ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quinta-feira, fevereiro 23, 2006

E quando certas circunstâncias se juntam, especialmente num dia cinzento como este com música pungente, tendemos a deixar fugir certas coisas. Fugir ao controlo porque a noção de gratidão aparece, como um vento ligeiro que nos impulsiona a dar dois ou três pequenos passos. Cria-se a ilusão de que nada pode ficar quieto, sob pena de cair num sistema garantístico, o que para mim é a primeira e primordial falta de respeito perante aqueles que nos dão alguma coisa.
Algumas pessoas ouvem-me. Outras conhecem do meu cansaço. Outras dão parte da sua estrada para que eu possa caminhar pelas suas idiossincrasias como um convidado. Outras instruem-me a perceber outros mundos que não o meu. Uns confortam-me. Outros abandonam-me apenas para poder voltar com um abraço inflacionado. Uns ouvem o inconfessável e a confusão, outros passam-me a bola. Uns fazem parte, outros partem. Uns ligam, outros escrevem, todos se tornam palavras importantes num ou outro momento. Uns desaparecem, mas ficam. Outros ficam, mas nunca estiveram. Uns jogam, outros são regras.
E de tempos a tempos, torna-se importante agradecer-lhes. Nem que não imaginem que lhes é dirigido. Sinceramente, acho que é a percepção interna dessa importância que permite que cedo ou mais tarde permite revelá-la nos momentos que contam.
Assim sendo, cada um saberá o que lhe é devido, nem que seja porque ando às voltas com a forma como lhes hei-de demonstrar isso mesmo.
São poucos. Mas as multiplas faces dão-lhe o aspecto de multidão. O mundo parece cheio deles e o meu cinismo, quando aparece, não é suficiente para resistir à importancia simples do contributo que lhes é inerente.
Parafraseando Alan Ball, talvez não tenham ideia ou sequer simpatizem com o que acabei de dizer.
Não se preocupem.
Aposto que um dia saberão.
Espero. :)
Acho que

2 comentários:

Silvana disse...

Obrigado, obrigado e obrigado....
tinha estagnado o meu pensar entre uma teoria e outra, não conseguia estabelecer relação...pensava; como?

E eis que chego aqui através do acaso...finalmente a resposta :))))

Stephen King disse...

Bem, quem agradece nesse caso sou eu :)