As compatibilidades podem ser uma porra. Especialmente quando chocam com aquela noção primordial do que somos, ou achamos que somos ou devemos ser. Quando a naturalidade da nossa forma de agir nos aponta para um caminho onde supostamente nos sentimos confortáveis.
Mas a questão que fica no ar traduz-se no antagonismo entre a forma de ser e aquilo que desejamos obter enquanto pessoas. Certamente que a individualidade e integridade não são objecto de negociação. Nem devem ser, porque a encenação pega fogo com uma facilidade incrível, e a recuperação dos automatismos empáticos pode nunca ser possível perante a queda da máscara.
Outra coisa completamente diferente é a capacidade de evolução, de adaptação, sem perda da tal individualidade. Se os vincos de personalidade não surgem como ferramentas capazes de nos levar mais em direcção ao que desejamos, ou nos escondem dessas coisas, até que ponto a manutenção de uma teimosia comportamental é racional ou mesmo producente? Até que ponto se pode amarrar o burro e esperar que alguém ache piada a um isolamento ou ocultação das características que nos tornar algo mais aos olhos daqueles a quem desejamos chegar?
As pessoas são definidas também pelo que fazem, não só pelo que pensam ou sentem, e se deixarem esses elementos ocultos, não passam de uma intenção de si mesmos, e como tal, invisíveis.
A ideia de que devemos ser apreciados por quem somos não pode nunca significar imobilidade ou inactividade. A teimosia na inacção, ou na forma de ver as coisas que já se sabe que não funciona, deve levar a querer evoluir, a querer ser mais, e sem termos de sair de dentro da tal integridade ou individualidade. Mas é irrefutável que as moléculas alheias não trepidam com silêncio, introversão e neutralidade. É na interacção que somos nós, e sem ela, não passamos a nossa mensagem, não deixamos a nossa marca, não nos tornamos um acrescento na vida seja de quem for. Sermos quem somos, e fiéis a isso mesmo, passa pela defesa da nossa tese, pelo acrescento ao nosso manancial de gostos, taras e peculiaridades, pelo acrescentar da nossa matéria humana aos olhos de quem nos interessa. Passa por por os dentes no mundo antes que ele nos morda, deslumbrarmo-nos por ele antes que nos devore pela nossa gorda e diáfana inacção.
Mas a questão que fica no ar traduz-se no antagonismo entre a forma de ser e aquilo que desejamos obter enquanto pessoas. Certamente que a individualidade e integridade não são objecto de negociação. Nem devem ser, porque a encenação pega fogo com uma facilidade incrível, e a recuperação dos automatismos empáticos pode nunca ser possível perante a queda da máscara.
Outra coisa completamente diferente é a capacidade de evolução, de adaptação, sem perda da tal individualidade. Se os vincos de personalidade não surgem como ferramentas capazes de nos levar mais em direcção ao que desejamos, ou nos escondem dessas coisas, até que ponto a manutenção de uma teimosia comportamental é racional ou mesmo producente? Até que ponto se pode amarrar o burro e esperar que alguém ache piada a um isolamento ou ocultação das características que nos tornar algo mais aos olhos daqueles a quem desejamos chegar?
As pessoas são definidas também pelo que fazem, não só pelo que pensam ou sentem, e se deixarem esses elementos ocultos, não passam de uma intenção de si mesmos, e como tal, invisíveis.
A ideia de que devemos ser apreciados por quem somos não pode nunca significar imobilidade ou inactividade. A teimosia na inacção, ou na forma de ver as coisas que já se sabe que não funciona, deve levar a querer evoluir, a querer ser mais, e sem termos de sair de dentro da tal integridade ou individualidade. Mas é irrefutável que as moléculas alheias não trepidam com silêncio, introversão e neutralidade. É na interacção que somos nós, e sem ela, não passamos a nossa mensagem, não deixamos a nossa marca, não nos tornamos um acrescento na vida seja de quem for. Sermos quem somos, e fiéis a isso mesmo, passa pela defesa da nossa tese, pelo acrescento ao nosso manancial de gostos, taras e peculiaridades, pelo acrescentar da nossa matéria humana aos olhos de quem nos interessa. Passa por por os dentes no mundo antes que ele nos morda, deslumbrarmo-nos por ele antes que nos devore pela nossa gorda e diáfana inacção.
À distancia, tudos podemos ser tudo, mas a manutenção dessa mesma distância torna-nos passáveis, inertes e olvidáveis. Parece-me claro que só podemos passar por quem realmente somos, na demonstração da singularidade que somos, ao dar aos poucos que elegemos para nos acompanharem, cada vez mais do nosso melhor.
Evoluindo, claro.
A inacção é solidão.
Julgo eu.
E desnecessária, ainda por cima...
2 comentários:
... mas olha que entre marcar pela negativa e não marcar de todo, eu prefiro a segunda...
(só para alargar o assunto que continuo a ver por uma perspectiva slightly different ;) )
Mas tens alguma razão (só te dou alguma! ;D ), my King.
As pessoas moles e paradas enervam-me verdadeiramente. O entrar mudo e sair calado é uma coisa que me transcende.
Mas reconheço que existem algumas que podem não participar nas coisas activamente mas vão estando e indo arrastados pelos outros. E, apesar de tudo, ainda vou conseguindo tolerar esse comportamento. Nem todos somos iguais, não é?
Outra coisa, e essa tira-me realmente do sério, são aqueles seres amorfos que nem puxam, nem participam. São seres completamente amorfos e vegetais que estarem ou não é igual. Que fazem os outros sentirem o enorme esforço que é para eles estarem ali. Aquelas pessoas que entram na sala e não agitam as moléculas de ar. E que muitas vezes ainda se fecham numa capa de frieza, distância e agressividade que roça a má educação.
Estes ultimos serão, no minimo, pouco inteligentes emocionalmente. Quem tem pachorra para esta gente? Eu não. Definitivamente.
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