ESTAÇÕES DIFERENTES
"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."
Stephen King - "Different Seasons"
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5 comentários:
O problema é quando começamos a impor aos outros as nossas máximas, querendo condicionar as suas acções por forma a se aproximarem da nossa visão da lei universal da natureza...
Este princípio é muito bonito, mas também se aproxima perigosamente do absolutismo de conceitos que tantos querem impor de forma geral e ditatorial.
Olha, nem a propósito: o Kant acreditava piamente na castidade como uma virtude absoluta. Não gostava da queca, portanto, nem consta que a praticasse habitualmente (ou esporadicamente...). Vê lá se lhe passa pela ideia transformar isso em máxima universal e tal?
...
Ahahahah!!!
Sorry.
Eu falo enquanto lógica individual, enquanto mecanismo de crença racional de que as coisas são boas por si, e que devo agir como se as pudesse universalizar na experiência de liberdade tendente ao Bem.
No fundo não é condicionar acções, mas crer nelas como boas de per si, numa lógica de respeito e evolução proópria e pelos outros.
É o velho imperativo categórico. :)
Quanto á questão carnal, ela por si parece-me positiva e parte integrante e fundamental da experiência humana, logo, aplico o conceito genérico numa perspectiva ecléctica.
Assim como acho que se deve fazer bem ao próximo, e estou tão afastado da religição católica :)
BEijinhos
Nem todas as lógicas deverão assentar num Bem comum.
As pessoas são egoistas por natureza e sendo a sua própria destrutiva, temos sempre presente de que o Bem deve ser incutido e praticado, exercitado e nunca esquecido, logo a tendência natural será praticar o Mal.
Mais não seja, porqueé mais fácil destruir, ao invés de construir.
Atenção, eu concordo em pleno com isto e tu sabes que sim.
"Age como se a máxima da tua acção (tendente ao Bem como expressão de liberdade plena) se devesse tornar, pela tua vontade, em lei universal da natureza", em absoluto; mas será que nos dias que se nos surgem estaremos mesmo convictos disto? Não seremos nós a geração que mais preguiça tem em praticar o tal bem comum e mais desculpabilização/argumentação terá para os seus próprios erros e pecados?
Porque a verdade é que quanto mais informados estamos e mais cultura abraçamos, mais convencidos ficamos da nossa sapiência(por um lado) e mais curiosos também (por outro lado), o que pode ser fatal para uma certa humildade, imprescindível para que coloquemos perspectivas próprias e castradoras de lado. Muitas vezes é dificil ouvir a razão do outro lado e isso permite a uma falta de comunicação tremenda. Quando se ajuiza demais e se ouve demenos, acontece a arrogância incutida nos conceitos e está minada uma postura crítica e séria, para dar lugar a uma postura prepotente.
O Mal esconde-se em todas as vertentes do Mundo Moderno e está cada vez mais em voga.
(Religiões à parte; como sabes bem, existem correntes religiosas apoiadas em princípios do Mal, e muitas são as pessoas que vão atrás de permissas ridiculas que apoiam actos de Morte, etc...)
A questão aqui é: esse princípio deveria ser um princípio básico, mas estaremos nós preparados para o levar e seguir à risca? Deixaremos nós todo o nosso egoismo, prepotência e arrogância de parte?
Fossem as pessoas todas elas (eu incluida, claro) mais ligadas ao seu Mundo Interior e ninguém precisaria de Religiões, concordo, mas o nosso calcanhar de Aquiles é a maldade inerte que se encontra enraizada junto à última ideia de que somos nós os primeiros a ter de lutar pela própria felicidade, que muitas vezes, passa pela infelicidade dos outros. Infelizmente.
Grande post. Grande parêntesis, amigo!
:)
Beijos
Nem a propósito: ontem prós e contras, Júlio Castro Caldas invoca (em vão?) o imperativo categórico de Kant para justificar a condenação - e, pressuponho, a criminalização - do aborto.
Zunga.
(giro foi ver o Vera Jardim, antigo colega de escritório, a esgrimir argumentos com o Caldas. E o Rui Pereira esteve soberbo, nem parecia um stor de faculdade, explicou-se lindamente)
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