ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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segunda-feira, março 26, 2007

Ainda no Público de hoje.

Reis Torgal leu-me o pensamento...

Que tristeza de país este...


"Grandes Portugueses": historiador Reis Torgal lamenta possível escolha de Salazar 23.03.2007 - 14h37 Lusa

O historiador Reis Torgal criticou hoje o programa "Grandes Portugueses", da RTP, lamentando que o ditador Salazar possa ser escolhido como "o maior português de sempre", através do que considera ser "memória fabricada".
A título pessoal, Luís Reis Torgal tem prestado apoio científico à câmara de Santa Comba Dão, no âmbito dos contactos que a autarquia tem promovido tendo em vista a criação no concelho de um museu alusivo a Oliveira Salazar, hipótese que o investigador quer ver abandonada.Em declarações à agência Lusa, na semana passada, o catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra disse que preferia que a casa do antigo ditador, natural do concelho de Santa Comba Dão, fosse transformada em espaço de exposições e centro de documentação sobre o Estado Novo.
Num artigo publicado hoje pelo "Diário de Coimbra", Reis Torgal afirma que "não houve em nenhum país, como no nosso, onde a televisão tem uma enorme importância na opinião pública, o risco de um ditador ser considerado 'o maior português de sempre'".
Sublinhando a sua oposição contra o polémico programa da RTP, salienta que, neste caso, "a qualidade de 'grande português' resulta afinal de um 'voto popular', pago, tal como se elege a 'melhor canção' em medíocres festivais ou se vota a saída ou a permanência dos concorrentes nos programas 'voyeuristas' do tipo 'Big Brother'".
"Neste contexto de 'memória fabricada', corre-se o risco de Salazar ficar em primeiro lugar para gáudio e vergonha de algumas gentes deste país, que se recusa a integrar a ideia de que a História é uma ciência de verdade", refere.
No mesmo artigo, Reis Torgal alude ainda à participação de José Hermano Saraiva, "excelente comunicador" e "ex-ministro de Salazar" num outro programa da televisão pública."A História é identificada com a 'estória', interpretada sob a forma de opinião" por Hermano Saraiva, "o qual, coerentemente, vai afirmando, de quando em vez, que o 'fascismo' em Portugal 'nunca existiu", critica ainda o historiador."

1 comentário:

MIN disse...

Sinto-me envergonhada!