Depois de espancado e torturado, "X" é envolto numa série de pneus velhos, aos quais se pega fogo, deixando que a vítima arda sendo assim queimada viva perante os olhares de todos aqueles que sabem qual o nível de reverência e medo que devem manter.
No dia anterior o espectáculo grotesco contava com uma cabeça cortada de um só golpe figurante em ritual idêntico.
E todos os que observam sabem o que significa.
Não é a idade média, nem o relato de uma forma de tortura de um lider megalomaníaco de um qualquer país obscuro e feudal.
É uma das 52 mortes por cem mil habitantes, ou um dos mais de 5000 mortos por assassinato contados anualmente no estado do Rio de Janeiro.
É o produto de uma barbárie mantida à custa da economia dos cidadãos reféns, da lógica infernal presente no cavar do fosso de classes, e sobretudo, no inferno dos cidadºaos no meio dos traficantes, repudiados de forma irónica e hipócrita pelos consumidores. Mal comparado, parecem clientes abastados que já vi no LIDL, que enchem o carro mas olham com desdém para tudo e todos.
E no fim, acumulam-se as baixas perante quem nunca aprovou aquilo que se assemelha a uma guerra civil inapelável na cidade "maravilhosa".
Assustador...
1 comentário:
E no entanto, nao deixa de ser a "Cidade Maravilhosa" para os turistas, que se passeiam pelas ruas e visitam as favelas como se de uma mera curiosidade turistica se tratasse.
E ha quem nao volte, infelizmente...
Acho inenarravel o que por la acontece e sou muito ceptica a uma real mudanca do cenario num curto espaco de tempo. Como dizes, assustador!
Bjs
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