Este fim de semana vi o "300".
Como disse um amigo meu, é obra de culto antes mesmo de o ser. Julgo que o Tarantino foi esperto (se é que o fez propositadamente) em não deixar sair o seu GRINDHOUSE ao mesmo tempo que este filme de Zach Snyder, porquanto a coisa na bilheteira poderia ficar feia.
É uma obra que nos deixa alguma estranheza, mas muitas e diversas impressões. Eu ia à espera de mais, confesso, mas ainda assim...
Visualmente é um triunfo absoluto.
Como disse um amigo meu, é obra de culto antes mesmo de o ser. Julgo que o Tarantino foi esperto (se é que o fez propositadamente) em não deixar sair o seu GRINDHOUSE ao mesmo tempo que este filme de Zach Snyder, porquanto a coisa na bilheteira poderia ficar feia.
É uma obra que nos deixa alguma estranheza, mas muitas e diversas impressões. Eu ia à espera de mais, confesso, mas ainda assim...
Visualmente é um triunfo absoluto.
Os rapazes foram treinados fisicamente a pontos inimagináveis para se tornarem reais deuses gregos, e as imagens mostram bem os resultados do que deve ter sido um sofrimento contínuo durante 4 meses ou mais. Para mim, que faço desporto de competição há mais de 20 anos, (embora agora essa competição seja no máximo mediana), já sofri na pele treinos bem extremos. Mas aquilo que actores e duplos suportaram durante seis meses é algo que nem sequer me passa pela cabeça, tal é o grau de esforço e dor física necessário.
No entanto os resultados estão lá. Se não são efectivamente a melhor elite de soldados da história, parecem. Mas coitados, saiu-lhes do pelo.
Eis o que os moços têm de fazer sem descanso entre exercícios, todos os dias, por vezes mais que uma vez por dia, sem prejuízo de outro trabalho fisico adicional. (Gerald Butler disse inclusive que entre takes ia levantando pesos ou fazendo exercícios.):
Receita de espartano:
25 elevações
50 arranques com mais de 60 kg
50 flexões de braços
50 saltos por cima de uma caixa de 24 polegadas
50 floor wipers - (ninguém sabe explicar bem o que isto é...)
50 movimentos de braços com 16 kg em cada um
25 elevações....
(chiça!!!!)
Mas há muito mais para ver que a forma física dos moços, embora seja curioso notar que sendo "300" um filme mais passível de agradar ao panorama masculino, tem atraído mulheres em barda ás salas.
A cor, a realização, os cenários, os enquadramentos e planos, as coreografias das batalhas, a grandiosidade das imagens, tudo se insere num épico "curto", pouco subtil a espaços, mas capaz de dar um espectáculo de arregalar os olhos.
A história é simples, como de resto toda a ideia subjacente, mas nem por isso deixa de ser eficaz. Não existem diálogos absolutamente memoráveis, nem dramatismo digno de especial nota. Neste filme, a ideia subjacente à magnífica BD que lhe deu origem nunca a abandona. O tom seco, violento, mas pungente e visualmente belo da obra de Frank Miller perpassa toda a transposição da mesma pelas mãos hábeis de Zack Snyder. E os actores entregam-se, o que desde logo é uma mais valia.
Tem ali algumas ideias um bocado complicadas e discutíveis, especialmente se tivermos em conta o cenário político internacional dos dias de hoje. Esta coisa na qual os persas são uma malta muito má, decadente e que arreia porrada de criar bicho por onde quer que passe, e Esparta auto identificar-se como uma ilha de razão e liberdade na qual por acaso até se deitam pela ribanceira abaixo as crianças menos que perfeitas, e se lançam as que sobram ao destino da natureza ou de um micro-espaço de violência, morte e demais sevícias, pode levar a algum debate sobre a oportunidade da lógica subjacente à obra. Há ali um elemento de risco, até mesmo repudiável em abstracto, especialmente na ideia da raça perfeita. Mas que diabo, tirar esse tipo de conclusões de um pretenso subcontexto é olhar para o filme de forma redutora. O H.P. Lovecraft era um racista xenófobo dos quatro costados, e por vezes descai-se na sua obra, mas não é essa a ideia principal que passa pois não? Aqui também não, julgo eu. Mas tenho para mim que essas interpretações serão possíveis a quem as queira isolar de tudo o resto. Aos mais paranóicos e picuinhas, porque não ver a campanha persa como uma cruzada ao contrário? Para os mais distraídos, a BD é de 2004, sendo que a ideia que lhe deu origem é prévia, o que julgo que iliba Miller de qualquer simpatia pró imperialista, pelo menos na obra em questão. (E eu julgo-me insuspeito, porquanto reputo a administração Bush de cancerígena, para dizer o mínimo...)
Muitos dos críticos de cinema nacionais (que novidade...) arrasam o filme. Alguns argumentos entendo perfeitamente, outros acho que são produto do snobismo e ocasional falta de honestidade intelectual de que muitos deles sofrem, enrolados no seu discurso hermético o qual, bem espremido, dá meia duzia de gotas pouco esclarecedoras. Alguém dizia, na "Premiere" se não me engano, que a crítica existia para ajudar a pensar o cinema e as obras, não para mostrar a suposta e superior cultura cinéfila de meia dúzia de escribas que arrasam tudo o que não seja a sua concepção de cinema.
