Tendo de ser o que somos, o que em meu ver sucede por processos tão naturalísticos e necessários como respirar, aceitamos as imperfeições, mas nunca como uma imobilidade.
As empatias são possíveis, mas sempre parciais, como o sabor diferenciado mas complementar que duas bocas encontram num beijo.
É diferente, mas de alguma forma funciona.
E até que se misture numa substância unitária, ou composta, existe o toque das arestas, as avaliações, e as tentativas de junção.
E a viagem resultante vale a pena.
Talvez seja mesmo por ela que vale a pena.
Talvez todas as formas de amor sejam isso mesmo.
Asas, rodas ou flutuadores.
Com coração, claro.
1 comentário:
Tudo. És tudo.
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