Parece que, segundo várias opiniões que vou ouvindo, a dor colectiva é um caso digno de nota, ao passo que a dor individual é um acto de imodéstia e dramatização indesculpável. Isto, claro, a não ser para aqueles que o saibam fazer com elegância.
Mas de acordo com a minha (necessaria e conceptualmente limitada) experiência pessoal penso que quem realmente padece de dor real não pode reagir elegantemente. É como tentar localizar jurisprudência quando se está bêbado de cair, ou fazer ski enquanto se preenche o formulário do IRS.
1 comentário:
Carissimo SK,
Essa tua visão de fundo continua apuradissima e tão afinada quanto um bisturi.
ja tinha saudades tuas mas as corridas de mãe não me largam tempo para dedicar aos meus outros afectos...como tu meu caro amigo e companheiro de letras e pensamento.
sempre muito agradavel passar por aqui e ver o que conjura por esses dias as tuas cinzentas celulazinhas
um abraço
Vanessita
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