"300" é um filme que deixa algo, embora seja defensável que é um algo essencialmente visual. Mas fica. E é, juntamente com "Sin City" e "V for Vendetta", talvez uma das melhores adaptações de sempre da BD, embora eu ache qualquer um dos anteriores bem melhor que este "300" em toda a linha narrativa, e pelo menos equiparável no plano visual.
Para quando Watchmen, que segundo dizem os rumores, pode igualmente ter a mão de Snyder??
Quem fará de Rorschach?
7 comentários:
Floor wipers, (Lying Lateral Flexion)
Purpose: Develop the oblique and abdominal muscles
Starting Positions:
Lie flat on the floor with your legs together and straight out.
Place your arms at your sides with your palms down.
Procedure:
Reach your right hand down your side trying to touch your knee. Your left shoulder should raise slightly.
Hold for a second, then return to starting position.
Repeat on the other side.
Key Points:
Maintain your torso in contact with the floor, this is your source of resistance.
Obrigado pelo esclarecimento :)
"Em verdade, te digo... antes do cantar do galo, numa alvorada manhã de sol nascente, negar-me-ás 3 vezes..."
Há 3 verdades inaudíveis insensíveis ao desenrolar do tempo em si, o passado, o presente e o futuro!
Na prática mais ancestral dos corpos matéria, temos uma conjugação com a energia do universo, convertida em deuses terrestres do anseio mais profundo de cada um de nós!
E se toda a história da humanidade, não fosse e passasse, de uma inteira conspiração mundial actual e civilizacional?
Há assuntos não revelados, escondidos, feitos mistérios, esquecidos pelo tempo, tapados com momentos... onde reside a fonte de toda a vida, é aqui, na Terra!
De Zéfiro ou de Jardim Zenlógicoo, realça a perspectiva errónea de um sapo, auto-intitulado de José Manuel Freire, que quer revelar a verdade das coisas, sem as saber na sua contundente verdade real!
Todos nós, povos e civilizações da Terra, somos provenientes de um só lugar, a Terra, onde no início se pressupõe ter existido um só continente, Pangeia, berço de todas as civilizações existentes posteriores desde a Lemúria, da idade da pedra dos sapos, ao Egipto, aos Maias, aos Atlantes, ora afinal quem somos nós?
Nós somos o resultado de tudo o que existiu, tudo o que existia em todas as civilizações perdidas, foram espalhadas por todo o mundo e por essa razão, a existência da dualidade e pluralidade de imensidões de religiões, tanto para sapos, como para universais do ranho de deus, como alcorões de judas, como diabos e afins...!!!
Mas afinal onde é que está o Bem, do Mundo?
Se vivemos do Mal e para o Mal, onde a violência é ordem das coisas perenes que se mantêm actualmente, como mudar e consubstanciar a ordem natural das coisas! Dando vida aos sapos e a outros Zéfiros!
Sem querer entrar, em coisas visionadas cá de cima, lanço um tema para discussão, quem são os senhores do Mundo, que pensam que são e que pensam que dominam o Mundo com meia dúzia de gatos pingados, em que a Guerra é ordem primária e elevada sobre todas as coisas da Natureza da Terra!
Para todos os Homens, a hora está breve.......
Um abraço, para o Sapo, Zéfiro José Manuel Freire e à auto-reversão da verdade verdadeira do Todo!
Afinal, era tão simples, a arte de amar e o não fazer nada, num estádio pleno de introspecção interior, teleguiada pela telecinese das cores e libertação do peso do que não se amou, era bem mais producente.........
O que tento dizer é que: "Faz o que te aprouver, a totalidade da Lei é o Amor, o Amor é a Lei..."
"Arma-te com a Tocha dos Mistérios"
Cheers!
No príncipio era o Verbo...
Esqueceste-te de dizer que antes da BD havia Heródoto... :)
Confesso até que quando fui ver o filme não sabia da existência da BD mas sim do relato épico.
Logo, este teria de ser curto, não se poderia esperar muito mais...
Os bons não iriam ganhar, vá lá que Xerxes ainda apanhou de raspão uma arpoada, afinal o herói tinha de tentar, não é? (imposições para espectador ficar satisfeito..)
Gostei da fotografia, gostei do argumento (sem entrar nas politiquices)..gostei dos gajos!!!
Ah... abdominais do caraças!!
Finalmente percebem que o espectáculo visual não são só efeitos especiais..
Fui ver hoje a tarde e nem de proposito passo aqui apenas umas horas volvidas e ainda com a historia e com a imagetica do filme entranhada em mim.
Concordo por completo com a tua apreciacao do filme... que me importam os criticos?! Sou, sinceramente, muito individualista no que ao cinema diz respeito. A unica opinião que, no final, me importa, é a minha....
Olá, O meu comentário vai ser curto. Tenho-o lido em silêncio, hoje apeteceu-me dizer-lhe que gosto de o ler.
E que talvez vá ver o filme...pourquoi pas?
Bj tangerínico.
Gostei do filme.
Gostei dos homens bem treinados.
Gostei do Santoro mas gostei mais do Butler.
:D
Também gostei muito mais do V for Vendetta - incomparável.
Tenho de revê-lo; filmes de esperança, é o que se quer.
Beijinhos
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