.
A neve caiu, ainda por cima no meu dia de aniversário. Aliado ao calor que nem sei como agradecer da parte de alguns, várias coisas se conjugaram, e por vezes vemo-nos na contingência de olhar para as realidades da única forma que podemos.
Em admiração por aquilo que é transcendentemente belo e compensador, mas que o faz sem nos dar cavaco.
Domingo foi um dia branco em todos os sentidos, e por vezes seria inacreditavelmente autista não se agradecer pelas coisas simples que marcam memórias perenes, em geral, a todos quantos se preocuparam, sendo natureza ou Homem, em provocar-me um sorriso.
Obrigado. :)
As pessoas sorriam, e o cenário transformou-se, porque nada nos seus devidos lugares estava habituado a esta mudança de cenário. As árvores, as estradas, os carros, os animais de rua, todos se posicionavam numa estranheza simpática pela novidade que o dia havia trazido.
Havia um brilho diferente, uma espécie de carícia gelada do dia para aqueles que agradeciam de forma simples algo de comum na natureza, mas tão aparentemente deslocado.
A neve caiu, ainda por cima no meu dia de aniversário. Aliado ao calor que nem sei como agradecer da parte de alguns, várias coisas se conjugaram, e por vezes vemo-nos na contingência de olhar para as realidades da única forma que podemos.
Em admiração por aquilo que é transcendentemente belo e compensador, mas que o faz sem nos dar cavaco.
Domingo foi um dia branco em todos os sentidos, e por vezes seria inacreditavelmente autista não se agradecer pelas coisas simples que marcam memórias perenes, em geral, a todos quantos se preocuparam, sendo natureza ou Homem, em provocar-me um sorriso.
Obrigado. :)
4 comentários:
ainda não percebi a excitação com a neve... ficou tudo parvo... será que nunca viram nevar??? Ah! é porque nunca tinham visto nevar no bairro... enfim...
Que negativismo, Sea...
Na minha terra costumam dizer, relativamente a qualquer acontecimento extraordinário, fora do comum, raro, quase impossível, que "isso, só em ano que neve!"
Pode ser que este ano seja algo de extraordinário e especial...
Beijo
pois secalhar, mas ainda assim não consigo perceber a excitação... eu não fiquei, secalhar é por isso... secalhar...
beijo
Eu nunca vi nevar, nem nunca tinha visto neve, sequer, nem no meu bairo, nem em lado nenhum, e então? Não é algo de extraordinário?A última vez em Lisboa tinha sido há 52 anos, não sei se alguma vez voltará a acontecer, acho que é de ficar entusiasmado...
Mas se calhar, há quem ache que já não se deve entusiasmar com nada...
Tough!
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