ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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segunda-feira, janeiro 23, 2006



"They say your entire life flashes in front of your eyes when you die.
It's not really your entire life... It's just the moments that stood out... And they're not the ones you'd expect, either... The moments you remember are tiny ones, some you haven't thought of in years... If you've thought of them at all... But in the last second of your life, you remember them with astonishing clarity...
Because they're just so...
beautiful... ...that they must have been imprinted, on like a cellular level...

For me it was, lying on my back at Boy Scout camp, watching falling stars...

And yellow leaves from the ginkgo trees that lined our street...
Or my grandmother's hands, and the way her skin seemed like paper...
And the first time I saw my cousin Tony's brand new Firebird
And the way I felt when Angela first smiled at me...
Carolyn...
And Janie.
And Carolyn's roses..
And beauty...

I guess I could be pretty pissed of f about what happened to me... but it's hard to stay mad, when there's so much beauty in the world. Sometimes I feel like I'm seeing it all at once, and it's too much, my heart fills up like a balloon that's about to burst... And then I remember to relax, and stop trying to hold on to it, and then it flows through me like rain and I can't feel anything but gratitude for every single moment of my stupid little life...

You have no idea what I'm talking about, I'm sure...
but don't worry...

You will someday."

Allan Ball - American Beauty - Original Script.

É um trecho repetente no Estações, mas as saudades não são apenas aplicáveis relativente às pessoas. Além disso, a imagem acima necessita de um texto à altura.
De volta, com a metáfora do fascínio.
Até já.

7 comentários:

aeon*flux disse...

*

Lisa disse...

Ainda agarrado à imagem do inacessível, hein?

Stephen King disse...

Aeon Flux - Quem será que aparece gentilmente, mas fica em silêncio? Obrigado pela visita, não obstante :)


Lisa - Em termos de persona concreta, sim, em termos de conceito, não me parece inacessível :)

Lisa disse...

Pois o meu problema é que não gosto de perseguir conceitos. Viro-me mais para a realidade e guio-me pela intuição. Pessoas não são conceitos, pessoas são carne, sangue, bafo quente, órgão e, também, merda. Mas mesmo a merda tem um papel positivo na nartureza, não é? Espinoza achava que sim. Tudo depende da forma como encaramos as situações.

Nunca gostei de Kant, na sua rigidez dos conceitos tão castradora. Kant era pouco humano e, por isso, pouco exequível. Não sabia viver, digo eu.

Prefiro o existencialismo. Olha, podes começar com 'O Estrangeiro' de Camus, 'As Mãos Sujas' ou 'As Moscas' de Sartre. Uma filosofia muito mais humana, se bem que, levada ao extremo, também ela nos reduz a uma realidade muito fria.

Vá. A olhar para as pessoas. Como gente, e não conceitos.
Deixa lá essa tirania de encaixar os outros nos TEUS conceitos.

Serás bem mais feliz, acredita.

Sea disse...

O fascínio, é isso apenas: fascínio. Deslumbramento. Um estado que particularmente não gosto e não faz parte da minha forma de ser.

Stephen King disse...

O relativismo não é nunca absoluto, em meu ver.
E todos nós encaixamos os outros nos nossos conceitos, e não é por isso que deixamos de os ver como as pessoas que são. Elas simplesmente são ou não compatíveis connosco. Nada mais.
A intuição para mim, quando levada ao extremo, aproxima-se demasiado da aleatoriedade, coisa que não me granjeia grande simpatia.
Mas enfim, por isso é que alguns são diferentes dos outros, porque a diversidade é afinal o sal da vida em comunidade.
Simplesmente cada um sabe o que quer, e muito mais o que não quer. :) Simples.

M. disse...

O fascínio leva-nos apenas até certo ponto. É confortável por se esgotar em si mesmo e não exigir nada mais do que mera contemplação...

Os conceitos nunca são inacessíveis - tratam-se de representações mentais, de noções abstratas. São a base da filosofia, como poderiam ser inacessíveis?? É a aplicabilidade da perfeição conceptual à carne e ao osso que é complicada. É aí que é preciso trabalhar, meter o corpo à luta. Dar para levar. E talvez seja mais producente encaixar os nossos conceitos nos outros. Porque há que respeitar a liberdade alheia. Parece-me.

Quanto à compatibilidade talvez seja apenas a medida exacta do que estamos dispostos a dar. Já a intuição não será absoluta... Mas existe. É visceral como algumas das melhores coisas da vida...

É bom saber o que não queremos... Desde que saibamos, antes, o que desejamos. Positivismo apriorístico. Sempre.

Mas, sim, viva a diversidade. Que seria do pobre amarelo?...