AT THE MOVIES II (FLASHBACK)
Sempre achei que fazer rir é uma arte suprema e um sinónimo de inteligência superior. Os verdadeiros humoristas, aqueles que fazem realmente rir são, para mim, pessoas merecedoras de todos os encómios possíveis. Fazer rir é conseguir apanhar a pessoa distraída e surpreendê-la numa reacção absolutamente espontânea, tocando-lhe num nervo que nunca soubera que tinha.
Este é o meu filme preferido dos Cohen e tornou-se um amor especial de longa data. Talvez não seja o melhor, (os críticos dirão isso sem hesitação) mas é o que para mim mais significou. Apela a um estilo de humor que me é muito querido, com um toque de nonsense mas muito ténue no meio da ironia e gozo com esta espécie de Odisseia. E é provavelmente o único musical que gosto de ver uma e outra vez, ouvindo com gosto as canções que o povoam, especialmente esta jóia acima transferida. Clooney faz um papel assombroso como um Ulisses "screwball", palavroso e com uma fixação pelo seu cabelo. "I'm a Dapper Dan Man!!"
E por alguma razão que desconheço, este filme faz-me rir pelas cócegas que provoca num recanto do meu sentido de humor que encaixa perfeitamente no que entendo como intenção da obra, pelos seus detalhes. E sobretudo, faz-me sentir bem. Cada vez que o vi, (e vejo), saio da projecção como se tivesse sido acarinhado pelas palavras de um velho amigo coadjuvadas por um sincero abraço. Ver este filme é como voltar a uma casa maluca onde habito parcialmente, e sentir-me confortável, ou como ter a ilusão de algo que passou mais ou menos despercebido e fora feito inconscientemente para mim. No fundo, como ver uma forma única numa núvem desenhada apenas pela minha mente, e sentir-me pertencente a algo desregulado mas feliz.
1 comentário:
The Big Lebowsky
é o meu :D
Tu sabes... El Duderino!
E porque rir é preciso... os Cohen farão sempre parte da minha videoteca :)
Beijos e bom fim-de-semana
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