
Foto: Imogen Cunningham
Quando nos mascaramos de matéria porque passamos por tudo sem sermos nada.
É precisamente assim. Parecemos estar em todo o lado, como que uma pequena brisa não mais construída ou esquecida, através da qual toda a matéria passa.
Como qualquer sonho, evidente, da materialidade passa-se à ousadia. Acordamos e temos os pés para cima, respirando em compasso menos certeiro. Vivos mas ainda não para além daquele terrível portal.
Depois repete-se. Estamos quietos com os ouvidos bem colados à brisa que passa, e não levantamos voo.
Permanecemos certos do formato das coisas, razão pela qual tudo nos atravessa. E tornamo-nos assim. Como que esquecidos em toda a materialidade, que parece passar sem nos ver...
Com a ternura de quem nada modifica, mascara-se connosco de esquecimento.
1 comentário:
Quando nos esquecemos de nós, esquecemo-nos do Mundo.
Quando nos tornamos nada, é porque já fomos alguém.
Quando nos tornamos sombra, sabemos ao menos onde pára a perspectiva.
Qunado nos tornamos brisa e vento e tempestade, sabemos que é o desejo de querer voltar. E aí, tomamos consciência. De nós, do Mundo e erguemos a Catedral, essa vasta obra que é um Ser Humano.
:)
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