Para mim, agnóstico como sou, entendo que um amigo real faz com que a necessidade solitária que criou um Deus imaterial e sempre companheiro, produtor de esperança, seja desnecessária. Um amigo real, o milésimo homem ou mulher, é quem preenche esse vazio. É quem cá está, mesmo quando não damos por isso, é quem vê, mesmo quando não mostramos, é a palavra certa acerca daquilo que nunca confessámos ou partilhámos. Assim sendo, seja feita a justiça a quem o disse de forma superior, a amizade é a incondicionalidade de um estado de afeição. É a renuncia nunca esperada de alguém que vê em nós uma missão sem qualquer objectivo imediato para si mesmo.
Escrito algures em 27/09/2000
Pois, é isso mesmo... Estrelas e irmãos.
3 comentários:
Escrito noutra vida mas actual hoje e sempre.
Post demonstrativo de uma parte do que és. Mas és ainda muito mais do que isto.
Felizes daqueles que tens por amigos. E eu feliz consequentemente.
Obrigada pela dádiva de seres meu amigo.
Beijos
Para mim, cristão como sou (cada vez mais longe da instituição mas, ao mesmo tempo, mais ciente dos meus princípios e convicções), acho que a amizade é um bem fundamental e que muitas das vezes serve de suporte vital para a manutenção da nossa sanidade mental. E sim, um amigo de carne e osso e sentimentos por nós, é provavelmente a maior benção que podemos ter. Mas para alguns, um "Deus imaterial e sempre companheiro, produtor de esperança", pode também, por vezes, ser uma bússola que nos guia pelo caminho que precisamos.
Um abraço amigo, meu caro.
Já aqui tinha passado e já tinha lido estas palavras.
Revejo-me nesse teu conceito de amigo e revejo-te também nesse conceito.
Ainda bem que existes :)
Mil beijos
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