E nas paragens, na modorra, o espirito espreguiça-se e sente as câimbras do tempo que se quer de progressão, cada vez mais assente na expectativa.
Tenho histórias para escrever, mas o trabalho não deixa. Bem como a imobilidade física.
E quando o tempo lá surge, estou vazio. Visto o fato de macaco e lanço-me aos tijolos escondidos nas teclas. Que remédio. Mas sai pouco. A conta gotas.
Maldito langor!
3 comentários:
Paciência... precisa-se paciência :) Ainda estás em excelente forma e continua a ser um prazer ler-te. Mas...em breve, quando esse teu estado desaparecer, estarás milhões de vezes melhor!!!! :)
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«Caneta do poema dissolvida no sentido
primacial do poema.
Ou o poema subindo pela caneta,
atravessando seu próprio impulso,
poema regressando.
Tudo se levanta como um cravo,
uma faca levantada.
Tudo morre o seu nome noutro nome.
Poema não saindo do poder da loucura.
Poema como base inconcreta de criação.
Ah, pensar com delicadeza,
imaginar com ferocidade.
Porque tu és uma vida com furibunda
melancolia,
com furibunda concepção. Com
alguma ironia furibunda.
És uma devastação inteligente.
Com malmequeres fabulosos.
Ouro por cima.
A madrugada ou a noite triste tocadas em trompete.
És alguma coisa audível, sensível.
Um movimento.
A sonhar.»
Herberto Helder.
...e virá daí a nossa força. a do querer, a da desilusão, da certeza e das dúvidas, do choro e do riso, da nítidez e do escuro. do que criamos e dos momentos de apáticos zeros...das dores e dos grandes prazeres que superam dias assim.
faz parte. processos dolorosos.
mas sem dúvida alguma...criação.
abraço.
É engraçado que tenhas escrito isto, porque a mim, acontece-me o mesmo. Durante o dia sou uma explosão de ideias e conceitos, com uma vontade de largar tudo e atirar-me às teclas.
À noite, quando termina mais um dia e o cansaço domina, tudo desaparece. A vontade, pelo menos, que as ideias ainda pairam e ganham forma em notas rabiscadas em papéis dispersos.
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